O corpo como centralidade plural e complexa: leitura (auto)biográfica a partir do diário de pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1247Palavras-chave:
Corpo, Diário de pesquisa, Narrativa (Auto)biografia, PIBIDResumo
Mediante fundamentos estruturantes centrados em um projeto de conhecimento pautado na história de vida e formação (Josso, 2010), com o auxílio do Diário de Pesquisa (Barbosa; Hess, 2010), este ensaio parte da problemática do encontro relacional e irredutível entre a escrita de si e o corpo, seus afetos, sonhos, cansaços e limites. A proposta, então, é discutir e fomentar a construção de reflexões, por meio do encontro relacional e irredutível entre a escrita e o corpo, compreendendo o movimento seminal e propositivo de nossa itinerância formativa, que se faz e se entretece por entre caminhos, derivas e sumiços. Da escrita solidária e reclusa do Diário de Pesquisa, tornou-se possível empreender um movimento heurístico e relacional sobre a natureza e a arquitetura dos vínculos socioculturais, que, em princípio, pareciam distantes e inacessíveis. Assim, realizando um caminhar nômade e, sobretudo, atento às diferenças, aos conflitos e às contradições, foi possível, ao escrever, entrar em contato com o universo movediço e, até então, obscuro do corpo e de suas derivas e andanças existenciais, sob nova perspectiva. O texto que se apresenta resulta da reflexão elaborada a partir da narrativa do vivido como exercício de significação da própria história.
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