O ENSINO DA ANTROPOMETRIA NA ESCOLA: UMA PROPOSTA NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Palavras-chave: Antropometria, Educação em Saúde, Ensino Fundamental e Médio

Resumo

Objetivou-se discutir possibilidade didático-pedagógica do ensino do conhecimento antropometria enquanto conteúdo da Educação Física escolar. A construção textual considerou a aproximação entre educação e saúde em uma perspectiva de formação crítica, autônoma e consciente dos participantes das aulas. Trata-se de estudo no formato de ensaio teórico. A antropometria é reconhecida como conteúdo que permite a compreensão e análise do fenômeno social da obesidade. As aulas de Educação Física visam apropriação, vivência e análise dos conhecimentos relativos ao corpo. Então, foi elaborada proposta para utilização do conteúdo antropometria considerando as perspectivas conceitual, procedimental e atitudinal para a educação física escolar. A possibilidade traz elementos para ampliar a compreensão e organização pedagógica dos conhecimentos da Educação Física escolar, tornando as aulas significativas e capazes de transcender aos objetivos pontuais, possibilitando orientação de condutas frente ao tema, a partir de uma intervenção intencional e ancorada com as orientações pedagógicas contemporâneas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ricardo Franklin de Freitas Mussi, Docente no Programa de Pós-Graduação em Ensino, Linguagem e Sociedade da Universidade do Estado da Bahia - Brasil

Doutor em Educação Física. Mestre em Saúde Coletiva. Licenciado em Educação Física. Líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Cultura e Saúde (GEPEECS/CNPq). 

Helma Pio Mororó José, Professora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Brasil

Doutora em Educação Física. Mestra em Educação. Licenciada em Educação Física. 

Denize Pereira de Azevedo, Professora na Universidade Estadual de Feira de Santana - Brasil

Doutora em Educação Física. Mestra em Saúde Coletiva. Licenciada em Educação Física e Bachael em Ciênicas Econômicas.

Angelo Maurício de Amorim, Professor na Universidade do Estado da Bahia - Brasil

Doutor em Educação Física. Mestre em Educação. Licenciado em Educação Física. Vice-líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Cultura e Saúde. 

Edio Luiz Petroski, Professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil

Pós-Doutor. Doutor, Mestre e Graduado em Educação Física. Lider do Grupo de Pesquisa em Cineantropometria & Desempenho Humano. 

Referências

ALMEIDA, R. T.; ALMEIDA, M. M. G.; ARAUJO, T. M. Obesidade abdominal e risco cardiovascular: desempenho de indicadores antropométricos em mulheres. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v.92, n.5, p.375-80, 2009.

BAUMAN, A. et al. Geographical influences upon physical activity participation: Evidence of a “coastal effect”. Australian and New Zeland Journal of Public Health, v.23, n.3, p.322-324, 1999.

BENEDETTI, T. R. B.; SANTOS, S. F. S. Educação Física no contexto da saúde. In: NASCIMENTO, J. V.; FARIAS, G. O. (Org.). Construção da identidade profissional em Educação Física: da formação à intervenção. Florianópolis: UDESC, 2012. P.543-56.

BOUCHARD, C. et al. Exercise, fitness and health: the consensus statement. In: BOUCHARD, C. et al (org.). Exercise, fitness and health. A consensus of current knowledge. Champaign, Illinois, Human Kinetics Publishers, 1990. P.3-28.

BUSS, P. M. Promoção da saúde e qualidade de vida. Ciência e saúde coletiva, v.5, n.1, p.163-77, 2000.

BRACHT, V. et al. A educação física escolar como tema da produção do conhecimento em periódicos no Brasil (1980-2010): parte II. Movimento, v.18, n.2, p.11-37, 2012.

BEUNEN, G.; BORMS, J. Cineantropometria: raízes, desenvolvimento e futuro. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v.4, n.3, p.76-97, 1990.

BÖHME, M. T. S. Cineantropometria: componentes da constituição corporal. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v.2, n.1, p.72-79, 2000.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: Educação física. Brasília: MEC/SEF, 1997.

CAIRES, N. F. R. Sobrepeso e obesidade entre os funcionários da UEFS, 2004. 2005. 201f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva), Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2005.

CARVALHO, Y. M.; CECCIM, R. B. Formação e Educação em Saúde: aprendizados com a Saúde Coletiva. In: CAMPOS, G. W. S. et al (org.). Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2006. p.137-70.

CASTELLANI FILHO, L. et al. Metodologia do Ensino de Educação Física. 2 ed rev. São Paulo: Cortez, 2009.

CAVALCANTE, C. B. S.; CARVALHO, S. C. B. E.; BARROS, M. V. G. Indicadores antropométricos de obesidade abdominal: revisão dos artigos indexados na biblioteca SciELO. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v.11, n.2, p.217-225, 2009.

CASSEB, G. R. M. et al. Fatores Determinantes da Obesidade em Crianças E Adolescentes. International Journal of Nutrology, v.11, sup.1, p.S24-S327 2018.

