Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva <p>A Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva (PC-RESC) (eISSN: 2675-7591) , instituída no ano de 2020, é um periódico vinculado à Área de Saúde Coletivaà, ao Programa de Residência de Multiprofissional de Saúde e ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (MEPISCO) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). A PC-RESC é editada em sistema de fluxo contínuo para submissão e publicação. O escopo da PC-RESC inclui produções com enfoque multidisciplinar e interprofissional no campo da Saúde Coletiva. A PC-RESC publica dossiês temáticos, relatos de experiências e/ou de casos, artigos originais, revisões de literatura, resenhas e carta ao editor, aceitos após processo de revisão, nas línguas <strong>portuguesa, espanhola, francesa&nbsp;</strong>e&nbsp;<strong>inglesa</strong>&nbsp;conforme normatização apresentada nas diretrizes para autoras(es).</p> Universidade do Estado da Bahia pt-BR Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva 2675-7591 <p><strong>Direitos Autorais</strong></p> <p>A submissão de originais para a Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva (PC-RESC) implica na transferência, pelas(os) autoras(es), dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os manuscritos publicados nesta revista são das(os) autoras(es), com direitos da PC-RESC sobre a primeira publicação. As(os) autoras(es) somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando explicitamente a PC-RESC como o meio da publicação original.</p> <p><strong>Licença Creative Commons</strong></p> <p>Exceto onde especificado diferentemente, aplicam-se à matéria publicada neste periódico os termos de uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt_BR" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License</a>, que permite o uso irrestrito, a distribuição e a reprodução em qualquer meio desde que a publicação original seja corretamente citada.</p> AFETOS E ENGAJAMENTO POLÍTICO: EXPERIÊNCIA FAMILIAR EM UMA ASSOCIAÇÃO DE PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14209 <p><strong>Introdução</strong>: a Doença Falciforme (DF) é frequente na população negra e suas manifestações são amplificadas pelo racismo. Ações coletivas como das associações sociais são importantes na luta pelos direitos coletivos conferindo visibilidade e voz política ao coletivo. <strong>Objetivo</strong>: compreender a experiência familiar com a criação de uma Associação de pessoas com DF no estado de Mato Grosso/Brasil a partir das motivações afetivas e sociopolíticas que mobilizaram ao engajamento. <strong>Método</strong>: estudo qualitativo na perspectiva socioantropológica, com dados de entrevistas compreensivas com a mãe, o pai e um filho, integrantes da referida Associação. Para tratar os dados usamos a trajetória de vida localizando eventos marcantes da experiência familiar com a DF e a criação da Associação. <strong>Resultados</strong>: dos três filhos, o primeiro teve sintomas acentuados e complicações da DF, incluindo dois AVC e viveu cerca de 32 anos. O segundo tem sintomas brandos e é o atual vice-presidente da Associação. O terceiro veio a óbito com 10 meses de idade. A convivência cotidiana com a DF no cuidado dos três filhos impôs frequente contato com serviços de saúde expondo ao racismo institucional, ao passo que promoveu à Mãe e ao Pai o saber pela experiência extensível ao coletivo ao se engajarem na Associação onde o cuidado é em maior escala.<strong> Conclusão</strong>: as associações traduzem demandas relacionadas à DF desconfinando-as da esfera pessoal e familiar e deslocando-as ao espaço público repercutindo nas lutas da pauta mais ampla pela Saúde da População Negra.</p> Karolyne Sebastiane da Silva Reni Aparecida Barsaglini Késia Marisla Rodrigues da Paz Copyright (c) 2022 Karolyne Sebastiane da Silva, Reni Barsaglini, Késia Marisla Rodrigues Paz https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-09-06 2022-09-06 3 e14209 e14209 AS VIVÊNCIAS NO SUL E NO SUDESTE DO BRASIL NA PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM E DA PSICOLOGIA FRENTE À DESCOLONIZAÇÃO NA SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14213 <p><strong>Introdução</strong>: Este relato de experiência evidencia os campos da Enfermagem e da Psicologia Comunitária em dois estados brasileiros, durante o período pandêmico em 2021. <strong>Métodos</strong>: Identificando a situação do atual governo, as políticas públicas e o racismo estrutural na perspectiva necropolítica. Contrariam-se as definições da ciência como biologizante, sem considerar epidemiologicamente os determinantes sociais e econômicos conjugados com os aspectos do colonialismo e capitalismo que provocam limitações, riscos, vulnerabilidades e precárias condições de vida através de suas relações de poder. <strong>Resultados e Discussão</strong>: A organização e a gestão do Sistema Único de Saúde nos significados que expressam a universalização, a equidade, a integralidade e a participação popular, contrapondo à privatização da saúde. O conceito de necropolítica, de Achille Mbembe, permite refletir acerca dos problemas e necessidades de saúde da população majoritariamente usuária dos serviços públicos de saúde, isto é, a população negra. <strong>Considerações Finais</strong>: Esta pesquisa elenca a responsabilidade do Estado, que seria garantir oportunidades, na vida social e econômica da população, assegurando o interesse comum da sociedade em territórios aos quais ele negligencia, haja vista que não há o cumprimento das leis, o que efetiva a exclusão e marginalização desses corpos, sem assegurar, minimamente, os direitos humanos. Destarte, as experiências de uma Psicóloga, com abordagem Social Comunitária, com atuação na maior favela de palafitas no Município de Santos, Região Sudeste, e de uma Enfermeira, na linha de frente da Covid-19, no Município de Pelotas, no Sul do Brasil. Mulheres negras que destacam a necessidade do cuidado nos cenários apresentados.