AVALIAÇÃO QUALI-QUANTITATIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS CARREADOS PARA O RESERVATÓRIO DO TAPACURÁ, PERNAMBUCO, BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59360/ouricuri.vol4.i1.a6478

Palavras-chave:

Meio Ambiente, Impacto Ambiental, Ecossistema, População Urbana.

Resumo

A presença de resíduos dispostos inadequadamente é um dos problemas ambientais recorrentes dos processos de crescimento populacional e ausência de conscientização ambiental. O objetivo deste estudo é avaliar quali-quantitativamente os resíduos carreados para o reservatório do Tapacurá, Pernambuco, Brasil. A pesquisa compreende uma de área de 20 m de largura e 1 km de extensão perfazendo 20.000 m², considerando a cota mais alta da água durante a cheia do reservatório. Para análise quali-quantitativa foram realizadas coletas dos resíduos em novembro de 2012 com a retirada total dos aportes de resíduos e em abril de 2013, na estação seca com declividades decrescentes no terreno e nas vertentes do local acúmulo da área de 1 km de extensão coletada. Os resíduos foram acondicionados em sacos plásticos, triados e classificados de acordo com a sua categoria e pesados com balança de precisão manual com capacidade de 20 kg. Foram coletados 396 kg de resíduos sólidos, compostos por plásticos rígidos que categorizaram a maior porcentagem (32%), além de borrachas (26%), garrafas PET (16%), vidro (11,9%), isopor (4,9%), material de resíduos sólido de saúde RSS (2%), metal (2%), fragmento de EVA e espumas (1%), plásticos flexíveis (1%), recipientes de agrotóxicos (0,3%), recipiente de aerossol (0,1%) e outros (3%). Os resultados indicam descarte inadequado de resíduos, e ou, ausência de gestão ambiental nos municípios adjacentes à área da pesquisa.



Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rosilda Alves Magalhães Menezes, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Mestranda em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental do Programa de Pós-graduação em
Ecologia Humana PPGEcoH da Universidade do estado da Bahia UNEB/Campus VIII

Maristela Casé Costa Cunha, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Docente Permanente do Mestrado em Tecnologia Ambiental do ITEP - Instituto de Tecnologia de
Pernambuco e adjunta da Universidade do Estado da Bahia –UNEB

Mônica Luize Sarabia, Instituto de Tecnologia de Pernambuco

Socióloga na Unidade de Gestão de Resíduos Sólidos do ITEP - Instituto de Tecnologia de
Pernambuco. Professora Colaboradora do Mestrado Profissional em Tecnologia Ambiental do ITEP/OS e
Professora da Pós-Graduação da Escola Superior de Marketing de Pernambuco.

Tâmara de Almeida e Silva, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental-
PPGEcoH. Docente da Universidade do Estado da Bahia - UNEB.

Geraldo Jorge Barbosa de Moura, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Lab. de Estudos Herpetológicos e Paleoherpetológicos da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Programa de Pós-graduação em Ecologia-UFRPE; Programa de Pós-graduação em Ecologia Humana e
Gestão Socioambiental-UNEB; Programa de Pós-graduação em Etnobiologia e Conservação da
Natureza-UFRPE; Programa de Pós-graduação em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável-UPE.

Referências

Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (C). 2013. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2012. ISSN 2179-8303, São Paulo.

Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT. 2004. Classificação de resíduos, NBR 10004. Rio de Janeiro. http://www.aslaa.com.br/legislacoes/NBR%20n%2010004 2004.pdf (último acesso em 12/11/2013).

Alberte, E. P. V.; Carneiro, A. Pires; Kan, L. 2005. Recuperação de áreas degradadas por disposição de resíduos sólidos urbanos. Diálogos & Ciência-Revista Eletrônica da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Feira de Santana. Ano III n. 5, ISSN 1678 0493.http://www.ftc.br/revistafsa (último acesso em 12/06/2013).

