Me chamem pelo meu nome: a história de uma mulher trans na licenciatura em química no norte do Tocantins
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2026.v11.n26.e1300Palavras-chave:
Educação, Formação de Professores, SexualidadeResumo
O avanço, mesmo parcial, da visibilidade positiva e dos direitos coletivos da população transgênera nos últimos anos em diversos países – incluindo o Brasil – acompanha um movimento de reação que acaba reiterando velhos preconceitos contra essa população. Por isso, este trabalho busca problematizar o debate sobre relações de gênero e sexualidade, tanto em sala de aula quanto no âmbito social. O mecanismo utilizado para tal foi a procura por dar visibilidade, através de uma entrevista narrativa, o percurso formativo, em um curso de Licenciatura em Química, de uma mulher transexual. Nosso desejo é permitir que ela fale do seu cotidiano, das barreiras enfrentadas e, ainda, sobre o papel da Universidade frente a tudo isso. Nesse sentido, nossa pesquisa tem por objetivo analisar as experiências formativas de uma mulher trans e apontar caminhos para a formação de professores de Ciências. Logo refletimos, qual deveria ser a formação docente com relação ao gênero? Quais as dimensões de saber e fazer devem ser exploradas?
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