Eu, eu mesmo e Irene; minhas mães e Carolina… você e Shakespeare: sempre a mesma história
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1223Palavras-chave:
Pesquisa (auto)biográfica, Literatura, Epistemologias dissidentes, Coletividade, Contação de históriasResumo
Este texto é uma encruzilhada. Objetiva sujeitar-nos ao mistério que é a vida, com suas e nossas histórias. Oferece, para isto, uma série de considerações consteladas a relatos autobiográficos e, ao “falescrever”, irmana escrita com oralidade, com outras tantas possibilidades de linguagem e expressão. Confundindo-se às referências da própria chamada da revista em que se insere, faz uso da exodologia para errar por nossas narrativas, assim como pela prática autobiográfica qual recurso humano básico, junto à poesia, estimando a contação de histórias como tecnologia coletiva de resistência e modo de reexistir. Traça este percurso incluindo a humanidade na floresta; por grafias de decolonialidade e epistemologias dissidentes que chegam a questionar propósitos como os de autoria e propriedade, revelando particular interesse pelo “eu” como um meio de constituir a coletividade inescapável, quando nos tornamos conscientes desta história única que, não sendo colonial, faz-se única não por excluir a quem ou o que quer que seja. Nesta comunidade ampla e diversa, interessa que cada “eu” se insira por inscrever, nela, suas próprias vivências. Até que nos percebamos numa imensa colcha de retalhos, complexa, mágica e real, como trama desta história toda. Única sim. E, sem fim: nossa.
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