A distopia da educação física: autobiografia de uma experiência formativa no estágio
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1264Palavras-chave:
Autobiografia; estágio; Educação Física.Resumo
Este texto tem por objetivo analisar, em forma de narrativa autobiográfica, os caminhos percorridos por uma estudante de Educação Física na realização do seu estágio acadêmico, situando o processo de construção da identidade docente. A pesquisa é qualitativa e autobiográfica. Foram mobilizadas fontes documentais de produção autoral da estagiária (planos de ensino, de aula, relatórios), memórias (das interlocuções, avaliações e experiências cotidianas no campo de estágio) e reflexões resgatadas da dinâmica formativa do estágio, situadas no espectro mais amplo da formação profissional e da história de vida. Notou-se que a narrativa autobiográfica permite localizar a experiência de estágio dentro do processo de construção da identidade docente, que é permeado por tensões e subjetividades. Assim, a apropriação dos saberes e gerências da identidade docente se revestem de sentidos para além do que a área de conhecimento oferece de subsídio teórico-metodológico diante de realidades que configuram a distopia em que se apresenta a Educação Física. O período do estágio curricular obrigatório possui grande potencial de proporcionar experiências marcantes para o professor em formação, ampliando sentidos e significados a partir de um olhar que integra a dimensão subjetiva de sua trajetória.
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