MONITORAMENTO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE DE IDOSOS DE UM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE: ASPECTOS CONCEITUAIS E METODOLÓGICOS

Autores

Palavras-chave:

Envelhecimento, Estudos longitudinais, Saúde do idoso

Resumo

Objetivo: O propósito deste texto é apresentar as características metodológicas do projeto de pesquisa Monitoramento das Condições de Saúde de Idosos de um Município de Pequeno Porte (MONIDI). Métodos: Trata-se de um estudo de inquéritos repetidos, com levantamentos a cada década de uma amostra representativa de idosos cadastrados na Estratégia de Saúde da Família da zona urbana e rural de um município de pequeno porte localizado no nordeste brasileiro. Este estudo realizará quatro inquéritos, perfazendo 40 anos de monitoramento (2014 a 2044). Foram incluídos no estudo indivíduos com sessenta anos ou mais cadastrados na ESF da zona urbana e rural, estratificados por Unidade de Saúde da Família. Para obtenção das informações foi utilizado um questionário estruturado, com as seguintes seções: informações sobre características sociodemográficas, estado de saúde, características comportamentais, avaliação antropométrica, metabólica e do desempenho motor. Conclusão: O projeto MONIDI pretende produzir conhecimento para melhor compreensão do processo de envelhecimento entre idosos residentes em região com baixo Índice de Desenvolvimento Humano a partir da comparação das informações das variáveis dessas décadas, que possam contribuir para elaboração de políticas públicas e de saúde direcionadas a essa população.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Saulo Vasconcelos Rocha, Professor no Programa de Pós-graduação em Educação Física da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Brasil

Doutor em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, com Pós-doutorado Universidade de Vigo, Espanha. 

Lélia Renata Carneiro Vasconcelos, Professora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Brasil

Doutora em Biotecnologia e Medicina Investigativa pela Fundação Oswaldo Cruz

Keila de Oliveira Diniz, Professora no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - Brasil

Doutora em Biotecnologia e Medicina Investigativa pela Fundação Oswaldo Cruz.

Martha Cerqueira Reis, Professora na Faculdade Santo Agostinho de Vitória da Conquista - Brasil

Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará

Rhaine Borges Santos Pedreira, Professora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Brasil

Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Danilo Barbosa Morais, Doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana - Brasil

Mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe. Docente na Fundação Educacional do Baixo São Francisco Dr. Raimundo Marinho

Milena Fernandez Dias, Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana - Brasil

Mestre em Educação Física pela Universidade de Brasília. Professora na Rede Estadual de Educação do Distrito Federal.

Clarice Alves dos Santos, Professora no Programa de Pós-graduação em Educação Física da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Brasil

Doutora em Saúde Pública pela Universidade Federal da Bahia

Referências

1. United Nations. Department of Economic and Social Affairs, Population Division. World Population Prospects 2019, Volume II: Demographic Profiles. New York: UN, 2019. Disponível em: https://digitallibrary.un.org/record/3851011. Acesso em: 23/08/2023.

2. Silva DM, Vilela ABA, Nery AA, Duarte ACS, Alves MR, & Meira S. S. Dinâmica das relações familiares intergeracionais na ótica de idosos residentes no Município de Jequié (Bahia), Brasil. Ciênc. Saúde Colet. 2015; 20(7):2183–2191. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232015207.17972014

3. Santos MS, Nascimento MB. O envelhecimento populacional na sociedade capitalista: entre o social e o econômico. Temporalis, 2020; 20(39):163–176. DOI: https://doi.org/10.22422/temporalis.2020v20n39p163-176

4. SBGG. Avaliação do estado funcional do idoso. Disponível em: http://sbgg.org.br/ wp-content/uploads/2014/10/avaliacao-estado-idoso.pdf acesso em: 11/05/2017.

