Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI)
um campo político-pedagógico fronteiriço
Palavras-chave:
humanizaçãoResumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) pela perspectiva político-pedagógica que a circunda no cenário da educação nacional em face da seguinte questão-problema: Que relações de concepções de EJAI existem entre o que propõem estudos na educação brasileira e o que está dado na normatização da modalidade? O estudo justifica-se pela necessidade de problematização da EJAI como campo de disputa no contexto atual da educação brasileira frente aos ditames do capital na política dessa modalidade da educação básica. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, caracterizada como teórico-reflexiva e bibliográfica-documental, tendo como fonte de análise as duas obras principais de Arroyo (2017) e Freire (2016), bem como as atuais Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) Nº 9.394/ 1996 (Brasil, 1996), no que tange aos aspectos relativos à EJAI. Os resultados apontam que superar políticas compensatórias para a EJAI é o grande desafio na educação nacional. É de extrema urgência o diálogo intersetorial para a EJAI, tendo em vista as atuais Diretrizes Operacionais desta modalidade que corroboram com a prevalência de flexibilidade de oferta, de Educação à Distância (EaD) que apenas acentua o interesse privatista.
Palavras-chave: EJAI; Humanização; Formação Humana.
Downloads
Referências
ADORNO, T. Educação e Emancipação. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1995
ALVARENGA, Marcia. Políticas de formação de educadores de jovens e adultos: disputas de sentidos e cartografia da ação. Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, vol. 4, n.7, Salvador, 2016.
ARROYO, Miguel. Políticas educacionais e desigualdades: à procura de novos significados. Educ. Soc., v. 31, n. 113, p. 1381-1416, out.-dez. Campinas, 2010.
ARROYO, Miguel. Passageiros da noite: do trabalho para a EJA: itinerários pelo direito a uma vida justa. Vozes. Petrópolis, Rio de Janeiro, 2017.
BALL, Stephen & YOUDELL, Deborah. Privatización encubierta en la educación pública. Informe preliminar. Presentado en el v congreso mundial de la internacional de la educación 2008. bruselas, internacional de la educación, 2008. In. PERONI, Vera. Múltiplas formas de materialização do privado na educação básica pública no brasil: sujeitos e conteúdo da proposta. Currículo sem Fronteiras, v. 18, n. 1, p. 212-238, jan./abr. 2018.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BRANCO, Rosane. Educação de Jovens e Adultos: Políticas e desafios à garantia do direito à educação. Colóquio Internacional de Educação. v. 1 n. 1 (2011) / Eixo 1 - Estado e Políticas Públicas de Educação. Santa Catarina, 2011.
BRASIL. Resolução nº 1, de 28 de maio de 2021- DOU, imprensa nacional. Institui as Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos ao seu alinhamento à Política Nacional de Alfabetização (PNA) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e Educação de Jovens e Adultos a Distância. Brasília, 2021.
BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996- Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm Acesso em: 10 de abril de 2024.
CURY, Jamil. Vinte Anos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN). Jornal de políticas educacionais. v.10, n.20. Julho-Dezembro, p. 03–17. Paraná, 2016
DI PIERRO, Maria; JOIA, Orlando; RIBEIRO, Vera. Visões da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Cadernos Cedes, ano XXI, nº 55, Campinas-SP, 2001.
Esquenta XVIII ENEJA 2024 com Jamil Cury e Maria Margarida Machado/ Belém-PA. Live (1h 44min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SEd_mAsBkHw Acesso em: 22 de maio de 2024.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O que o Censo 2022 tem a dizer sobre alfabetização? Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-noticias/ Acesso em 17 de maio de 2024.
FREIRE, Paulo. Conscientização. Cortez. São Paulo, 2016.
GODOY, Arilda. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de empresas. N.03. v. 35. São Paulo, 1995.
GOMES, Mª Rosilene. Implicações e possibilidades das condições de trabalho docente na EJAI para a educação emancipadora na Amazônia Tocantina. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Pará. Belém: UFPA, 2023.
LOBO, Gilneide; CASTRO, Alda. Agenda global da educação e expansão da Educação Superior. Práxis Educativa, vol. 18, e21286, 2023.
MACHADO, Mª Margarida. A Educação de Jovens e Adultos após 20 vinte anos da Lei nº 9.394, de 1996. Revista Retratos da Escola, v. 10, n. 19, p. 429-451, jul./dez. Brasília, 2016.
MACHADO, Mª Margarida; MORAES, Carmen; VENTURA, Jaqueline. Reformas educacionais voltadas à subordinação de jovens e adultos trabalhadores. Revista Práxis e hegemonia Popular.v. 7. Marília-SP, 2022.
PnadCT, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral. Taxa de desocupação no segundo trimestre de 2024. Disponível em: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br> Acesso em setembro de 2024.
Arquivos adicionais
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Juliane Leão, Carlos Nazareno Ferreira Borges, Georgina Negrão Kalife Cordeiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho.
Copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material
Encaminhamento dos textos para a revista implica a autorização para a publicação.
A aceitação para a publicação implica na cessão de direitos de primeira publicação para a revista.
Os direitos autorais permanecem com os autores.
Os autores dos textos assumem que são autores de todo o conteúdo fornecido na submissão e que possuem autorização para uso de conteúdo protegido por direitos autorais reproduzido em sua submissão.





