PELE DE TILÁPIA NO TRATAMENTO DE QUEIMADURAS: PERSPECTIVAS E EFEITOS SOBRE A CICATRIZAÇÃO
Resumo
As queimaduras representam um importante problema de saúde pública no Brasil, em razão da alta incidência, risco de complicações e elevado custo do tratamento. Nesse cenário, a pele de tilápia surge como uma alternativa terapêutica eficaz, acessível e com menor risco de infecção. Este trabalho teve como objetivo discutir o uso da pele de tilápia como enxerto biológico no tratamento de queimaduras, abordando aspectos celulares e fisiológicos. Este trabalho foi realizado por meio de uma revisão de literatura com caráter descritivo e exploratório, conduzida nas bases de dados eletrônicas Google Acadêmico, SciELO e PubMed entre o período de março a novembro de 2025, selecionando artigos publicados nos últimos 10 anos em português e inglês. Os resultados evidenciaram que esse biomaterial favorece a regeneração tecidual, reduz a dor, a perda de líquidos e proteínas e a necessidade de trocas frequentes de curativos. A pele de tilápia destaca-se como um biomaterial promissor devido à sua ampla disponibilidade, semelhança histológica com a pele humana e elevado teor de colágeno tipo I, conferindo propriedades de cicatrização, resistência mecânica e potencial de aplicação em diversas áreas da saúde, como queimaduras, cirurgias reconstrutivas, ginecologia e medicina veterinária. Os estudos sobre esse biomaterial já ultrapassaram as fases pré-clínica e clínicas I, II e III, encontrando-se atualmente em fase de expansão de uso. Entretanto, ainda existe a necessidade de estudos de longo prazo e de maior porte para consolidação do método. Assim, concluiu-se que a pele de tilápia como enxerto biológico é uma alternativa segura, viável e de baixo custo para o tratamento de queimaduras, promovendo cicatrização mais rápida com menores níveis de dor e menos trocas de curativos quando comparada com alternativas convencionais. Além disso, possui um custo mais acessível, com potencial de ampliação do uso hospitalar e implementação em redes de saúde pública.
Palavras-chave: Biomembrana. Queimaduras. Regeneração tecidual. Enxerto biológico.
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Copyright (c) 2026 João Vitor Barcelos Lira, Amanda Rikari Watanabe Pierin, Natália Kimie Matsubara

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