</p> Camila Trindade Coelho Aurélia Maria Rios Copyright (c) 2022 Camila Trindade Coelho, Aurélia Maria Rios https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-10-22 2022-10-22 3 e14213 e14213 PERTENCIMENTO RACIAL E PRIMEIRA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIAS SOBRE A VALORIZAÇÃO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13895 <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever uma intervenção realizada com crianças em idade escolar, com o intuito de contribuir para a valorização da diversidade étnico-racial, e estimular o pertencimento racial de crianças negras, numa articulação intersetorial saúde-educação através de recursos lúdicos. <strong>Métodos:</strong> As atividades foram realizadas no período de setembro a novembro de 2019, em uma instituição de ensino pública municipal de Salvador, com crianças de cinco a seis anos de idade, matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental. <strong>Resultados:</strong> Através desta abordagem foi possível verificar uma positiva assimilação dos elementos da cultura afro-brasileira apresentados às crianças, além da criação de uma perspectiva futura de articulação maior e mais frequente dos espaços de cuidado/promoção de saúde infantil com escolas públicas geridas pelo município de Salvador, atuando enfrentamento das vulnerabilidades, reforçando a necessidade de uma educação antirracista e minimizando os impactos do racismo. <strong>Conclusão:</strong> esta obra sinalizou lacunas no eixo saúde-educação com a proposição de que sejam preenchidas com uma maior compreensão de que a valorização da diversidade étnico-racial deve ser abordada também nos ambientes escolares, como um dos fatores essenciais na promoção do desenvolvimento infantil.</p> Ana Paula Barbosa Gláucia Andrade Silva Marinho Juliana Prates Santana Copyright (c) 2022 Ana Paula Barbosa , Gláucia Andrade Silva Marinho , Juliana Prates Santana https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-10-24 2022-10-24 3 e13895 e13895 A PERCEPÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA POR MULHERES NEGRAS EM UMA USF EM SALVADOR (BA) E OS IMPACTOS OBSERVADOS https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14539 <p><strong>Introdução</strong>: Diante do racismo obstétrico observado em nossa sociedade, esse trabalho buscou compreender a percepção e os impactos da violência obstétrica em mulheres negras. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de um estudo exploratório de abordagem quanti-qualitativa com mulheres numa Unidade de Saúde da Família de Salvador-BA. Foram realizadas duas etapas: Aplicação de questionário sociodemográfico, sobre o atendimento recebido no ciclo gravídico-puerperal, em seguida uma entrevista semiestruturada com aquelas autodeclaradas negras. Foram construídas frequências simples correlacionando os dados com o quesito raça/cor na etapa um, enquanto os dados da etapa dois foram analisados pela Teoria da Análise de Discurso de Minayo. <strong>Resultados/Discussões:</strong> Participaram 20 mulheres, sendo 17(85%) negras e 3(15%) não negras. A idade variou entre 18-25 anos, a renda média ≤ um salário-mínimo, e parto em maternidades públicas. Com a análise de dados foram criadas três categorias de discussão: As faces da violência obstétrica, Reconhecendo o racismo obstétrico e Os impactos da violência. As participantes conseguiram perceber a prática de violência obstétrica nos serviços, correlacionando-a à sua raça/cor e condição social, resultando no desejo de não gestar novamente e expondo à depressão pós-parto. <strong>Conclusão:</strong> A pesquisa demonstrou a necessidade em aprimorar o atendimento nas maternidades. Os achados sugerem a necessidade de maior capacitação das equipes quanto ao racismo e de intervenção mínima no ciclo gravídico-puerperal, com exercício da equidade e compreensão de como as interseccionalidades atuam no corpo feminino negro, além de maior educação das mulheres sobre seus direitos para que lutem para assegurá-los.</p> Thayana Victoria Santos Silva Talita Rocha de Aquino Ana Gabriela Alvares Travassos Copyright (c) 2022 Thayana Victoria Santos Silva, Talita Rocha de Aquino, Ana Gabriela Alvares Travassos https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-11-18 2022-11-18 3 e14539 e14539 O (NÃO)LUGAR DE UMA PSICÓLOGA NEGRA NA SAÚDE MENTAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DE PRÁTICAS (NEO)COLONIAIS EM CAPS AD III https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14193 <p><strong>Introdução</strong>: Neste período pandêmico, a situação de saúde mental da população negra tem se agravado; ademais, são as pessoas negras que mais procuram acolhimento e necessitam de intervenções no Caps AD III. <strong>Objetivo</strong>: discutir as práticas (neo)coloniais vivenciadas por uma psicóloga negra em sua trajetória de trabalho na Saúde Mental, bem como evidenciar a importância de estudos e pesquisas que considerem as variáveis raça e gênero, de forma interseccional. <strong>Método</strong>: Relato de experiência de uma psicóloga negra em dois Caps AD, por meio