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				<journal-title>Revista Internacional de Educação de Jovens e Adultos</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Int. Educ. Jovens Adultos</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2595-6329</issn>
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				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.22491/RIEJA.V9I17.28250</article-id>
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					<subject>EDITORIAL</subject>
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				<article-title>DOSSIÊ “POLÍTICAS E PRÁTICAS EXITOSAS NA EJA”</article-title>
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						<surname>Musial</surname>
						<given-names>Gilvanice Barbosa da Silva</given-names>
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					<bio>
						<p>Doutora em Educação (UFMG). Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e dos Programas de Pós-Graduação PGEdu, PPGCLIP e MPED/UFBA. Líder do Grupo de Pesquisa EJAPOD (UFBA/CNPq), Salvador, Bahia, Brasil. </p>
					</bio>
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						<surname>Noronha</surname>
						<given-names>Ana Catharina Mesquita de</given-names>
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					<bio>
						<p>Doutora em Educação (UFMG). Professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e integrante do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Educação de Jovens e Adultos (NEPEJA), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.</p>
					</bio>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0000-3370-5814</contrib-id>
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						<surname>Cragnolino</surname>
						<given-names>Elisa Rita</given-names>
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					<bio>
						<p>Doutora em Antropologia (UBA). Professora da Universidad Nacional de Córdoba (UNC) e pesquisadora do Centro de Investigação da Faculdade de Filosofia e Humanidades (FFYH/UNC), Córdoba, Argentina.</p>
					</bio>
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				<label>1</label>
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				<country country="BR">Brazil</country>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original">Professora da Universidade do Estado de Minas Gerais</institution>
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				<institution content-type="orgname">Universidade do Estado de Minas Gerais</institution>
				<country country="BR">Brazil</country>
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				<label>3</label>
				<institution content-type="original">Professora da Universidad Nacional de Córdoba</institution>
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				<institution content-type="orgname">Universidad Nacional de Córdoba</institution>
				<country country="AR">Argentina</country>
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			<author-notes>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>gilvanice.musial@ufba.br</email>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>ana.catharina@uol.com.br</email>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>elisacragnolino@gmail.com</email>
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			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>25</day>
				<month>08</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<volume>9</volume>
			<issue>17</issue>
			<fpage>6</fpage>
			<lpage>11</lpage>
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				<date date-type="pub">
					<day>29</day>
					<month>07</month>
					<year>2026</year>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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		<p>Estimados/as leitores/as da <italic>Revista Internacional de Educação de Jovens e Adultos - RIEJA</italic>, é com grande alegria que apresentamos o Dossiê <bold>
 <italic>POLÍTICAS E PRÁTICAS EXITOSAS NA EJA</italic>
</bold> . O referido Dossiê parte da premissa de que a Educação de pessoas Jovens, Adultas e Idosas é uma modalidade da Educação Básica, inscrita no campo do direito, que compreende etapas da educação e pode ser desenvolvida em diferentes contextos, espaços ou dimensões da vida social. </p>
		<p>Neste Dossiê, interessa reconhecer, discutir e dar visibilidade a políticas e práticas exitosas nesse campo educativo. Desse modo, consideramos políticas e práticas exitosas aquelas que contribuem para o processo de aprendizagem de pessoas jovens, adultas e idosas em uma perspectiva democrática e dialógica, comprometida com a superação das desigualdades, com o acesso a conhecimentos relevantes socialmente, e que respeite a diversidade e as diferenças. </p>
