Cinema na Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Outros modos de fazer e experimentar na formação inicial e continuada
Resumo
Este artigo compartilha a experiência de um projeto de Iniciação à Docência voltado para a democratização do cinema em escolas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com o objetivo de refletir sobre práticas e políticas de cinema na EJA, em diálogo com a Lei Federal nº 13.006, de 26 de junho de 2014, que estabelece a exibição de filmes brasileiros na educação básica, o projeto abordou a linguagem cinematográfica como forma individual e coletiva de produzir conhecimentos e mobilizar sentidos sobre os sujeitos da modalidade. Estudantes das Licenciaturas em Pedagogia e Cinema desenvolveram atividades com professores e alunos da EJA a partir da exibição de filmes nacionais e da realização de exercícios fílmicos, explorando aspectos sensíveis, criativos e técnicos do audiovisual. As atividades incluíram fruição estética, rodas de conversa e experimentações com imagens e sons, estimulando reflexões sobre experiências de vida e trajetórias educativas. A aproximação entre universidade e escola pública favoreceu espaços de diálogo e produção coletiva de saberes, valorizando narrativas e memórias dos estudantes. O cinema foi compreendido não apenas como recurso pedagógico, mas como linguagem artística capaz de ampliar repertórios culturais e estimular a sensibilidade e o pensamento crítico. Nesse contexto, o cinema na EJA contribui para mobilizar sentidos e outros modos de produzir conhecimento, reafirmando o direito à educação de qualidade socialmente referenciada e à construção de práticas pedagógicas mais democráticas e sensíveis.
Palavras-chave:
cinema, Educação de Jovens e Adultos , formação inicial e continuadaDOI:
https://doi.org/10.22491/rieja.v9i17.28093Referências
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