de três episódios descritos que foram silenciados, negados e negligenciados, compreendidos como ofensas ao sujeito e a seus privilégios da branquitude. Essas vivências foram contextualizadas com a concepção de saúde mental e racismo, o perfil dos usuários de Caps AD, o preconceito e o estereótipo do usuário de álcool e de outras drogas, além do papel das psicólogas na desconstrução de práticas coloniais na saúde mental. <strong>Resultados</strong>: Numa análise crítica teórica, as discussões apontam a existência de racismo estrutural e institucional, estabelecidas pelas relações raciais entre integrantes da equipe multiprofissional com os sujeitos que procuram muito mais que o tratamento para a dependência química, mas o resgate de sua dignidade. <strong>Conclusão:</strong> A negação da ocorrência de racismo institucional e de práticas que inserem a presença do colonialismo explora a relevância dos profissionais e usuários, sejam negros ou brancos, levando-os a tirarem suas “máscaras simbólicas” e a se tornarem protagonistas nesta reparação histórica geradora de intenso sofrimento psíquico.</p> Melissa Martins Pina Fernanda Ramos Parreira Copyright (c) 2022 Melissa Martins Pina, Fernanda Ramos Parreira https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-11-19 2022-11-19 3 e14193 e14193 ASSOCIAÇÃO ENTRE MANEJO NUTRICIONAL E OBTENÇÃO DE ALVOS TERAPÊUTICOS DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 ATENDIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13164 <p><strong>Objetivo: </strong>Analisar as características de pacientes com DM2 acompanhados por equipes ampliadas de saúde da família (EqASF) incluindo o nutricionista em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Sul do Brasil.<strong>&nbsp; Métodos: </strong>Estudo transversal realizado com a totalidade dos pacientes com DM2 atendidos por nutricionista em uma UBS entre janeiro de 2018 e dezembro de 2019. Foram incluídos os usuários que tinham acompanhamento individual por um período mínimo de três meses com profissional nutricionista e no mínimo duas aferições de exames bioquímicos de controle do diabetes. Dados da pesquisa obtidos em prontuários individuais. <strong>Resultados: </strong>Dos 142 pacientes atendidos, 64,1% eram idosos. Acerca das comorbidades, 83,8% dos pacientes apresentavam Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e 67,9% risco para doença cardiovascular (DCV) elevado. A média ajustada e o erro padrão da glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c) observadas no momento inicial ao acompanhamento nutricional foram de, respectivamente, 177,73 mg/dL (6,62) e de 8,48 % (0,18). Após período de acompanhamento, os usuários apresentaram valores de 151,89 mg/dL (11,19) para glicemia de jejum (p=0,017) e 7,76 % (0,26) para HbA1c (p=0,001. Quanto ao perfil lipídico, valores aumentados de triglicerídeos e de índices de risco para DCV foram observados. Observou-se diferença significativa na melhora do controle glicêmico (glicemia de jejum e HbA1c) e no índice de massa corporal, mesmo essa não podendo ser considerada como impacto clínico. <strong>Conclusão: </strong>O acompanhamento nutricional pode auxiliar no controle glicêmico, bem como na redução do risco de complicações secundárias dos indivíduos com diabetes na Atenção Primária à Saúde.</p> Isadora Staggemeier Pasini Marina Carvalho Berbigier Ilaine Schuch Copyright (c) 2022 Isadora Staggemeier Pasini, Marina Carvalho Berbigier, Ilaine Schuch https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-02-09 2022-02-09 3 e13164 e13164 INDICADORES DE MORBIMORTALIDADE DA COVID-19 EM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE DO ESTADO DA BAHIA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13024 <p><strong>Objetivo</strong>: Analisar dados de morbimortalidade sobre a COVID-19 do Município de Pindobaçu, Bahia, no período de março a agosto de 2021. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de um estudo epidemiológico, com dados agregados, coletados em dois períodos, nos portais GEOCOVID 19 e Transparência Bahia, apresentados por meio de indicadores da morbimortalidade, taxa de evolução da doença, taxa de reprodução efetiva e vacinação. <strong>Resultados</strong>: A média móvel cresceu, saindo de 1 para 1,43; os casos acumulados em cinco meses configuraram um percentual de crescimento de 16,2%. A mortalidade por cem mil habitantes que era de 134,34 subiu para 154,24 e a taxa de letalidade apresentou crescimento de 11,16%. A taxa de evolução de óbitos encontra-se negativa (-100%) e apenas 18,93% da população encontra-se vacinada com duas doses. A projeção de casos para um mês após o período analisado, em relação aos casos por dia e média móvel, indica que o município não terá nenhum caso novo. <strong>Conclusão: </strong>Os indicadores apontam para uma estabilização nos casos novos e óbitos. As decisões relacionadas ao enfrentamento da pandemia foram adotadas tardiamente pela gestão municipal por meio da implementação de medidas de isolamento social e as ações de imunização necessitam de intensificação para o efetivo controle da COVID-19. Sugere-se que novos estudos possam ser realizados utilizando-se o Portal GEOCOVID e, assim, outras situações epidemiológicas sejam evidenciadas no estado.