Notas sobre branquitude, privilégios e negação do racismo
Resumo
Este texto objetiva trazer reflexões sobre a branquitude brasileira, enquanto um espaço de poder, a partir das publicações dentro dos Estudos Críticos da Branquitude. Entende-se a branquitude como a pertença étnico-racial das pessoas brancas e um local de privilégios simbólicos e materiais. Pensando em uma hierarquia social, ela seria o topo e tem o poder de nomear o outro e, ao mesmo tempo, eximir-se da racialização. Assim, compreende-se que a branquitude vai além dos traços físicos: trata-se de um local de poder. Realizou-se uma revisão bibliográfica para a construção teórica a partir de Maria Aparecida Silva Bento, Lia Vainer Schucman, Lourenço Cardoso, Liv Sovik e Robin Diangelo, estadunidense que traz o conceito de fragilidade branca, tão importante para compreender alguns comportamentos das pessoas brancas. Os resultados evidenciam que ainda existe a falta de racialização do grupo branco, que percebem os seus privilégios e, ao mesmo tempo, procuram formas de mantê-los, buscando, inclusive, negar a sua brancura, no intuito de se desresponsabilizar na luta antirracista.
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