Almeida, V. L. dos S.; Larrazábal, M. E. L. de; Moura, A. do N.; Melo Júnior, M. de. 2006. Rotifera das zonas limnética e litorânea do reservatório de Tapacurá, Pernambuco, Brasil. Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, 96(4): 445-451.

Alves, T. L. B.; Lima, V. L. A. de; Farias, A. A. de. 2012. Impactos Ambientais no Rio Paraíba na área do Município de Caraúbas – PB: Região contemplada pela integração com a Bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Caminhos de Geografia. Uberlândia 13(43): 160–173.

C D. R.; Siciliano, S.; Beneditti, A. P. M. Di. 2013. Ingestão de resíduos sólidos por tartarugas-verdes juvenis, Cheloniamydas(L. 1758), na costa leste do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Biotemas, 26(1): 197-200.

Azevedo-Júnior, S. M. 1990. A Estação Ecológica do Tapacurá e suas aves. Anais do Encontro Nacional de Anilhadores de Aves, Recife, Brasil, p. 92-99.

Barreira, L. P.; Junior, A. P. 2002. A problemática dos resíduos de embalagens de agrotóxicos no Brasil. XVIII Congresso Interamericano de Ingenieria Sanitária y Ambiental. Cancún, México, 21 al 31 de octubre.

Beketov, M.A.; Kefford, B.J.; Schäfer, R.B., and Liess, M. 2013. Pesticides reduce regional biodiversity of stream invertebrates. PNAS, DOI: 10.1073/pnas.1305618110

Belfiori, N. M.; Anderson, S. L. 2001. Effects of contaminants on genetic patterns in aquatic organisms: a review. Mutation Research, n. 489: 97-122.

Brasil. Fundação Nacional de Saúde-FUNASA. 2013. Resíduos sólidos e a saúde da comunidade: informações técnicas sobre a interrelação saúde, meio ambiente e resíduos sólidos /Fundação Nacional de Saúde. – Brasília: Funasa.

Brasil. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.

Brasil. Resolução Conama nº 357, de 17 de março de 2005, dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Cangemi, J. M.; Santos, A. M. dos.; Neto, S. C. 2009. Poliuretano: de Travesseiros a Preservativos, um Polímero Versátil. Química Nova na Escola 31(3).

Carvalho, A. de P.; Moraes Neto, J. M. de; Lima, V. L. A. de; Silva, D. G. K. C. e. 2009. Estudo da degradação ambiental do açude de Bodocongó em Campina Grande – PB. Engenharia Ambiental - Espírito Santo do Pinhal, 6 (2): 293-305.

Carvalho-Souza; Tinôco. 2011. Avaliação do Lixo Marinho em Costões Rochosos na Baía de Todos os Santos, Bahia, Brasil. Revista de Gestão Costeira Integrada. 11(1): 135-143.

Comissão Empresarial para Reciclagem-CEMPRE. 2000. Lixo municipal: Manual de gerenciamento integrado. 2ª Edição. São Paulo: IPT. p.350.

Duarte, C. C.; Galvíncio, J. D.; Corrêa, A. C. de B.; Araújo, Maria do Socorro Bezerra de. 2007. Análise fisiográfica da bacia hidrográfica do rio Tapacurá- PE. Revista de Geografia. Recife: UFPE – DCG/NAPA, 24(2) 50-64.

Ferrari, A. 1985. Agrotóxico: a praga da dominação. ed. 2. Editora: Mercado Aberto. 110-112.

Ferreira, J.A.; Anjos, L. A. dos. 2001. Aspectos de saúde coletiva e ocupacional associados à gestão dos resíduos sólidos municipais. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 17(3):689-696 mai-jun.http://www.scielo.br/pdf/csp/v17n3/4651.pdf (último acesso em 19/11/2013).

Garcia, L. P.; Zanetti-Ramos, B. G. 2004. Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde: uma questão de biossegurança. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20 (3): 744-752.

Godecke, M. V.; Naime, R. H.; Figueiredo, J. A. S.2012. O Consumismo e a Geração de Resíduos Urbanos no Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental.8(8):1700-1712.