</p> Ana Luísa Macedo de Amorim Everton da Silva Santos Luiza Rios Gonçalves Silva Renilza Jesus dos Santos Cátia Vanessa Rodrigues dos Santos Cleuma Sueli Santos Suto Copyright (c) 2022 Ana Luísa Macedo de Amorim, Everton da Silva Santos, Luiza Rios Gonçalves Silva, Renilza Jesus dos Santos, Cátia Vanessa Rodrigues dos Santos, Cleuma Sueli Santos Suto https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-03-26 2022-03-26 3 e13024 e13024 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS NOTIFICADOS DE HTLV NA BAHIA NO PERÍODO DE 2010 A 2019 https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13799 <p><strong>Introdução</strong><strong>: </strong>O Brasil é a nação onde encontra-se em número absoluto os maiores índices de indivíduos portadores do vírus HTLV. Até o momento, quatro subtipos de vírus são conhecidos, sendo o HTLV tipo 1 e tipo 2 os mais significativos em termos de epidemiologia e patogênese. Em escala global, o HTLV-1 é o principal responsável por infecções em humanos e está intimamente relacionado à ocorrência de várias doenças. <strong>Métodos: </strong>Trata-se de um estudo epidemiológico observacional e retrospectivo, realizado no estado da Bahia, em que foram selecionados todos os casos de HTLV notificados entre 2010 e 2019 no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).&nbsp; <strong>Resultados: </strong>Evidenciou-se aumento no número de casos notificados nos últimos 5 anos, com maior prevalência na cidade de Salvador. Dos 3.452 casos registrados de todos os subtipos de&nbsp; &nbsp;infecções causadas pelo HTLV nesse período, 75,6% eram do sexo feminino, 44,6% eram pessoas de pele parda e 32,4% tinham idade entre 20 e 34 anos. Observou-se também que a confirmação diagnóstica pelo método laboratorial foi realizada em 49,7% dos casos. <strong>Discussão: </strong>&nbsp;A Bahia&nbsp;tem a maior taxa de infecção do vírus HTLV no Brasil, sendo o sexo feminino, a pele parda e os adultos jovens os grupos que apresentam as maiores prevalências do vírus. Além disso, infere-se um número expressivo de ignorados/em branco que alerta para a necessidade de melhorias no manejo da população.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Maior Titulação e Vínculo laboral: Doutorado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa/Professor adjunto do curso de Medicina da UniFTC.</p> <p>Afiliações institucionais: Graduação em Medicina em Andamento no Centro Universitário UniFTC.</p> Tatiana Cibelle de Souza Silva Luiza Helena Castro Souza Lopo Lara Torres Pinto Brito Igor Oliveira Sacramento Lara Lorrayne Freitas Gomes Livia Ferreira dos Santos João Marcelo Leite Faria Everton da Silva Batista Copyright (c) 2022 Tatiana Cibelle de Souza Silva, Luiza Helena Castro Souza Lopo, Lara Torres Pinto Brito, Igor Oliveira Sacramento, Lara Lorrayne Freitas Gomes, Livia Ferreira dos Santos, João Marcelo Leite Faria, Everton da Silva Batista https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-05-27 2022-05-27 3 e13799 e13799 DESCOBRINDO A LIBERDADE: DESMANICOMIALIZAÇÃO DE PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS SOB AS PERSPECTIVAS DOS PROFISSIONAIS https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13500 <p><strong>Introdução: </strong>A Reforma Psiquiátrica trata-se da mudança no paradigma da assistência em saúde mental pautado na segregação social e despersonificação da pessoa em sofrimento psíquico. A partir do século XX são feitas críticas sobre a efetividade terapêutica desse modelo voltado para o aniquilamento da autonomia do sujeito, surge então o movimento de desinstitucionalização psiquiátrica. No entanto, a Reforma Psiquiátrica visa além da desapropriação de leitos psiquiátricos, a ressignificação do pensamento e a quebra de estigmas que reverberam na efetividade da assistência a essas pessoas. <strong>Objetivos:</strong> descrever as percepções dos profissionais de saúde mental sobre o processo de desinstitucionalização de pessoas com transtornos mentais em um município da Bahia. &nbsp;<strong>Métodos:</strong> trata-se uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada com os profissionais de um CAPS e um Hospital Especializado em Psiquiatria da Bahia, por meio de uma entrevista semi-estruturada. A análise dos dados foi realizada com base na Análise de Conteúdo segundo Bardin. <strong>&nbsp;Resultados: </strong>os profissionais reconhecem os avanços e apontam as melhorias para melhor estruturação da rede de atenção no município. <strong>Conclusão:</strong> sugere-se que profissionais vislumbram os dispositivos comunitários como principal ferramenta de desinstitucionalização. Os entraves no processo de Reforma psiquiátrica devem fortalecer o movimento.</p> Letícia Santos de Jesus Tarcísia Castro Alves Copyright (c) 2022 Letícia Santos de Jesus, Tarcísia Castro Alves https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-06-06 2022-06-06 3 e13500 e13500 FATORES RELACIONADOS AO INTERNAMENTO PROLONGADO NUMA ENFERMARIA NEUROCIRÚRGICA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13110 <p><strong>Introdução: </strong>O internamento modifica de forma significativa a vida do paciente. A hospitalização, muitas vezes crucial para o sucesso do plano terapêutico, torna-se danosa com o seu prolongamento. <strong>Objetivos</strong>: Analisar fatores associados ao internamento prolongado (IP) dos pacientes neurocirúrgicos; traçar o perfil sociodemográfico e clínico; verificar a associação do IP com características sociodemográficas e clínicas. <strong>Método</strong>: Trata-se de pesquisa quantitativa, transversal analítica, realizada numa enfermaria neurocirúrgica de um hospital público referência em neurologia. A amostra foi constituída por 93 prontuários. Para verificação da associação entre as variáveis, considerou-se o nível de significância com p&lt;0,05. