As cosmopoéticas de livros e escritas indígenas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30620/gz.v11n1.p73

Palavras-chave:

Povos indígenas, Livro, Poéticas indígenas, Arte indígena contemporânea

Resumo

A arte, o papel e o desenho, o livro e a escrita, guardam seu lugar algoz na nossa história colonial. No entanto, podemos pensar nas escritas e livros de artistas, mestres e pensadores indígenas como aliados na luta pelo território, na luta pela vida? Este artigo pretende cotejar esta reflexão a partir de escritos e cantos de mestres e mestras dos povos originários, além de escritos de artistas indígenas contemporâneos, confluindo modos de pensar essas escritas com pensadores originários e afro-diaspóricos a fim de antever mundos e alfabetos diversos, que apontam outras éticas e políticas para o livro e para a escrita. O artigo percorre trabalhos, falas e proposições poéticas de Davi Kopenawa, Joseca Yanomami, Denilson Baniwa, Jaider Esbell, Daiara Tukano, Gustavo Caboco, Lucilene Wapichana, Bernaldina José Pedro, Zabelê Pataxó, Ane Kethleen Pataxó e Uýra Sodoma para pensar as cosmopoéticas de livros e escritas indígenas.

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Biografia do Autor

Laura Castro, Universidade Federal da Bahia - UFBA

Professora no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV) | Mestrado Profissional em Artes (ProfArtes), Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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Publicado

2023-11-27

Como Citar

CASTRO, L. As cosmopoéticas de livros e escritas indígenas. Grau Zero – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Fábrica de Letras - UNEB, v. 11, n. 1, p. 73–96, 2023. DOI: 10.30620/gz.v11n1.p73. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/index.php/grauzero/article/view/v11n1p73. Acesso em: 1 mar. 2024.