Por uma pesquisa escrevivente: entrelaçando caminhos, narrativas e escritas
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1237Palavras-chave:
Narrativas (Auto)biográficas, Escrevivência, Pesquisa-Vida, Formação Docente, Educação Básica-UniversitáriaResumo
Quatro professoras-pesquisadoras se encontram neste ensaio a fim de narrar como as dissertações de Mestrado, realizado em uma universidade pública federal, foram tecidas pelos fios da pesquisa narrativa (auto)biográfica, tendo como verbo-fundamento ético-político-estético assumir a força das histórias contadas e das experiências vividas como centrais para fazer ciência no campo da Educação, de maneira mais sensível e fora da fôrma. Atentas ao ensinamento de que este trabalho não se destina à definição de conceitos, dispondo-se ao exercício de desdobrar e tecer palavras, que na circularidade da roda e dos encontros, construam outros sentidos e encaminhamentos às narrativas aqui contadas. Para tanto, o texto se encaminha afirmando nossas escolhas e apostas, impulsionadas pelo (re)viver das dissertações – convite que estendemos a vocês –, tendo as Escrevivências e as narrativas de cunho Autobiográfico como percursos vitais e centrais nesta/desta composição, coerentes com retratos de mundo que se pretendem constelações, afirmadas pela tessitura de reflexões e conexões (re)significadas por uma pesquisa-vida, ao longo do processo de criação desta escrita-viva, evocadora de nossa ancestralidade. Diante disso, esta aposta é um de seus achadouros mais preciosos, juntamente com a oportunização de formações sensíveis e inteligíveis, que colocam o corpo em cena e retroalimentam as práticas educacionais cotidianas.
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