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. <strong>Resultado: </strong>O tempo médio de IP foi de 27,4 dias. Na população estudada, apresenta-se o predomínio do sexo masculino, que se autodeclararam negros, originários do interior do Estado da Bahia, com faixa etária entre 50 e 60 anos. O diagnóstico mais prevalente foi neoplasia de comportamento incerto, tendo microcirurgia de ressecção de tumor como procedimento mais realizado, além da identificação de importantes complicações operacionais. Não houve associação estatisticamente significante entre as variáveis analisadas. <strong>Conclusões:</strong> O estudo possibilitou identificar o perfil sociodemográfico e clínico do paciente assistido na enfermaria neurocirúrgica que apresentaram IP. Apesar de não identificar a associação entre as variáveis examinadas, esta pesquisa proporcionou visibilidade à elevada ocorrência deste danoso prolongamento.</p> Daniela Virginia Porto Borges Quessia Paz Rodrigues Manoela Lima Maciel Copyright (c) 2022 Daniela Virginia Porto Borges, Quessia Paz Rodrigues, Manoela Lima Maciel https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-06-11 2022-06-11 3 e13110 e13110 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SÍFILIS EM GESTANTES NO MUNICÍPIO DE SALVADOR, BAHIA, DE 2015 A 2019 https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12267 <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar o perfil epidemiológico dos casos notificados de sífilis gestacional em Salvador-BA entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019. <strong>Método:</strong> Estudo epidemiológico de caráter descritivo, substanciado por dados secundários, de acesso público, provenientes da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. <strong>Resultados:</strong> Averiguou-se um total de 625 casos em 2015, 954 em 2016, 892 em 2017, 1.371 em 2018 e 1.303 em 2019. Houve 5.145 notificações de sífilis em Salvador, destes 4.845 residem no município e 32,90% das notificações ocorreram fora da assistência pré-natal. Notou-se que 51,72% possuíam pele parda e 51,55% apresentavam faixa etária entre 20 e 29 anos. Ademais, verificou-se que 3.018 continham dados sobre escolaridade, onde 41,31% não concluíram o ensino fundamental. Constatou-se, ainda, 1.402 gestantes diagnosticadas com sífilis latente. O tratamento do parceiro foi realizado em 32,78% das vezes e não houve registro dessa informação em 1.566 casos. <strong>Conclusão:</strong>&nbsp; O perfil epidemiológico mais acometido pela sífilis no período gestacional no município de Salvador nos últimos cinco anos, abrange uma população formada predominantemente por mulheres pardas, com idade entre 20 e 29 anos, donas de casa e que não concluíram o ensino fundamental.</p> Tatiana Cibelle de Souza Silva Gabriel Gonçalves Batista dos Reis Alexandre Magno Teixeira de Medeiros Copyright (c) 2022 Tatiana Cibelle de Souza Silva, Gabriel Gonçalves Batista Dos Reis, Alexandre Magno Teixeira De Medeiros https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-07-19 2022-07-19 3 e12267 e12267 FARMÁCIA UNIVERSITÁRIA E FORMAÇÃO FARMACÊUTICA: ANÁLISE DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13593 <p><strong>Objetivo:</strong> analisar o perfil das farmácias universitárias do Brasil considerando os Padrões mínimos para farmácia universitária definidos pelo Fórum Nacional de Farmácias Universitárias. <strong>Métodos:</strong> Estudo de abordagem qualitativa, fundamentada em pesquisa documental, tendo-se como fontes primárias os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Farmácia (PPC) de instituições de ensino públicas, a Resolução CNE nº 6, de 19 de outubro de 2017, regimentos internos de farmácias universitárias, e ainda os sítios eletrônicos das instituições de ensino superior com cursos de Farmácia, dos cursos de Farmácia com farmácias universitárias e/ou das farmácias universitárias. A coleta de dados se deu com base em critérios de inclusão e o ordenamento, a classificação e o tratamento dos dados ocorreram com base em roteiros previamente construídos tendo como referencial os <em>Padrões mínimos para farmácia universitária</em> definidos pelo FNFU (2017).<strong> Resultados e discussão:</strong> As principais informações disponibilizadas nos PPC e nos sítios complementares referem-se à interface ensino, pesquisa e extensão, evidenciando que as farmácias universitárias têm sido importantes campos de práticas e estágios, com disponibilização de serviços e procedimentos farmacêuticos. Contudo, os demais eixos de análise previstos pelo FNFU não estão detalhados nos documentos de maneira sistemática, prejudicando uma análise mais pormenorizada desses aspectos. <strong>Conclusão:</strong> Em alguma medida, as farmácias universitárias apresentam os padrões mínimos definidos pela FNFU (2017), pois fundamentam-se na tríade ensino-pesquisa-extensão, apresentando atributos que fomentam a qualidade da formação farmacêutica, favorecendo o desenvolvimento de competências profissionais para atuar nas distintas áreas da profissão em estreita articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS).