A suposta lógica modular dos arquitetos gregos ao projetar as plantas dos templos dóricos do século v a.c.: uma abordagem gráfica

Autores

Palavras-chave:

templo dórico grego, períptero, hexástilo pericleano, módulo

Resumo

Este artigo objetivou mapear o design das plantas de templos perípteros de ordem arquitetônica dórica com a configuração hexástila pericleana, ou seja, seis colunas na elevação frontal e posterior, e treze colunas nas elevações laterais. Essa configuração se dá a partir da simples fórmula que multiplica a quantidade de colunas da elevação principal por dois e acrescenta uma coluna: 2n + 1. Para isso, selecionamos oito templos com a mesma configuração de setores: em volta da cela, o pteroma; e, na própria cela, o pronau, a nau e o opistódomo. A análise modular pretende propor uma interpretação plausível de seus elementos arquitetônicos em função do módulo (ou tríglifo do friso dórico), no qual os seus comprimentos podem ser entendidos como múltiplos do tríglifo – uma leitura que remete ao livro IV do Tratado de Arquitetura do arquiteto romano Vitrúvio. Nas análises comparativas, levaremos em consideração elementos fundamentais que compõem a planta, tais como o eutintério, o estilóbato e o intercolúnio, procurando verificar uma unidade de projeto que variou relativamente pouco em aproximadamente um século de arquitetura.

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Biografia do Autor

Claudio Walter Gomez Duarte , Universidade Metropolitana de Santos - Brasil

Doutor (2015) em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, MAE/USP. Pós-doutorado (2017) em Tecnologia da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU/USP. Docente do curso de Bacharelado em Arqueologia da Universidade Metropolitana de Santos, UNIMES.

Contribuição de autoria: autor.

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Publicado

28-03-2026

Como Citar

DUARTE , C. W. G. A suposta lógica modular dos arquitetos gregos ao projetar as plantas dos templos dóricos do século v a.c.: uma abordagem gráfica. Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino, Caetité, v. 8, n. 16, p. 27–50, 2026. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/nhipe/article/view/28267. Acesso em: 14 ago. 2026.