5. Skalamera J, Hummer R. A. Educational attainment and the clustering of health-related behavior among U.S. young adults. Prev Med. 2016; 84:83-9. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.ypmed.2015.12.011

6. Singh-Manoux A, Fayosse A, Sabia S, Tabak A, Shipley M, Dugravot A, Kivimäki M. Clinical, socioeconomic, and behavioural factors at age 50 years and risk of cardiometabolic multimorbidity and mortality: a Cohort study. PLoS Med. 2018; 15(5):e1002571. DOI: http://dx.doi.org/10.1371/journal.pmed.1002571

7. Reis MC, Nascimento RAS, Pedreira RBS, Rocha SV, Vasconcelos LRC, Diniz KO, Santos CA. Validação de face e clareza do Instrumento de Avaliação da Saúde dos Idosos - IASI. In: Anais do Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontología; 2014; Belém. p. 296.

8. Veras R. Envelhecimento populacional e as informações de saúde do PNAD: demandas e desafos contemporâneos. Cad Saúde Pública 2007; 23(10):2463-2466. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2007001000020

9. Gupta P, Mani K, Rai SK, Nongkynrih B, Gupta SK. Functional disability among elderly persons in a rural area of Haryana. Indian J Public Health 2014; 58(1):11-16. DOI: http://dx.doi.org/10.4103/0019-557X.128155

10. Yoshida D, Ninomiya T, Doi Y, Hata J, Fukuhara M, Ikeda F, Mukai N, Kiyohara Y. Prevalence and causes of functional disability in an elderly general population of Japanese: the Hisayama study. J Epidemiol 2012; 22(3):222-229. DOI: https://doi.org/10.2188/jea.JE20110083

11. Krug RR, Lopes MA, Mazo GZ, Marchesan M. A dor dificulta a prática de atividade física regular na percepção de idosas longevas. Rev Dor 2013; 14(3):192-195 DOI: https://doi.org/10.1590/S1806-00132013000300008

12. Storeng SH, Sund ER, Krokstad S. Prevalence, clustering and combined effects of lifestyle behaviours and their association with health after retirement age in a prospective cohort study, the Nord-Trøndelag Health Study, Norway. BMC Public Health. 2020; 20(1):900. DOI: http://dx.doi.org/10.1186/s12889-020-08993-y

13. Booth FW, Roberts CK, Thyfault JP, Ruegsegger GN, Toedebusch RG. Role of inactivity in chronic diseases: evolutionary insight and pathophysiological mechanisms. Physiol Rev. 2017; 97(4):1351-402. DOI: https://doi.org/10.1152/physrev.00019.2016

14. Lacombe J, Armstrong MEG, Wright FL, Foster C. The impact of physical activity and an additional behavioural risk factor on cardiovascular disease, cancer and all-cause mortality: a systematic review. BMC Public Health. 2019; 19(1):900. DOI http://dx.doi.org/10.1186/s12889-019-7030-8

15. Aune D, Giovannucci E, Boffetta P, Fadnes LT, Keum N, Norat T, Greenwood DC, Riboli E, Vatten LJ, Tonstad S. Fruit and vegetable intake and the risk of cardiovascular disease, total cancer and all-cause mortality-a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies. Int J Epidemiol. 2017; 46(3):1029-1056. DOI: https://doi.org/10.1093/ije/dyw319

16. Mozaffarian D. Dietary and policy priorities for cardiovascular disease, diabetes, and obesity: a comprehensive review. Circulation. 2016; 133(2):187-225. DOI: https://doi.org/10.1161/circulationaha.115.018585

17. IBGE. Nota metodológica: Prévia da População dos Municípios com base nos dados do Censo Demográfico de 2022 coletados até o dia 25/12/2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2022/Previa_da_Populacao/Nota_Metodologica_Previa_Populacao_Municipios_CD2022.pdf

18. Miranda GMD, Mendes ACG, Silva ALA. O envelhecimento populacional brasileiro: desafios e consequências sociais atuais e futuras. Rev. bras. geriatr. gerontol. 2016; 19(3): 507-519. DOI: https://doi.org/10.1590/1809-98232016019.150140

19. Cândido LM, Wagner KJP, Costa ME, Pavesi E, Avelar NCP, Danielewicz AL. Comportamento sedentário, multimorbidade e seus padrões em idosos. Cad. Saúde Pública 2022; 38(1):e00128221. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311X00128221