Gunkel, G.; Rueter, K.;Casallas, J.; Sobral, C. M. do. 2003. Estudos da limnologia do reservatório de Tapacurá em Pernambuco: problemas da gestão de reservatórios no Semi-Árido brasileiro. XV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, Curitiba. Brasil. p.16.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE. Programa de Coleta Seletiva dos Municípios. http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idn oticia=2260 Último acesso em 12 de junho de 2013.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE. 2010. Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, 2008. Rio de Janeiro: IBGE.http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pnsb2008/PN SB_2008.pdf Último acesso em 12 de junho de 2013.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE. Censo Estatístico - 2010. Último acesso 20 de setembro de 2013.www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/tabelas_pdf/total_populac ao_pernambuco.pdf Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP). 2012. Estudo de Regionalização da Gestão dos Resíduos Sólidos. Recife.

Jacobi, Pedro. 2003. Educação ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, 118:189-205.

Laist, D. W.; Coe, J. M.; O´Hara, K. J. 1999. Marine debris pollution. In: TWISS JR., J. R.; REEVES, R. R. (Ed.). Conservation and management of marine mammals. Washington: Smithsonian Institution Press.342-366.

Laist, D.W. 1987. Overview of the biological effects of lost and discarded plastic debris in the marine environment. Mar. Pollut. Bull, 18: 319–326.

Lima, W. S.; Garcia, C. A. B. 2008. Qualidade da Água em Ribeirópolis-SE: O Açude do Cajueiro e a Barragem do João Ferreira.Scientia Plena 4 (12):1-24.

Macedo, G. R.; Pires, T. T.; Rostán, G.; Goldberg, D. W.; Leal, D. C.; Garcez Neto, A. F.; Franke, C. R. 2011. Ingestão de resíduos antropogênicos por tartarugas marinhas no litoral norte do estado da Bahia, Brasil. Ciência Rural, Santa Maria, 41(11): 19381943.

Mäder, A.; Sander, M.; Casa JR. 2007. Ocorrência de toninha (Pontoporiablainvillei) capturadas acidentalmente em artefatos de pesca no sul do Brasil. Anais do XII

Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar - XII COLACMAR.Florianópolis Santa Catarina, Brasil,p.1.

Mascarenhas, R.; Batista, C. P.; Moura, I. F.; Caldas, A. R.; Costa Neto, J. M. da; Vasconcelos, M. Q.; Rosa, S. S.; Barros, T. V. S. de. 2008.

Lixo marinho em área de reprodução de tartarugas marinhas no Estado da Paraíba (Nordeste do Brasil).Revista da Gestão Costeira Integrada 8 (2):221-231.

Marchesani, D. S.; Yang, S. H;Oda, D. V.; Costa. ; M. H.N; Tavares, Filho, O. M; Bertozzi, C. P. 2010. Avaliação dos resíduos sólidos no estuário de Santos e são Vicente, baixada santista, SP, Brasil. III Congresso Brasileiro de Oceanografia – CBO’2010. Rio Grande do Sul. Brasil,p.3.

Morin, E. 2002. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 7.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.p.121.

Downloads

Publicado

2025-02-26

Como Citar

ALVES MAGALHÃES MENEZES, R.; COSTA E SILVA, E.; FERNANDA SILVA COSTA, M.; CASÉ COSTA CUNHA, M.; SARABIA, M. L.; DE ALMEIDA E SILVA, T.; BARBOSA DE MOURA, G. J. AVALIAÇÃO QUALI-QUANTITATIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS CARREADOS PARA O RESERVATÓRIO DO TAPACURÁ, PERNAMBUCO, BRASIL. Revista Ouricuri, Brasil, v. 4, n. 1, p. 060–085, 2025. DOI: 10.59360/ouricuri.vol4.i1.a6478. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/ouricuri/article/view/6478. Acesso em: 9 fev. 2026.

Edição

Seção

Artigos de Revisão

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.