		<p>Composto por onze artigos que vieram de diferentes regiões do Brasil e de países vizinhos latino-americanos, como o México e a Argentina, o dossiê reúne trabalhos que lançam um olhar cuidadoso sobre políticas e/ou práticas exitosas no campo da Educação de pessoas Jovens, Adultas e Idosas.</p>
		<p>Os três primeiros artigos têm como foco principal a análise de políticas públicas específicas de/para a Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas, analisando, a despeito de alguns limites, suas potencialidades, especialmente no contexto da prática. </p>
		<p>O primeiro artigo foi intitulado <bold>
 <italic>Ensinoaprendizagem com o currículo integrado da EJA-EPT (proeja): estudo de caso no curso técnico em artesanato do IFAL</italic>,</bold> de Iolita Marques de Lira (Instituto Federal de Alagoas - IFAL), Marinaide Freitas (Universidade Federal de Alagoas - UFAL) e Rossana Viana Gaia (Instituto Federal de Alagoas - IFAL), apresenta os achados de uma pesquisa desenvolvida no Grupo de Pesquisa Multieja (Ufal-CNPq), com o objetivo de compreender, nos cotidianos do Curso Técnico em Artesanato (CTA) do IFAL, o processo de <italic>ensinoaprendizagem</italic> de uma egressa do curso, entre 2008 e 2012. As autoras ressaltam que a investigação problematizou até que ponto o currículo da Educação de Jovens e Adultos, integrado à Educação Profissional Tecnológica (EJA/EPT - Proeja) e praticado no CTA, permitiu ou permite avanço ou não, da cópia até a criação, nos produtos artesanais que são desenvolvidos durante o período da formação. Adotando a pesquisa qualitativa e o estudo de caso como metodologia, as pesquisadoras acessaram, a partir de sessões-conversas, memórias daqueles chamados seus <italic>praticantespensantes.</italic> Entre esses <italic>praticantespensantes</italic> está a egressa, também sete docentes, os quais participaram da formação. Ressaltaram que as análises tiveram base em narrativas escritas e imagéticas colhidas durante a pesquisa, além de documentos institucionais e materiais da estudante, que foram considerados em diálogo com autores, dos quais se destacam Benjamin, Bosi, De Certeau, Freire, Oliveira e Ostrower. As análises evidenciaram que houve avanço, tanto na criação quanto em novos posicionamentos da artesã-estudante no mundo, a partir do ponto de vista do <italic>ser mais</italic>, o que demonstra superação de <italic>situações-limite</italic> e alcance de <italic>inéditos viáveis</italic>. </p>
		<p>O segundo artigo, intitulado <bold>
 <italic>¿Vamos a tener clases virtuales?</italic> Política educativa local para jóvenes y adultos en pandemia</bold>”, de autoria de Luis Alfredo Bearzotti (Universidad Nacional de Villa María - UNVM) e María del Carmen Lorenzatti (Universidad Nacional de Córdoba - UNC), apresenta resultados parciais de uma pesquisa de doutorado em curso, que tem como objetivo analisar e compreender as formas de apropriação das tecnologias digitais por parte de jovens e adultos da cidade de Villa María (Córdoba, Argentina) em relação às suas experiências enquanto alunos do ensino secundário. Os autores analisam a implementação de um programa municipal, que ocorreu no contexto da emergência sanitária provocada pela pandemia da COVID-19. Utilizam um corpus documental produzido pela equipe técnica do programa, nos anos de 2020 e 2021. Realizam uma análise da referida política, considerando o que chamam de dois esquemas político-institucionais, <italic>modalidade remota de emergência</italic> e <italic>continuidade pedagógica</italic>. Os autores reconstroem a relação entre os esquemas político-institucionais e as decisões pedagógicas, dando ênfase às práticas dos estudantes, considerados protagonistas da política educacional.</p>
		<p>O terceiro artigo, cujo título é <bold>
 <italic>PNLD-EJA: desafios na construção de materiais didáticos para Educação de Jovens e Adultos</italic>
</bold> , tem a autoria de Jaqueline Pereira Ventura (Universidade Federal Fluminense - UFF) e Luiz Cláudio Silva Galvão (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ). O objetivo do trabalho foi contribuir com o debate sobre o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) voltado para a aquisição de obras destinadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA). O texto apresenta uma discussão sobre o PNLD-EJA, considerando o contexto das políticas para livros didáticos, além de sua inserção nas políticas universais da educação pública. Os autores destacam potenciais impactos na democratização, tanto da produção quanto do acesso a materiais didáticos para a Educação Básica brasileira. Partem de revisão de literatura e analisam os dois editais mais recentes do referido programa, abordando a política de aquisição dos livros didáticos para a EJA. Seus achados evidenciam avanços, mas também pontuam desafios.</p>
		<p>Dando sequência, no segundo bloco, composto por seis artigos, o foco de análise migra para as pessoas jovens, adultas e idosas dessa modalidade, em diferentes contextos sociais e educacionais. Os estudos abordam migrantes, mulheres, pessoas em situação de prisão e com deficiência intelectual. </p>