20. Jesus AS, Rocha SV. Comportamento sedentário como critério discriminador do excesso de peso corporal em idosos. Rev Bras Ati Fis Saúde. 2018; 23:e0030. DOI: https://doi.org/10.12820/rbafs.23e0030

21. Ramos LR, Tavares NUL, Bertoldi AD, Farias MR, Oliveira MA, Luiza VL, Pizzol TSD, Arrais PSD, Mengue SS. Polifarmácia e polimorbidade em idosos no Brasil: um desafio em saúde pública. Rev. Saúde Pública. 2016; 50(Suppl2):9s. DOI: https://doi.org/10.1590/S1518-8787.2016050006145

22. Cavalcanti G, Doring M, Portella MR, Bortoluzzi EC, Mascarelo A, Dellani MP. Multimorbidade associado à polifarmácia e autopercepção negativa de saúde. Rev. bras. geriatr. Gerontol. 2017; 20(5):634-42. DOI: https://doi.org/10.1590/1981-22562017020.170059

23. Nunes BP, Batista SRR, Andrade FB, Souza Junior PRB, Lima-Costa MF, Facchini LA. Multimorbidade em indivíduos com 50 anos ou mais de idade: ELSI – Brasil. Rev. Saúde Pública. 2018; 52(Suppl 2):10s. DOI: https://doi.org/10.11606/S1518-8787.2018052000637

24. Santos LB, Rocha SV, Lessa RS, Alves-Vilela AB. Multimorbity in elderly municipal of northeast Brazil: prevalence and associated factors. Rev. salud pública 2019; 21(5):519-525. DOI: https://doi.org/10.15446/rsap.V21n5.77775

25. Brandão TL, Lago KN, Rocha SV. Sedentary behavior and functional disability in the elderly with low economic status: Monidi Study. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum. 2019; 21:1-8. DOI: https://doi.org/10.5007/1980-0037.2019v21e55944

26. Nascimento RAS, Batista RTS, Rocha SV, Vasconcelos LRC. Prevalência e fatores associados ao declínio cognitivo em idosos com baixa condição econômica: estudo MONIDI. J. bras. psiquiatr. 2015; 64(3):187-192. DOI: https://doi.org/10.1590/0047-2085000000077

27. Brandão TL, Rocha SV, Lago KN. Tempo gasto sentado e incapacidade funcional em idosos com baixa condição econômica: Estudo MONIDI. In: Anais do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva; 2018; Rio de Janeiro. Disponível em: https://proceedings.science/saude-coletiva-2018/trabalhos/tempo-gasto-sentado-e-incapacidade-funcional-em-idosos-com-baixa-condicao-econom?lang=pt-br

28. Santos PA, Rocha SV, Santos LB, Amorim CR, Vasconcelos LRC, Vilela ABA. Associação entre renda e TMC em idosos: Estudo MONIDI. In: Anis do Congresso Nordestino de Geriatria e Gerontologia; 2015; Maceió.

29. Santos PA, Rocha SV, Santos LB, Amorim CR, Vasconcelos LRC, Vilela ABA. Morbidades referidas e TMC em idosos: Estudo MONIDI. In: Anais do Congresso Nordestino de Geriatria e Gerontologia; 2015; Maceió.

30. Santos PA, Rocha SV, Santos LB, Amorim CR, Vasconcelos LRC, Vilela ABA. Inatividade Física no lazer, comportamento sedentário e TMC em idosos: Estudo MONIDI. In: Anais do Congresso Nordestino de Geriatria e Gerontologia; 2015; Maceió.

31. Brandão TL, Rocha SV, Lago KN. Tempo gasto sentado e incapacidade funcional entre idosos com baixa condição econômica: Estudo MONIDI. In: Anais do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva; 2018; Rio de Janeiro. Disponível em: https://proceedings.science/saude-coletiva-2018/trabalhos/tempo-gasto-sentado-e-incapacidade-funcional-em-idosos-com-baixa-condicao-econom?lang=pt-br

32. Silva IP, Pedreira RBS, Santos CA, Rocha SV. Doenças reumáticas em idosos com baixa condição econômica: Estudo MONIDI. In: Anais do 20 Congresso Brasileiro de Geriatria E Gerontologia; 2016; Fortaleza.

