DO COLONIALISMO AO PARTO: DESCONTRUINDO PRÁTICAS OBSTÉTRICAS COLONIALISTAS E DISCRIMINATÓRIAS
Palavras-chave:
Maternidade, Racismo, Violência ObstétricaResumo
Nos últimos anos, estudos e discussões sobre o racismo obstétrico no Brasil têm ganhado destaque devido à necessidade de compreender e enfrentar as disparidades no atendimento obstétrico entre mulheres negras e não negras. Diante desse cenário, esta pesquisa tem como objetivo discutir o racismo obstétrico no Brasil, através de revisão bibliográfica associada à análise de relatos apresentados em artigos científicos. O referencial teórico proposto envolveu discussões apresentadas por Jiménez-Lucena, Maria Lugones e Maria do Carmo Leal a respeito da colonialidade e do racismo estrutural. As evidências reunidas apontam para disparidades alarmantes no atendimento obstétrico entre mulheres negras e não negras, evidenciando práticas discriminatórias, negligência e violência que impactam negativamente a saúde e bem-estar das gestantes e parturientes negras. Diante desse cenário, é imprescindível que a discussão e a pesquisa acadêmica sejam acompanhadas por ações concretas para transformar o sistema de saúde materna, promovendo um ambiente seguro, respeitoso e igualitário para todas as mulheres, independentemente de sua origem étnico-racial.
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