</p> Hellen Gomes Conceição Silva Tatiane de Oliveira Silva Alencar Copyright (c) 2022 Hellen Gomes Conceição Silva, Tatiane de Oliveira Silva Alencar https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-07-19 2022-07-19 3 e13593 e13593 HOMICÍDIO, RENDA E TERRITÓRIO NO DISTRITO FEDERAL EM 2019: UM ESTUDO ECOLÓGICO https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13472 <p><strong>Introdução:</strong> A mortalidade por homicídio possui grandes impactos à saúde pública, interferindo em menor expectativa de vida. Os determinantes sociais de renda e território e os fatores sociodemográficos apresentam-se como um entrave para o aumento desses casos. <strong>Objetivo:</strong> Analisar a distribuição de renda, território e taxa de mortalidade por homicídio no ano de 2019 nas regiões administrativas do Distrito Federal. <strong>Método: </strong>Trata-se de um estudo ecológico de base territorial. Foram incluídas vítimas de homicídio residentes das 33 regiões administrativas que fazem parte do Distrito Federal, registradas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) no ano de 2019. As variáveis empregadas foram: idade, sexo, raça/cor, escolaridade, estado civil, região administrativa de residência, causa básica, local de ocorrência do óbito, divisão por grupo de renda do Distrito Federal e taxa de desemprego. A análise dos dados ocorreu por meio do cálculo das medidas absolutas e relativas. <strong>Resultados: </strong>A maior incidência de homicídios ocorreu nas regiões com média-baixa e baixa renda, na faixa etária de 15 a 24 anos, em pessoas do sexo masculino, da raça/cor parda, solteiras, com nível médio de escolaridade, sendo a via pública o local de maior ocorrência do ato e a arma de fogo foi o instrumento mais utilizado na execução. <strong>Conclusão:</strong> É possível concluir que a mortalidade por homicídio no Distrito Federal acometeu em maior proporção as populações mais vulneráveis. É necessária uma intervenção estatal e intersetorial nos territórios para minimizar os desfechos indesejáveis relacionados com a violência.</p> Laura Sousa Oliveira Costa Bezerra Delmason Soares Barbosa de Carvalho Elaine Ramos de Moraes Rego Ana Cristina Machado Ana Claudia Morais Godoy Figueiredo Copyright (c) 2022 Laura Sousa Oliveira Costa Bezerra, Delmason Soares Barbosa de Carvalho, Elaine Ramos de Moraes Rego, Ana Cristina Machado, Ana Claudia Morais Godoy Figueiredo https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-08-23 2022-08-23 3 e13472 e13472 TUBERCULOSE EM MULHERES BRASILEIRAS EM SITUAÇÃO DE RUA: ANÁLISE DE GÊNERO NA SAÚDE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14206 <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever o perfil dos casos de tuberculose notificados em mulheres brasileiras em situação de rua (MSR) e a relação desse adoecimento com as dimensões de gênero. <strong>Métodos:</strong> Pesquisa quantitativa descritiva com base em dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do Brasil no período de 2014 a 2019, registrados por meio do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). <strong>Resultados:</strong> As mulheres em situação de rua apresentaram altas taxas de reingresso (36,5%) e abandono do tratamento (43,5%). Ao estabelecer uma comparação entre mulheres e homens em situação similar, essas mulheres apresentaram menor percentual de cura (29,7%), maiores percentuais de consumo de drogas ilícitas (68,7%), coinfecção por HIV/AIDS (35,9%) e distúrbios psíquicos (8,4%). <strong>Conclusões:</strong> As mulheres em situação de rua manifestam características clínicas peculiares quanto ao adoecimento por tuberculose, o que incita <strong>à </strong>necessidade de readequação dos serviços de atenção à saúde para esse segmento e maior promoção de aparatos sociopolíticos que garantam outras possibilidades de vida.</p> Isabella Soares Castelo Joilda Silva Nery Simone Santana Da Silva Copyright (c) 2022 Isabella Soares Castelo, Joilda Silva Nery, Simone Santana Da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-11-03 2022-11-03 3 e14206 e14206 MÉTODO PILATES NOS DISTÚRBIOS MUSCULOESQUELÉTICOS E PSICOSSOMÁTICOS EM INDIVÍDUOS COM CÂNCER DE MAMA: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE DE ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12335 <p><strong>Introdução</strong>: O câncer de mama é um dos tipos mais comuns e seu tratamento convencional pode causar complicações musculoesqueléticas e psicossomáticas importantes. O Método Pilates mostra-se como uma estratégia capaz de atenuar os sintomas adversos de saúde e produzir benefícios sobre estes aspectos nesta população. <strong>Objetivo</strong>: Revisar sistematicamente os efeitos do Método Pilates sobre os distúrbios musculoesqueléticos e psicossomáticos em indivíduos com câncer de mama. <strong>Método</strong>: Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados realizada nas bases de dados Embase, Scopus, LILACS, <em>Web of Science</em>, <em>Cochrane Library</em>, Medline, PEDro e SciELO, utilizando os descritores “<em>Breast Neoplasms</em>” e “<em>Pilates Method</em>”. Dos 202 artigos encontrados, 10 foram incluídos neste estudo e seis analisados na metanálise para os desfechos dor, linfedema do membro acometido, amplitude de movimento do ombro acometido, força de preensão manual, funcionalidade e sintomas de ansiedade. A qualidade metodológica dos estudos foi analisada pela Escala PEDro e a metanálise realizada pelo <em>software</em> <em>Review</em> <em>Manager</em> versão 5.4 (Colaboração Cochrane). <strong>Resultados</strong>: O grupo Método Pilates apresentou superioridade sobre o grupo controle ou intervenção mínima no linfedema do membro acometido, nos movimentos de flexão, rotação externa e amplitude total do ombro acometido e nos sintomas de ansiedade (p≤0,05). Essa diferença não foi observada na dor, na força de preensão manual e na funcionalidade (p&gt;0,05). <strong>Conclusão</strong>: O Método Pilates produz melhores efeitos sobre o linfedema do membro acometido, a amplitude de movimento do ombro acometido e os sintomas de ansiedade em comparação ao controle ou intervenção mínima em indivíduos com câncer de mama.