Inteligência artificial e descolonização

uma abordagem para o Sul Global

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30620/pdi.v15n1.p117

Palavras-chave:

Descolonização. Inteligência Artificial. ChatGPT. Humanidades Digitais. Sul Global.

Resumo

Este artigo analisa as implicações das tecnologias de Inteligência Artificial (IA), como o ChatGPT, nas Humanidades Digitais do Sul Global, destacando como ferramentas desenvolvidas no Norte Global reforçam desigualdades e marginalizam saberes locais. A ausência de diversidade cultural nos dados de treinamento perpetua o “colonialismo digital”, resultando em tecnologias Inadequadas para o Sul Global. O artigo defende uma abordagem descolonizadora, com o desenvolvimento de algoritmos que Integrem pluralidades epistêmicas e promovam a justiça cognitiva, além de políticas que Incentivem a autonomia digital e a Inclusão de comunidades locais no desenvolvimento tecnológico. Conclui-se que a IA deve respeitar e amplificar a diversidade cultural do Sul Global para alcançar seu potencial transformador.

Submissão: 23 abr. 2025 ⊶ Aceite: 26 mai. 2025

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Biografia do Autor

Paulo Henrique Duque, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

Graduado em Letras: Português – Inglês e respectivas literaturas pelo Centro de Ensino Superior de Valença-RJ (CESVA), mestrado em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é Professor Associado do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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Publicado

2025-09-28

Como Citar

DUQUE, P. H. Inteligência artificial e descolonização: uma abordagem para o Sul Global. Pontos de Interrogação – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Laboratório de Edição Fábrica de Letras - UNEB, v. 15, n. 1, p. 117–135, 2025. DOI: 10.30620/pdi.v15n1.p117. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/pontosdeint/article/view/v15n1p117. Acesso em: 25 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigos