IDENTIDADES E REPRESENTAÇÕES CONSTRUÍDAS E VINCULADAS ÀS PESSOAS VIVENDO COM HIV
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17858542Palavras-chave:
Comportamento, Construção Social da Identidade, HIV, Testagem Sorológica, Vulnerabilidade em SaúdeResumo
Introdução: Desde os primeiros casos nos anos 80, representações da vida com HIV são baseadas em fatores sociais, culturais, políticos e históricos, que influenciam a percepção individual e coletiva dessa condição de saúde. Objetivos: O estudo qualitativo objetiva analisar as concepções de pessoas que realizaram o teste anti-HIV pela primeira vez em serviço de testagem sorológica rápida, especialmente quanto às percepções e identidades construídas e vinculadas às vivências de PVHA. Métodos: Realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com oito participantes com mais de 30 anos, que realizaram o teste anti-HIV pela primeira vez entre 2017 e 2018. O conteúdo foi gravado, transcrito e categorizado para análise das representações associadas ao diagnóstico. Resultados: Os resultados destacaram a diversidade de experiências entre as PVHA, evidenciando vínculo a identidades específicas e visão estigmatizante e individualizante do diagnóstico. Tal perspectiva resulta em desafios de acesso à informação, apontando para a necessidade de estratégias culturais e críticas para enfrentar estigmas e promover práticas de saúde inclusivas. Considerações Finais: Destaca-se que tais representações também afastam a população do possível diagnóstico, seja por medo, desinformação ou falta de identificação. A compreensão desse mecanismo contribui para soluções voltadas à educação em saúde e investimento em informação qualificada. Implicações para a Prática: A associação do HIV a noções individualizantes, como identidade e comportamento, pode impactar a percepção de vulnerabilidade, sugerindo a necessidade de abordagens educacionais específicas para desafiar estigmas e informar adequadamente a população sobre o HIV, contribuindo para uma prática mais inclusiva e eficaz em saúde.
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