Portas de banheiro e (re)invenção docente: decolonizando a norma de gênero na universidade
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2026.v11.n26.e1309Palavras-chave:
Violência contra a mulher, universidades, feminismo, decolonialidade, Narrativas (auto)biográficasResumo
Neste artigo, investigo a violência contra a mulher na universidade a partir de uma perspectiva decolonial e feminista. Proponho um deslocamento da inércia cultural ao refletir sobre os impactos de ser mulher no ambiente acadêmico, que reproduz as estruturas de machismo, patriarcado e racismo presentes na sociedade. Por meio da construção da minha narrativa (auto)biográfica, analiso eventos que marcaram minha trajetória como docente e pós-graduanda, conectando-os a situações de violência de gênero no contexto universitário e a referenciais teóricos de feministas que também atuaram como docentes. Os resultados evidenciam a naturalização dessas violências, expressas na desqualificação profissional, apropriação de ideias e silenciamento das mulheres. Além disso, a análise ressalta a interseccionalidade das opressões de gênero, raça e classe, destacando a importância das redes de apoio femininas. A conclusão reforça a urgência de enfrentar essas desigualdades por meio da mobilização coletiva, da implementação de políticas institucionais e da transformação na formação acadêmica, promovendo uma universidade mais inclusiva e equitativa.
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