O Plano de Atendimento Socioeducativo da Bahia 2015 2024
revelações da privação de liberdade
Palavras-chave:
Palavras-Chave: EJA; Socioeducação; Relações Etnico-raciaisResumo
Este artigo apresenta o um recorte de pesquisa desenvolvida pela primeira autora no âmbito do Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos (MPEJA) da Universidade do Estado da Bahia e dos diálogos estabelecidos a partir das reflexões teórico-metodológicas desenvolvidas pela segunda autora durante a pesquisa em desenvolvimento no Doutorado em Educação e Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia no campo das relações raciais, tendo em vista que o estudo revelou, através dos dados apresentados no Plano de Atendimento Socioeducativo da Bahia (2015-2024), que os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de privação de liberdade são predominantemente meninos negros. A pesquisa de Abordagem Qualitativa, segundo Chizzotti (2003), Ferreira (2015) e Minayo (1996), se amparou nos princípios teórico-metodológicos da pesquisa aplicada, tendo como objetivo construir uma Matriz de Saberes para o Percurso Educativo com os profissionais que atuavam na Socioeducação com privados de liberdade em duas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino de Salvador. O objetivo é apresentar reflexões sobre os dados apresentados no referido Plano baseados no processo de subalternização e negação dos grupos racializados. O resultado é um convite a inquiet(ação) aos sistemas educacionais pautados em uma estrutura colonial-racial-capitalista que reproduzem as desigualdades, racialização e discriminação nas estruturas da sociedade brasileira.
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