Ateliê docente na formação inicial de pedagogos: (com)posições singulares em devir
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1280Palavras-chave:
Ateliê docente, Pesquisa (auto)biográfica, Escrita de si, Formação inicialResumo
Neste artigo, o campo de estudos mobilizado é a formação inicial de professores, comprometida socialmente com o desenvolvimento de capacidades humanas no alinhavar humanizante, emancipador e democrático, compondo o sentir e o pensar, na direção de deslocar sentidos, crenças e construções subjetivas sedimentadas nas paisagens institucionais e educativas dos licenciandos em Pedagogia para fomentar modos criativos, reinventivos e estéticos de responder às demandas societárias que levam à fragilização do processo formativo docente. Inscritos metodologicamente na pesquisa (auto)biográfica (Passeggi, 2010) e apoiados teoricamente em Souza (2023), Josso (2020) e Delory-Momberger (2006; 2012), buscamos interpelar as paisagens formativas experimentadas pelos licenciandos em suas itinerâncias de vida e formação no deflagrar a assunção de sujeitos históricos, críticos, que se posicionam em sua constituição docente. O Ateliê docente encontra fundamento no dispositivo de intervenção formativa, elaborado pela pesquisadora francesa Christine Delory-Momberger, denominado ateliês biográficos de projeto (Delory-Momberger, 2006). Apreende-se, com os resultados do estudo, que a formação em contextos institucionais efetua interconexão entre a história, o instituído e o movente de cada sujeito, nutrindo paisagens configuradoras de conhecimentos que necessitam de experimentação em (com)posição no exercício da escrita de si e da reflexividade coletiva para revelar as possibilidades que delineiam a docência.
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