Quilombismo Linguístico

Sociolinguística, justiça social e ativismo

Autores

  • Daisy Cordeiro Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.35499/tl.v19i1.23808

Resumo

Este artigo apresenta o Quilombismo Linguístico sob uma perspectiva sociolinguística, evidenciando sua relevância na promoção da justiça social e no combate às desigualdades raciais. A pesquisa articula os fundamentos teóricos da sociolinguística com a filosofia de resistência e autonomia de Abdias Nascimento, demonstrando que a língua é manifestação de identidade e instrumento de transformação social. O estudo percorre a evolução histórica do campo da variação linguística até a emergência do Quilombismo Linguístico, destacando iniciativas de ativismo que valorizam as línguas e variedades marginalizadas. Por meio de uma abordagem interseccional, o artigo propõe a criação de espaços inclusivos que assegurem um ensino de língua materna democrático e incentivem o engajamento das comunidades na construção do conhecimento, contribuindo para a superação do racismo linguístico e cultural.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRIGHT, W. As dimensões da sociolinguística. Tradução de Elizabeth Neffa Araújo Jorge. In: FONSECA, M. S. V.; NEVES, Moema F. (org.). Sociolinguística. Rio de Janeiro: Livraria Eldorado Tijuca, 1974. Coleção Enfoque.

CAMACHO, R. G. Da linguística formal à linguística social. São Paulo: Parábola, 2013.

CHAMBERS, J. K.; TRUDGILL, P. La dialectología. Madrid: Visor Libros, 1994.

CHAPMAN, T.; KINLOCH, V. Emic Perspectives of Research. In: LAPP, D.; FISHER, D. (ed.). Handbook of Research on Teaching the English Language Arts: Sponsored by the International Reading Association and the National Council of Teachers of English. 3. ed. New York: Routledge, 2011. p. 379-385.

CHARITY HUDLEY, A. H. Language and racialization. In: GARCÍA, O.; FLORES, N.; SPOTTI, M. (ed.). The Oxford Handbook of Language and Society. Oxford: Oxford University Press, 2016. p. 381-402.

CHARITY HUDLEY, A. H. Liberatory Linguistics. Dædalus, [s. l.], v. 153, n. 3, p. 212-226, Summer 2023. Disponível em: https://www.amacad.org/sites/default/files/daedalus/downloads/Daedalus_Su23_Language-and-Social-Justice.pdf. Acesso em: 20 set. 2024.

COLLINS, P. H.; BILGE, S. Interseccionalidade. Tradução de Rane Souza. São Paulo: Boitempo, 2020.

DE KORNE, H. Language Activism: imaginaries and strategies of minority language equality. Berlin, Boston: De Gruyter Mouton, 2021.

ECKERT, P. Three waves of variation: the emergence of meaning in the study of Sociolinguistic Variation. Annual Review of Anthropology, Palo Alto, n. 41, p. 87-100, 2012. Disponível em: https://web.stanford.edu/~eckert/PDF/ThreeWaves.pdf. Acesso em: 11 abr. 2025.

FANON, F. Os condenados da terra. Tradução de Ligia Fonseca Ferreira e Regina Salgado Campos. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

FREITAG, R. M. K. A quarta onda: ativismo sociolinguístico no Brasil. Fórum Linguístico, Florianópolis, v. 20, n. 3, p. 9401-9419, 2023.

FREITAG, R. M. K. Não existe linguagem neutra! Gênero na sociedade e na gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2024.

GALEANO, E. As veias abertas da América Latina. Tradução de Sergio Faraco. Porto Alegre: L&PM, 2014.

GNERRE, M. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

HERNÁNDEZ-CAMPOY, J. Research methods in Sociolinguistics. AILA Review, Winterthur, v. 27, p. 5-29, 2014.

HOOKS, b. Anseios: raça, gênero e políticas culturais. Tradução de Jamille Pinheiro. São Paulo: Elefante, 2019.

LABOV, W. Padrões sociolinguísticos. Tradução de Marcos Bagno, Maria Marta Scherre e Caroline R. Cardoso. São Paulo: Parábola Editorial, 2008 [1972].

LUCCHESI, D. Língua e sociedade partidas: a polarização sociolinguística do Brasil. São Paulo: Contexto, 2015.

LUCCHESI, D. Racismo linguístico ou ensino democrático e pluralista? A questão do ensino da língua portuguesa no Brasil. Grial, [s. l.], v. 49, n. 190, p. 86-95, 2011.

NASCIMENTO, A. O quilombismo. 2. ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: OR Produtor Editor, 2002.

NASCIMENTO, A. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 3. ed. rev. São Paulo: Perspectiva; Rio de Janeiro: IPEAFRO, 2019. E-book.

NASCIMENTO, G. Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo. Belo Horizonte: Letramento, 2019. E-book.

PIKE, K. L. Language in relation to a unified theory of the structure of human behavior. 2. ed. Paris: Mouton & Co., 1967.

TEIXEIRA, M. C. R. Variação lexical em Seara Vermelha, de Jorge Amado. Revista Philologus, Rio de Janeiro, ano 27, n. 79, p. 1499- 1507. CiFEFiL, jan./abr.2021.

Downloads

Publicado

2025-09-03

Como Citar

CORDEIRO, D. Quilombismo Linguístico: Sociolinguística, justiça social e ativismo. Tabuleiro de Letras, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 217–233, 2025. DOI: 10.35499/tl.v19i1.23808. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/tabuleirodeletras/article/view/23808. Acesso em: 17 jan. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS