Interação, gêneros e formação
desdobramentos dos estudos de Marcuschi no Pensar Alto em Grupo
DOI:
https://doi.org/10.35499/tl.v19i2.24772Resumo
Este artigo busca investigar a construção de sentido dos estudantes sobre a oralidade em uma vivência do pensar alto em grupo. Especificamente, discute-se o Pensar Alto em Grupo como uma prática didático-metodológica que potencializa o desenvolvimento da oralidade no ensino e mobiliza a construção de saberes coletivos, aspectos fundamentais para a formação docente. Respaldado na concepção de oralidade como interação social, conforme Marcuschi (2001), o estudo analisa como professores em formação, mediados pela professora formadora, vivenciam e ressignificam suas experiências pedagógicas por meio do diálogo e da escuta sensível e ativa. Mais especificamente, busca-se compreender como essa prática promove o protagonismo discente, a mediação docente e a ampliação das capacidades comunicativas, basilares para a construção de uma pedagogia do oral. A metodologia qualitativa baseia-se na transcrição e análise de interações realizadas em grupo, ao evidenciar as percepções e reflexões dos participantes. Os resultados revelaram que o “Pensar Alto em Grupo” contribui para a superação de barreiras como a timidez e amplia as possibilidades de interação e aprendizado coletivo. Assim, o artigo reforça a relevância de práticas pedagógicas dialógicas, humanizadas e sistematizadas, que valorizem os gêneros orais e a formação docente “para” e “pela” oralidade, em consonância com as contribuições de Marcuschi para o ensino de Língua Portuguesa.
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