Pleito negro, protesto branco - a luta por ampliação do acesso negro às universidades no Brasil

Autores

  • Nádia Maria Cardoso da Silva Universidade do Estado da Bahia - UNEB

DOI:

https://doi.org/10.30620/pdi.v14n3.p49

Palavras-chave:

Movimentos negros. Mulheres negras. Universidade. Educação antirracista.

Resumo

Em 2001, movimentos negros e de mulheres negras Intensificaram a luta pela responsabilização do Estado brasileiro na promoção da igualdade racial e de gênero, especialmente por meio de políticas de ações afirmativas. Após décadas de Iniciativas próprias e ações voltadas à educação antirracista na década de 1990, a pauta desses movimentos nos anos 2000 se concentra na implementação estatal dessas políticas reivindicadas em diversas áreas como educação, concursos públicos e distribuição de recursos partidários. Este artigo tem como objetivo apresentar cenários de lutas, vitórias e desafios dos movimentos negros e de mulheres negras pela ampliação do acesso de coletivos negros às universidades brasileiras, no século XXI, bem como das fortes reações contrárias dos setores brancos da sociedade brasileira a esse pleito. A universidade torna-se assim um símbolo da luta por igualdade racial e de gênero, consolidando-se como um projeto contemporâneo para a redução das desigualdades raciais no Brasil. Pretendemos apresentar a luta recente dos movimentos negros e de mulheres negras no Brasil por políticas de ações afirmativas, especialmente para a ampliação do acesso negro à universidade bem como seus impactos na sociedade brasileira, ou seja, o pleito negro e o protesto branco, mas também nossas vitórias e os desafios que elas nos atravessam.

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Biografia do Autor

Nádia Maria Cardoso da Silva, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Possui Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia. Mestra em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia. Doutora pela Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, pela Universidade Federal da Bahia. Por mais de 20 anos, atuou como consultora, formadora e produtora executiva de projetos na área de educação e direitos humanos e antirracismo em Instituições como Projeto Axé, Grupo de Apoio a Aids da Bahia, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, Movimento de Organização Comunitária, etc. Desde 2001, tem atuado como consultora e produtora executiva de projetos em organizações negras tais como o Ceafro – Igualdade Racial e de Gênero, Odara- Instituto da Mulher Negra, Instituto Steve Biko, etc. A partir de 2008 atua em consultorias, pesquisas, elaboração e coordenação de projetos e políticas com as comunidades quilombolas do Brasil. Atuou como docente em processos de formação em educação das relações étnico-raciais para gestoras e gestores, professoras e professores das redes públicas de educação de diversos estados do Brasil, realizados pelo Ceafro e o Instituto Odara (2004-2013). Atualmente é professora da educação básica na rede municipal de educação de Salvador (BA), atuando há 7 anos em Ilha de Maré e coordenando o projeto selecionado em edital nacional (CEERT), denominado Ancestralidade Griot eu vim de Ilha de Maré quilombola, mano!

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Publicado

2025-01-25

Como Citar

SILVA, N. M. C. da. Pleito negro, protesto branco - a luta por ampliação do acesso negro às universidades no Brasil. Pontos de Interrogação – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Laboratório de Edição Fábrica de Letras - UNEB, v. 14, n. 3, p. 49–90, 2025. DOI: 10.30620/pdi.v14n3.p49. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/pontosdeint/article/view/v14n3p49. Acesso em: 14 out. 2026.