Anticolonialismo poético

identidade, liberdade, panafricanismo e humanismo em Sagrada Esperança de Agostinho Neto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30620/pdi.v15n1.p85

Palavras-chave:

Colonialismo. Revolução. Humanismo. Identidade. Liberdade.

Resumo

Se existe uma poesia que se destacou de forma satisfatória no combate ao colonialismo no espaço da África lusófona, foi a de Agostinho Neto (Sagrada esperança). A este respeito, o poeta foi um dos grandes líderes na consciencialização da condição do colonizado em Angola e a sua poesia despertou a consciência das massas populares que aspiravam à emancipação e à liberdade em todos os aspectos.Através de Sagrada esperança e/ou da sua obra poética, Agostinho Neto mostrou com firmeza sua oposição ao estabelecimento do sistema colonial português no seu país e marcou a história. Sendo assim, o objectivo desse artigo consiste em compreender e analisar o anticolonialismo poético, os cantos de liberdade, de humanismo, de panafricanismo e de exaltação da identidade angolana em Neto.

Submissão: 23 abr. 2025 ⊶ Aceite: 26 mai. 2025

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alexandre Coly, Université Assane Seck de Ziguinchor - Senegal

Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Blaise Pascal, tese dedicada a “A recepção da negritude na África lusófona”. Professor de literatura de língua portuguesa na Université Assane Seck de Ziguinchor (Sénégal).

Oumar Diallo, Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar (UCAD) - Senegal

Lecciona nas Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar (UCAD), no Senegal e na Universidade Clermont Auvergne, em França. Ele exerce funções de Assessor do Reitor da UCAD, com responsabilidade pela Internacionalização e Relações Institucionais. É Representante da Agência Universitária da Francofonia. É membro organizador do projeto Epistemologias Africanas e Afrodiaspóricas. As suas áreas de Investigação centram-se nos estudos comparativos sobre literaturas africanas, história e culturas dos países africanos de língua portuguesa e do Brasil, abordando temáticas como o colonialismo, neocolonialismo, identidade, género, raça, cultura e memória (individual e coletiva), bem como a religiosidade popular e os “lugares de memória”. Publicou diversos artigos científicos nestes domínios, cruzando várias áreas das ciências humanas e sociais.

Referências

ABDALA JUNIOR, Benjamin. De vôos e ilhas: literatura e comunitarismos. São paulo Ateliê Editorial, 2003.

BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo. Companhia das Letras, 2000.

CABRAL, Amilcar. Guiné-Bissau. Nação forjada na luta. Lisboa, Maria Natália Teixeira Lopes, 1974.

CANDIDO, Antonio. Recortes, São-Paulo, Companhia das letras, 1993.

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São-Paulo, Ática, 1999.

COSME, Leonel. Cultura e revolução emAngola. Lisboa, Afrotamento, 1978.

Ferreira, Manuel. O Discurso no percurso africano I. Lisboa, Plátano, 1986.

NETO, Agostinho. Sagrada esperança. Lisboa, Sá de Costa,1974.

NETO, Agostinho. Sobre a literatura. Lisboa, Lavra e Oficina, 1977.

Pires Laranjeiras. Literaturas africanas de expressão portuguesa. Lisboa, Universidade Aberta, 1995.

SAID, E. Representações do Intelectual: as Conferências Reith de 1993.Trad. Milton Hatoum. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.

SECCO, Tindó Carmen Lucia. A magia das letras africanas, Ensaios Escolhidos sobre as Literaturas de Angola e Moçambique e alguns outros diálogos. Rio de janeiro, ABE GRAPH Editora, 2003.

Publicado

2025-09-28

Como Citar

COLY, A.; DIALLO, O. Anticolonialismo poético: identidade, liberdade, panafricanismo e humanismo em Sagrada Esperança de Agostinho Neto. Pontos de Interrogação – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Laboratório de Edição Fábrica de Letras - UNEB, v. 15, n. 1, p. 85–96, 2025. DOI: 10.30620/pdi.v15n1.p85. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/pontosdeint/article/view/v15n1p85. Acesso em: 25 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigos