A CONTRIBUIÇÃO DO BRINCAR NA ASSISTÊNCIA À CRIANÇA HOSPITALIZADA: PERCEPÇÕES DA ENFERMEIRA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.15760214Palavras-chave:
Saúde da Criança, Assistência de Enfermagem, Criança, Jogos e Brinquedos, Criança HospitalizadaResumo
Introdução: Ao ser hospitalizado, o paciente pediátrico é inserido em um ambiente desconhecido e afastado do convívio social e familiar. Assim, a internação significa uma agressão ao mundo lúdico da criança expressa por sentimentos como medo, irritação e tristeza. Entretanto, brincar dentro do hospital representa um resgate da condição de criança; é uma necessidade da infância e exerce papel terapêutico. Objetivo: Analisar a contribuição do brincar na assistência à criança em hospital público de Salvador, BA. Método: Estudo de campo exploratório, descritivo, de abordagem qualitativa, realizado a partir de uma entrevista semiestruturada com seis enfermeiras da enfermaria pediátrica de um hospital público de Salvador, BA. Resultados: Identifica-se que o brincar no hospital acontece principalmente na brinquedoteca e no leito do paciente. Esse brincar pode ocorrer de forma livre ou estruturada por meio do brinquedo terapêutico, proporcionando ao menor uma experiência menos traumática e contribuindo para o seu tratamento e recuperação. Embora as enfermeiras percebam os benefícios do brincar, a participação dessas profissionais na brincadeira junto à criança ainda é muito limitada, enfrentando desafios para exercer o brincar durante a assistência, como a falta de tempo e de recursos adequados para essa atividade. Conclusão: O estudo demonstra a necessidade de uma melhor compreensão da temática pelas enfermeiras atuantes na pediatria e da institucionalização da utilização do brinquedo terapêutico. Assim, a enfermeira pode prestar assistência à criança de forma lúdica e humanizada, contribuindo, através do brincar, para o cuidado à criança, o enfrentamento do tratamento pelo paciente pediátrico e sua recuperação.
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