		<p>Sendo assim, o quarto artigo, que tem como título <bold>Develamientos de la investigación-intervención educativa: paradojas del trabajo con migrantes</bold>, tem autoria de Dulce María Vargas Paredes (Universitat Jaume I) e Teresa de Jesús Negrete Arteaga (Universidad Pedagógica Nacional - UPN). As autoras partem das análises dos registros produzidos por três profissionais da educação que realizaram em projetos de intervenção educativa utilizando o <italic>seminário-oficina</italic> como estratégia metodológica, em diferentes regiões do México. Nos resultados, identificaram dificuldades nos critérios empregados por instituições educacionais formadoras e as experiências, os conhecimentos das pessoas adultas, bem como, aspectos que deveriam ser modificados para atender às demandas da população migrante. </p>
		<p>O quinto artigo, intitulado <bold>
 <italic>Entre exclusões e resistências: estado do conhecimento sobre mulheres da e na EJA</italic>
</bold> tem autoria de Maria Cláudia Mota dos Santos Barreto (Universidade do Estado da Bahia - UNEB) e (Universidade Federal da Bahia - UFBA) e de Gilvanice Barbosa da Silva Musial (Universidade Federal da Bahia -UFBA). O objetivo do estudo foi realizar um mapeamento com análise da produção científica sobre mulheres da e na EJA, por meio do qual puderam identificar temas, discussões e contribuições de publicações sobre o tema realizadas no âmbito da pós-graduação <italic>stricto sensu</italic>. O artigo é fruto de uma pesquisa de estado do conhecimento, realizada a partir do conteúdo de 20 dissertações e uma tese, publicadas de 2009 a 2024, disponíveis no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. Os resultados apontam para a capacidade que a modalidade tem de criar redes de solidariedade entre e para mulheres, além de desvelar conhecimentos e processos de formação que superam a esfera puramente instrucional. </p>
		<p>O sexto artigo tem como título <bold>
 <italic>as especificidades da EJA em trajetórias de mulheres no curso de pedagogia</italic>
</bold> , de autoria de Evely Cristine Pereira de Aquino (Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG) e Leôncio José Gomes Soares (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG). O trabalho é proveniente de uma pesquisa de doutorado que teve a participação de mulheres egressas da EJA no curso de Pedagogia, analisando experiências que se destacam em percurso educacional, considerando a importância da EJA nas vidas dessas participantes. Do ponto de vista metodológico, foram utilizadas entrevistas narrativas com as sete estudantes, que tinham entre 30 e 59 anos no momento da pesquisa, e estavam matriculadas na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais. Tais entrevistas tiveram perspectiva da pesquisa (auto)biográfica. A pesquisa indica que essas mulheres recorrem ao trabalho e à educação como meios de transformar, além de suas próprias vidas, também as de seus familiares. Os autores ressaltam, ainda, a importância da manutenção, expansão e consolidação da EJA para a garantia do direito à educação.</p>
		<p>O sétimo artigo tem como título <bold>
 <italic>Educação popular no Distrito Federal: memórias e experiências de educadoras populares</italic>
</bold> , com autoria da Maria Clarisse Vieira (Universidade de Brasília - UNB) e Larissa Silva do Nascimento Drago (Universidade de Brasília - UNB). O estudo objetivou entender os desafios vivenciados pela Educação Popular no Distrito Federal (DF) ao longo do período de redemocratização da sociedade no Brasil, tomando como referência a trajetória de vida de três educadoras populares freireanas cuja atuação ocorria, naquele momento, na alfabetização de jovens, adultos e idosos. A abordagem da pesquisa relatada no artigo mostra perspectiva qualitativa, sendo realizadas entrevistas narrativas, nas quais as memórias e experiências das educadoras desempenharam papel central, que permitiu entender fenômenos da realidade da educação no DF, dialogando com autores da Educação Popular e da educação de jovens e adultos. Ao mesmo tempo, o artigo situa os contextos que marcaram, simultaneamente, avanços e desafios na busca pela concretização do direito à educação. O texto também evidencia reflexões e compromissos assumidos pelas educadoras voltados à consolidação da Educação Popular enquanto prática pedagógica transformadora.</p>
		<p>O oitavo artigo, intitulado <bold>
