PELE DE TILÁPIA NO TRATAMENTO DE QUEIMADURAS: PERSPECTIVAS E EFEITOS SOBRE A CICATRIZAÇÃO

Autores

  • João Vitor Barcelos Lira Universidade Positivo
  • Amanda Rikari Watanabe Pierin Universidade Positivo
  • Natália Kimie Matsubara Universidade Positivo

Resumo

As queimaduras representam um importante problema de saúde pública no Brasil, em razão da alta incidência, risco de complicações e elevado custo do tratamento. Nesse cenário, a pele de tilápia surge como uma alternativa terapêutica eficaz, acessível e com menor risco de infecção. Este trabalho teve como objetivo discutir o uso da pele de tilápia como enxerto biológico no tratamento de queimaduras, abordando aspectos celulares e fisiológicos. Este trabalho foi realizado por meio de uma revisão de literatura com caráter descritivo e exploratório, conduzida nas bases de dados eletrônicas Google Acadêmico, SciELO e PubMed entre o período de março a novembro de 2025, selecionando artigos publicados nos últimos 10 anos em português e inglês. Os resultados evidenciaram que esse biomaterial favorece a regeneração tecidual, reduz a dor, a perda de líquidos e proteínas e a necessidade de trocas frequentes de curativos. A pele de tilápia destaca-se como um biomaterial promissor devido à sua ampla disponibilidade, semelhança histológica com a pele humana e elevado teor de colágeno tipo I, conferindo propriedades de cicatrização, resistência mecânica e potencial de aplicação em diversas áreas da saúde, como queimaduras, cirurgias reconstrutivas, ginecologia e medicina veterinária. Os estudos sobre esse biomaterial já ultrapassaram as fases pré-clínica e clínicas I, II e III, encontrando-se atualmente em fase de expansão de uso. Entretanto, ainda existe a necessidade de estudos de longo prazo e de maior porte para consolidação do método. Assim, concluiu-se que a pele de tilápia como enxerto biológico é uma alternativa segura, viável e de baixo custo para o tratamento de queimaduras, promovendo cicatrização mais rápida com menores níveis de dor e menos trocas de curativos quando comparada com alternativas convencionais. Além disso, possui um custo mais acessível, com potencial de ampliação do uso hospitalar e implementação em redes de saúde pública.

 

Palavras-chave: Biomembrana. Queimaduras. Regeneração tecidual. Enxerto biológico.

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Biografia do Autor

João Vitor Barcelos Lira, Universidade Positivo

Graduando do curso de Biomedicina da Universidade Positivo Londrina

Amanda Rikari Watanabe Pierin, Universidade Positivo

Graduanda do curso de Biomedicina da Universidade Positivo Londrina

Natália Kimie Matsubara, Universidade Positivo

Doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do curso de Biomedicina da Universidade Positivo Londrina.

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Publicado

2026-03-30

Como Citar

Lira, J., Pierin, A., & Matsubara, N. (2026). PELE DE TILÁPIA NO TRATAMENTO DE QUEIMADURAS: PERSPECTIVAS E EFEITOS SOBRE A CICATRIZAÇÃO. Scientia: Revista Científica Multidisciplinar, 11(5), 139–155. Recuperado de https://www.revistas.uneb.br/scientia/article/view/26986