NARRATIVAS DIGIFEMINISTAS: ARTE, ATIVISMO E POSICIONAMENTOS POLÍTICOS NA INTERNET

Carla de Abreu

Resumo


A forte incorporação das tecnologias nas práticas cotidianas realimentou as relações de poder e os discursos hegemônicos nos ambientes digitais, no entanto, também favoreceu a visibilização de correntes feministas críticas e questionadoras dos discursos dominantes e sexistas. Neste artigo, reviso o contexto do ciberfeminismo, um movimento que surgiu na década de 1990 e influenciou uma nova geração que hoje se empenha na construção de uma internet feminista e combativa. Os subsídios partem de uma pesquisa na qual analiso as práticas de subjetividade das identidades nas redes sociais, em que as ações feministas formam parte das reflexões e do marco teórico. A abordagem metodológica é a netnografia e a análise de conteúdo. O termo digifeminista é usado para pensar as ações políticas e as produções artísticas de jovens mulheres que, de maneira similar às ciberfeministas do passado, usam as ferramentas digitais para expressar opiniões e executar estratégias de oposição às hegemonias e opressões nos ambientes digitais. Apresento também algumas artistas digifeministas que exploram novos significados do corpo feminino, expressando feminilidades alternativas que escapam, interpelam e testam os limites das políticas da sexualidade contemporânea, com o objetivo de apontar o que as normas excluem, inviabilizam ou silenciam.


Palavras-chave


Digifeministas; Internet; Ativismo; Arte digital

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DOI: http://dx.doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2017.v2.n4.p134-152

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