</p> Adrieli Cimarosti Borges Matheus Santos Gomes Jorge Copyright (c) 2022 Adrieli Cimarosti Borges, Matheus Santos Gomes Jorge https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-01-25 2022-01-25 3 e12335 e12335 O “NOVO NORMAL” NO FAZER DA PSICOLOGIA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11731 <p><strong>Objetivo</strong>: Este artigo possui como objetivo compreender os principais desafios e potencialidades encontrados pelos psicólogos na construção do novo fazer da Psicologia diante da pandemia de COVID-19. <strong>Método</strong>: Foi realizada revisão integrativa de artigos científicos, resoluções e cartilhas. <strong>Resultados</strong>: Verificou-se que a pandemia exigiu dos psicólogos adaptações em sua prática, com intervenções condizentes à emergência pandêmica, realizados por meio das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Foram utilizados conhecimentos da Psicologia das Emergências e Desastres que contribuem na construção de intervenções apropriadas aos impactos sobre a saúde mental causados por emergências. <strong>Conclusão</strong>: Observou-se que atendimentos psicológicos por meio das TIC é bastante recente e tem apresentado desafios e potencialidades. Destacam-se como desafios a privacidade, segurança dos dados, não aplicabilidade a todos casos e precarização do trabalho do psicólogo na pandemia. Ressalta-se como potencialidades: maior acessibilidade, quebra de barreiras de tempo e espaço e redução de estigmas sociais comuns no contexto da pandemia.</p> Thaís Oliveira de Lacerda Larissa Gabriela Silva Santos Rafaella Bitencourt Costa Zirlene dos Santos Matos Rebouças Camila Barreto Bonfim Copyright (c) 2022 Thaís Oliveira de Lacerda, Larissa Gabriela Silva Santos, Rafaella Bitencourt Costa, Zirlene dos Santos Matos Rebouças, Camila Barreto Bonfim https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-03-14 2022-03-14 3 e11731 e11731 COMPAIXÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA DE COVID-19 https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12360 <p><strong>Objetivo:</strong> Refletir sobre a compaixão em tempos de pandemia de COVID-19. <strong>Métodos:</strong> Estudo do tipo revisão narrativa tendo como base a estrutura de um ensaio teórico reflexivo que visa contribuir com discussões sobre a compaixão e sobre como ela vem sendo manifestada diante do atual cenário de pandemia. <strong>Resultados e discussão:</strong> A partir dessa reflexão foi possível observar que a pandemia de COVID-19 tem aflorado discussões acerca da importância da compaixão, a partir do momento em que os profissionais da saúde se sentem sensibilizados diante o sofrimento dos pacientes e do distanciamento destes dos seus familiares. Assim, espera-se com essa reflexão incentivar a prática de atitudes compassivas no meio social, nos ambientes de cuidados aos pacientes com COVID-19, e reforçar sua importância como qualidade altruísta dos profissionais da saúde, com enfoque para aqueles do campo da enfermagem, considerando sua presença constante nos cuidados aos pacientes hospitalizados e diagnosticados com COVID-19. <strong>Considerações finais: </strong>Conhecer, refletir e discutir a compaixão que deve ser uma prática diária diante de momentos tão difíceis que tem sido vivenciado, de modo a contribuir para que a sociedade e equipes de saúde demostrem toda sua sensibilidade compassiva consigo e com o outro, não somente durante a pandemia, mas para além dela.</p> Ana Carolaine de Souza Batista Rudval Souza da Silva Copyright (c) 2022 Ana Carolaine de Souza Batista, Rudval Souza da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-03-30 2022-03-30 3 e12360 e12360 FATORES ASSOCIADOS AO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13611 <p><strong>Objetivo:</strong> O estudo busca investigar, por meio da revisão de literatura, a prevalência e os fatores associados ao nível de atividade física de agentes comunitários de saúde. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada com cinco estudos encontrados nas bases PubMed, SciELO e BVS. Foram usados os descritores: agentes comunitários de saúde (<em>community health workers</em>), atividade física (<em>physical activity</em>), profissionais de saúde (<em>healthcare workers</em>), e estilo de vida sedentário (<em>sedentary lifestyle</em>), sendo estes combinados com os operadores booleanos <strong>“</strong><em>AND</em><strong>”</strong> e <strong>“</strong><em>OR</em><strong>”</strong>. O levantamento foi realizado entre julho e novembro de 2021, resultando em uma amostra final de cinco artigos. <strong>Resultados:</strong> Observou-se que ainda são baixos os índices de práticas de atividade física entre essa categoria de trabalhadores (variando de 18,5% a 64,9%), e que existem alguns fatores associados, como gênero, prevalência de obesidade e/ou sobrepeso, hábitos alimentares e estado civil, que podem interferir no padrão de prática de atividade física. <strong>Conclusão:</strong> As baixas porcentagens de práticas de atividade física entre os agentes revelam a necessidade de uma maior atenção sobre o tema, assim como a elaboração de estratégias de intervenção que proporcionem uma melhor qualidade de vida para essa população.