COS, I. R.; BARRIOS, A. R. Actividad física y salud dentro de la educación secundaria:una aproximación conceptual a través de larevisión del temario para oposiciones. Lecturas Educación Física y Deportes, v.15, n.143, 2010.

DELORS, J. Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2001.

FARINATTI, P. T. V.; FERREIRA, M. S. Saúde, promoção da saúde e Educação Física: conceitos, princípios e aplicações. Rio de Janeiro: Ed, Uerj, 2006.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2007.

GUEDES, D. P. Educação para a saúde mediante programas de educação física escolar. Motriz, v.5, n.1, p.10-14, 1999.

GUTHOLD, R. et al. Worldwide trends in insufficient physical activity from 2001 to 2016: a pooled analysis of 358 population-based surveys with 1· 9 million participants. Lancet, v.6, n.10, p.1077-86, 2018.

HABERMAS, J. Teoría de la acción comunicativa. I: Racionalidad de la acción y racionalización social. Madri: Taurus, 1987.

KUNZ, E. Transformação didático-pedagógica do esporte. 7 ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2006.

LOURENÇO, C. L. M. et al. Comportamento sedentário em adolescentes: prevalência e fatores associados. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v.26, n.3, p.23-32, 2018.

MALDONADO, D. et al. Inovação na educação física escolar: desafiando a previsível imutabilidade didático-pedagógica. Pensar a Prática, v.21, n.2, p.444-458, 2018

MATOS, J. C. et al. A produção acadêmica sobre os conteúdos de ensino na Educação Física escolar. Movimento, v.19, n.2, p.123-48, 2013.

MARANI, F.; OLIVEIRA, A. R.; GUEDES, D. P. Indicadores comportamentais associados à prática de atividade física e saúde em escolares do ensino médio. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v.14, n.4, p.63-70, 2006.

MARTINS, M. O.; WALTORTT, L. C. B. Antropometria: uma revisão histórica. In: PETROSKI, E. L. (org.) Antropometria Técnicas e Padronizações. 5 ed rev e ampl. Várzea Paulista: Fontoura, 2011.

MICHELS, G. Aspectos Históricos da Cineantropometria do Mundo Antigo ao Renascimento. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v.2, n.1, p.106-110, 2000.

MUSSI, R. F. F. et al. Formação em Educação Física e a Saúde na Escola. In: FARIAS, G. O.; NASCIMENTO, J. V. Educação, Saúde e Esporte: novos desafios à Educação Física. Ilhéus: Editus, 2016.

NAHAS, M. V. Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. 5 ed rev e atual. Londrina: Midiograf, 2010.

NORTON, K.; OLDS, T. (orgs.) Antropométrica: um livro sobre medidas corporais para o esporte e cursos da área da saúde. Porto Alegre: Artmed, 2005.

PEIXOTO, M. R. G. et al. Circunferência da Cintura e Índice de Massa Corporal como Preditores da Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, n.87, p.462-470, 2006.

RODRIGUEZ-AÑEZ, C. R. Antropometria e sua aplicação na ergonomia. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desenvolvimento Humano, v.3, n.1, p.102-108, 2001.

ROEBUCK, J. A. Anthropometric methods: Designing to fit the human body. Santa Monica: Human Factors end Ergonomics Society, 1993.

SANTOS, C. G. DOS; OLIVEIRA, G. I. C. DE. O (IN)SUCESSO ESCOLAR NOS TEARES DOS REGISTROS ESCOLARES. Cenas Educacionais, v. 1, n. 1, p. 321-334, 14 jul. 2018.

SILVA Júnior, A. P. et al. Autonomia e Educação Física: uma perspectiva à luz do ideário da promoção da saúde. Revista Conexões, v.4, n.1, 2006. P.13-29

SOARES, C. L. Do corpo, da Educação Física e das muitas histórias. Movimento, v.9, n.3, p.125-147, 2003

SOARES, C. L. Educação Física: Raízes Européias e Brasil. 3 ed. Campinas: Autores Associados, 2004.

SOBRAL, F. Perfil Morfológico e Prestação Desportiva: estudo antropométrico do desportista de alto nível de rendimento. 1981. 270f. Tese (Doutorado em Educação Física), Instituto Superior de Educação Física, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 1981.

WERTHEIN, J.; CUNHA, C. Fundamentos da nova educação. 2a imp. Brasília: UNESCO, 2005.

Publicado
2019-06-30
Métricas
  • Visualizações do Artigo 1837
  • Live +CEDU downloads: 0
Como Citar
Mussi, R. F. de F., José, H. P. M., Azevedo, D. P. de, Amorim, A. M. de, & Petroski, E. L. (2019). O ENSINO DA ANTROPOMETRIA NA ESCOLA: UMA PROPOSTA NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE. Cenas Educacionais, 2(1), 14-28. Recuperado de https://www.revistas.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/view/6296
Seção
Dossiê temático

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##