MULHERES QUILOMBOLAS DO SÍTIO ALTO, SIMÃO DIAS (SE): AGROECOLOGIA, EDUCAÇÃO E O COMPARTILHAMENTO PEDAGÓGICO SUSTENTÁVEL
Palavras-chave:
Agroecologia, Educação Quilombola, Mulheres Quilombolas, Escrevivência, Ancestralidade, SustentabilidadeResumo
Este artigo analisa como as mulheres quilombolas do Quilombo Sítio Alto, em Simão Dias (Sergipe), articulam a agroecologia como prática pedagógica e de (re)existência coletiva. Busca-se compreender de que maneira essas práticas fortalecem a memória, a identidade quilombola e a sustentabilidade territorial. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando entrevistas de história oral (Alberti, 2008) para construir as “escrevivências” (Evaristo, 2020), reconhecendo as narrativas das(os) participantes como fontes legítimas de conhecimento pedagógico e contracolonial. Argumenta-se que a agroecologia e a educação quilombola constituem pilares para a reafirmação da ancestralidade e para a produção de saberes insurgentes (Santos, 2023), em contraposição à lógica de mercantilização da terra imposta pelo agronegócio (Adichie, 2019; Walsh, 2009). O protagonismo feminino é destacado como elemento central na gestão e transmissão desses modos de vida sustentáveis, exemplificado nos quintais produtivos. Conclui-se que a agência das mulheres quilombolas manifesta-se como insurgência vital contra as amarras colonialistas, fundamental para a defesa de seus territórios e de seus modos de vida.
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