33. Nascimento RAS; Rocha SV; Batista RTS; Vasconcelos LRC; Coutinho APP; Tonosaki LMD. Associação entre hábitos de vida e declínio cognitivo em idosos: estudo monidi. In: Anais do Encontro Catarinense de Gerontologia; 2015; Florianópolis. Disponível em: https://angsc.org.br/anais/#volume2_2015

34. Brandão TL. Comportamento sedentário e incapacidade funcional em idosos com baixa condição econômica: Estudo MONIDI [Trabalho de Conclusão de Curso]. Jequié: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 2017.

35. Oliveira NS. Associação entre sarcopenia, obesidade sarcopenica e TMC em idosos: Estudo MONIDI [Iniciação Científica]. Jequié: niversidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; 2018.

36. Brito KQD, Menezes TN; Olinda RA. Incapacidade funcional: condições de saúde e prática de atividade física em idosos. Rev. Bras. Enferm. 2016; 69(5):825-832. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167.2016690502

37. Zhang Y, Xiong Y, Yu Q, Shen S, Chen L, Lei X. The activity of daily living (ADL) subgroups and health impairment among Chinese elderly: a latent profile analysis. BMC Geriatr. 2021; 21(1):30. DOI: https://doi.org/10.1186/s12877-020-01986-x

38. Groessl EJ, Kaplan RM, Rejeski WJ, Katula JA, Glynn NW, King AC, Anton SD, Walkup M, Lu CJ, Reid K, Spring B, Pahor M. Physical Activity and Performance Impact Long-term Quality of Life in Older Adults at Risk for Major Mobility Disability. Am J Prev Med. 2019; 56(1):141-146. DOI: https://doi.org/10.1016/j.amepre.2018.09.006

39. Diniz KO, Rocha SV, & Oliveira ACC. Indicadores antropométricos de obesidade como preditores de pressão arterial elevada em idosos. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum. 2017; 19(1):31-39. DOI: https://doi.org/10.5007/1980-0037.2017v19n1p31

40. Pedreira RBS, Rocha SV, Santos CA, Vasconcelos LRC, & Reis MC. Content validity of the Geriatric Health Assessment Instrument. Einstein (Sao Paulo, Brazil), 2016; 14(2):158–177. DOI: https://doi.org/10.1590/S1679-45082016AO3455

41. Rocha SV, Santos MA, Santos ISM, Santos CA, Santos MA, Silva MLO, Furtado GE, & Munaro HLR. Cluster of factors associated with physical frailty in community-dwelling elderly people. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum. 2021; 23: e83465. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-0037.2021V23E83465

42. Rocha SV, Oliveira SC, Munaro HLR, Squarcini CFR, Ferreira BMP, Mendonça FO, & Santos CA. Cluster analysis of risk factors for chronic non-communicable diseases in elderly Brazilians: population-based cross-sectional studies in a rural town. RSD 2021; 10(17):e18101724202. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i17.24202

43. Santos LB, Rocha SV, Lessa RS, Vilela ABA. Multimorbilidad en ancianos de un municipio del nordeste brasileño_ prevalencia y factores asociados. Rev. Salud Publica 2019; 21(5):519-525. DOI: https://doi.org/10.15446/rsap.V21n5.77775

44. Diniz KO. Índices antropométricos como preditores de hipertensão arterial em idosos residentes em uma cidade de pequeno porte [Dissertação]. São Cristóvão, Universidade Federal de Sergipe; 2015.

Publicado

2025-09-29

Como Citar

Rocha, S. V., Vasconcelos, L. R. C., Diniz, K. de O., Reis, M. C., Pedreira, R. B. S., Morais, D. B., Dias, M. F., & Santos, C. A. dos. (2025). MONITORAMENTO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE DE IDOSOS DE UM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE: ASPECTOS CONCEITUAIS E METODOLÓGICOS. Práticas E Cuidado: Revista De Saúde Coletiva, 6, e19009. Recuperado de https://www.revistas.uneb.br/saudecoletiva/article/view/19009

Edição

Seção

Ciência em Perspectiva

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)