Superfície e profundidade: Fluxos de sentido na poesia de Conrad Ferdinand Meyer

Palavras-chave: Conrad Ferdinand Meyer, Im Spätbot, Auf dem Canale Grande, Imagens

Resumo

Conrad Ferdinand Meyer viveu entre 1825 e 1898, em Zurique na Suíça. Ao lado de Gottfried Keller e Jeremias Gotthelf, é uma das mais importantes vozes da literatura suíça do século XIX. Com uma produção literária ampla, o autor escreveu romances, novelas e poemas. Este artigo se volta para sua obra poética, analisando dois poemas em que imagens se destacam com princípio fundamental na organização de seu fluxo de sentido. Imagens representam uma forma de mediar, mas também de apreender a realidade, construindo com palavras um par indissociável na prática epistemológica. Nessa esteira, o conceito de consciência icônica buscar explicar como imagens impactam na formação de outras formas de conhecimento, além da representação linguística. A poesia de Conrad Ferdinand Meyer revela um desejo semelhante em pensar como imagens têm suas dinâmicas próprias no texto poético. Assim, com foco no fluxo entre superfície e profundidade, este artigo deseja discutir os poemas “Im Spätbot” e “Auf dem Canale Grande”, a fim de analisar a relação entre imagens e palavras como fluxos icônicos, nesses poemas. A discussão dos dois poemas deseja verificar de que modo representações visuais e verbais confluem, a fim de desvelar dimensões de sentido que permanecem num fluxo entre superfície e profundidade.

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Biografia do Autor

Dionei Mathias, Universidade Federal de Santa Maria

Doutor em Letras pela Universität Hamburg e pela UFPR. Professor do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria. Desenvolve pesquisas sobre narrativas identitárias e dinâmicas afetivas.

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Publicado
2021-07-05
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Como Citar
MATHIAS, D. Superfície e profundidade: Fluxos de sentido na poesia de Conrad Ferdinand Meyer. Babel: Revista Eletrônica de Línguas e Literaturas Estrangeiras, v. 11, p. e288233, 5 jul. 2021.
Seção
SEÇÃO LIVRE