 <italic>Escritos em prisões: o que contam os sujeitos da EJA privados de liberdade no Sul do Brasil</italic>,</bold> de autoria de Ana Cláudia Godinho (Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS), Thais Alves Rodrigues Jorge, (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Mariana Motta Klein (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), pretende contribuir com um enfoque específico sobre as pessoas que se encontram em situação de prisão, uma vez que o perfil educacional predominante da população prisional brasileira apresenta nível de escolaridade equivalente ao Ensino fundamental, completo ou não. O estudo tem como objetivo entender os sujeitos da EJA que estão privados de liberdade por meio do que eles narram sobre si em suas produções escritas. Para isso, a autora realizou análise documental de produção textual de homens e mulheres em situação de prisão em variados projetos educacionais, escolares e não escolares, da região Sul do Brasil, publicados em livros e revistas. </p>
		<p>O nono artigo tem como título <bold>
 <italic>Enseñar a leer y escribir a personas jóvenes y adultas con discapacidad intelectual,</italic>
</bold> sendo da autoria de Marcela Kurlat, Egle Pitton e Verónica Rusler (Universidad de Buenos Aires - UBA). O estudo parte de indagação sobre as condições pedagógicas e didáticas que promovem avanços nos níveis de compreensão conceitual sobre o sistema de escrita para estudantes jovens e adultos com deficiência intelectual. Com uma abordagem qualitativa da investigação do ponto de vista conceitual e por meio de instâncias participativas com docentes, identificaram-se intervenções profícuas orientadas por uma epistemologia construtivista. Tais intervenções contribuem para a apropriação do sistema de escrita por essa população, que é historicamente marginalizada em relação a possibilidades de acesso à cultura escrita. O artigo apresenta possibilidades de intervenções no contexto de situações e projetos didáticos, associadas a condições pedagógicas que norteiam práticas inclusivas, respeitosas e eficazes na promoção do direito à alfabetização de toda a população.</p>
		<p>Finalmente, o último bloco apresenta dois artigos que analisam experiências exitosas de trabalho de formação para a Docência na Educação de pessoas Jovens, Adultas e Idosas. O décimo artigo tem como título <bold>
 <italic>Cinema na educação de jovens e adultos (EJA): outros modos de fazer e experimentar na formação inicial e continuada</italic>
</bold> , de autoria de Adriana Barbosa da Silva (Universidade Federal Fluminense - UFF). O objetivo do texto é apresentar a experiência de um projeto de Iniciação à Docência voltado à democratização do cinema em escolas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nesse sentido, busca refletir sobre práticas e políticas relacionadas à inserção e uso do cinema na EJA, em articulação com a Lei nº 13.006, de 26 de junho de 2014, que estabelece a exibição de filmes brasileiros na educação básica. O projeto buscou utilizar a linguagem cinematográfica como forma de produção conhecimentos e mobilização sentidos, individual e coletivamente, sobre os sujeitos da EJA, a partir da exibição de filmes nacionais e da realização de exercícios fílmicos, aspectos sensíveis, criativos e técnicos do audiovisual. O estudo aponta que, na EJA, o cinema pode potencializar a mobilização de sentidos e a constituição de outras formas de produzir conhecimento e ciência, utilizando, como base, o direito à educação de qualidade socialmente referenciada para todos, entendida como expressão política, estética e alteritária na sociedade de classes.</p>
		<p>O décimo primeiro artigo, intitulado, <bold>
 <italic>Entrelaçes reflexivos: educação de jovens e adultos, formação e políticas públicas</italic>
</bold> , das autoras Jackeline da Silva Cardoso (Universidade do Estado da Bahia - UNEB) e Tânia Regina Dantas (Universidade do Estado da Bahia - UNEB), apresenta reflexões decorrentes de uma investigação em desenvolvimento no município de Guanambi, no estado da Bahia (BA), realizada com professoras da Rede Pública Estadual. O estudo aborda as políticas públicas e a formação docente na Educação de Jovens e Adultos (EJA), especificamente na etapa do Ensino Médio. Ainda que em caráter de <italic>(in)conclusão</italic>, o estudo aponta para a relevância acadêmico-científica da investigação, quando expande, além de diálogos, também estudos e pesquisas sobre políticas públicas para a EJA no Ensino Médio. O texto ainda reflete sobre os currículos de formação inicial e continuada, considerando as especificidades da modalidade.</p>
		<p>Diante da diversidade de abordagens, experiências e reflexões reunidas neste dossiê, espera-se que os textos aqui apresentados contribuam para o aprofundamento dos debates sobre a Educação de pessoas Jovens, Adultas e Idosas, também para o fortalecimento de práticas e políticas comprometidas com o direito à educação. Que as leituras possibilitem novos olhares, questionamentos e caminhos investigativos, ampliando as compreensões sobre os sujeitos, os contextos e os desafios que atravessam a EJA. Desejamos, assim, uma leitura proveitosa e instigante.</p>
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