Do desejo e do fracasso na inserção na ordem do pai
uma leitura de o muro de pedras, de Elisa Lispector
DOI:
https://doi.org/10.35499/tl.v19i2.26142Resumo
Este artigo investiga a representação feminina na obra O muro de pedras (1963), de Elisa Lispector. O objetivo é compreender em que medida as personagens desse romance se identificam com a ordem patriarcal no que toca aos papéis de mãe e esposa que o patriarcado impôs ao feminino como destino inelutável, ainda que tentativas malogradas de subversão desses lugares sejam ensaiadas por Marta, a protagonista. Em nossa análise, fundamentamo-nos em Alves (2002), Badinter (1985), Gomes (2012) e Zolin (2018) para pensarmos as implicações da inserção feminina na ordem patriarcal. Concluímos que a obra em questão antecipa a discussão acerca do rompimento por parte das mulheres com certos valores morais do contexto da ordem do pai, ainda que de maneira singela, o que coloca Elisa Lispector nas discussões pioneiras acerca da pluralidade de temáticas e vivências das representações femininas das últimas décadas no cenário literário brasileiro.
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Referências
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