</p> Kécia Carvalho Montenegro Silva Luana Viana Aguiar Santos Carolina Rego Chaves Dias Saulo Vasconcelos Rocha Ricardo Mazzon Sacheto Copyright (c) 2022 Kécia Carvalho Montenegro Silva, Luana Viana Aguiar Santos, Carolina Rego Chaves Dias, Saulo Vasconcelos Rocha, Ricardo Mazzon Sacheto https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-06-20 2022-06-20 3 e13611 e13611 ATUAÇÃO DO MÉDICO DE FAMÍLIA NO ATENDIMENTO À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA NO CONTEXTO DA PANDEMIA – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11789 <p>O ano de 2020 se caracterizou pela crise sanitária de proporção internacional, que foi a pandemia pelo vírus SARS-CoV-2, causador da enfermidade respiratória <em>Corona Virus Disease -19</em> (COVID-19) e, a partir daí, foram necessárias medidas sanitárias para o controle da sua disseminação. Nesse contexto, destaca-se o grupo das pessoas em situação de rua, que vivem em condições de extrema vulnerabilidade social, sem acesso aos serviços de saúde e com condições precárias de higiene, bem como impossibilitadas de realizar isolamento domiciliar. Desta forma, este artigo trata-se de um relato de experiência que teve como objetivo relatar a vivência de uma residente de medicina de família e comunidade, no atendimento à população em situação de rua do município de Camaçari-Ba no período da pandemia por Coronavírus, durante a realização do estágio eletivo no segundo ano de residência no ano de 2020. Onde, durante este período, foi possível desenvolver atividades itinerantes em parceria com profissionais da atenção básica para ações assistenciais específicas para esse grupo populacional. Desta forma, enquanto médica residente em saúde da família, pude direcionar minha atuação para demandas inerentes a população em situação de rua do município e desenvolvimento de articulação com outros serviços integrantes da rede de saúde. Podendo-se perceber com essa experiência a importância da criação de políticas públicas direcionadas para a população de rua, a importância da atenção básica, bem como do trabalho em equipe multiprofissional e articulação em rede tanto na pandemia quanto fora desse cenário.</p> Carla Viviane dos Santos Cerqueira Bruno Luiz Ribeiro Campos Neves Copyright (c) 2022 Carla Viviane dos Santos Cerqueira, Bruno Luiz Ribeiro Campos Neves https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-03-03 2022-03-03 3 e11789 e11789 SAÚDE MENTAL, DEPRESSÃO E ATENÇÃO PRIMÁRIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM RESIDENTE DE MEDICINA DE FAMILIA E COMUNIDADE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11295 <p><strong>Objetivo</strong>: O presente trabalho tem como objetivo relatar e resgatar a experiência vivida ao longo do primeiro ano de residência, a partir do método de relato de experiência.&nbsp; <strong>Método</strong>: Trazendo reflexões acerca das vivências durante o processo de cuidado de uma mulher, preta, em um processo de episódio depressivo maior, em uma unidade de saúde da família em Camaçari – Bahia. <strong>Resultados</strong>: Podendo assim refletir sobre o poder do vínculo e ferramentas como o método clínico centrado na pessoa na prática da clínica ampliada. <strong>Conclusão</strong>: Esta experiência teve o poder de transformar minha prática clínica herdada da academia e trazendo novas óticas sobre a relação médico-paciente e o processo terapêutico na realidade da Medicina de Família e Comunidade.</p> João Paulo Barreto Borges Coroa Copyright (c) 2022 João Paulo Barreto Borges Coroa https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-03-03 2022-03-03 3 e11295 e11295 DIMENSÕES DO APOIO MATRICIAL: DISPOSITIVO NA ORGANIZAÇÃO DO CUIDADO E NA FORMAÇÃO EM SAÚDE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12854 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo pretende explorar duas dimensões do apoio matricial como um dispositivo: na&nbsp; organização do cuidado e na formação em saúde. Trata-se de um relato de experiência produzido a partir das narrativas dos autores com base no recolhimento e problematização de suas vivências nas diferentes redes de atenção à saúde no SUS. O a</span><span style="font-weight: 400;">poio matricial é uma potente estratégia para enfrentar a fragmentação do cuidado e para agenciar a relação entre equipes nos processos de transição do cuidado em saúde. Aproxima os especialistas das equipes da rede básica, criando a possibilidade de discussão conjunta de casos e manejo articulado de situações complexas, aumentando a resolubilidade. Outros efeitos encontrados foram a criação de espaços de produção de educação permanente em saúde entre as equipes e também a potencialização destes espaços de reflexão e troca como cenários de práticas para formação de estudantes de graduação em saúde. A experiência demonstrou que a imersão dos estudantes na dinâmica do apoio matricial foi capaz de problematizar o chamado "currículo colcha de retalhos”, experimentando a produção de linhas de cuidado transversais, ampliando o espaço de conversa entre diferentes redes. Produziu conexões vivas entre as equipes em que os usuários ganharam visibilidade, desenhando espaços compartilhados de aprendizagem e de processamento do que se vive. Igualmente, foi possível perceber, a abertura de espaços no cotidiano para reflexão sobre o mundo do trabalho, suas tensões, impasses e as produções do cuidado, possibilitando o reconhecimento mútuo dos profissionais e estudantes em um processo cooperativo e muito significativo de aprendizagem.</span></p> Debora Cristina Bertussi Maria Paula Cerqueira Gomes Laura Camargo Macruz Feuerwerker Emerson Elias Merhy Copyright (c) 2022 Debora Cristina Bertussi, Maria Paula Cerqueira Gomes, Laura Camargo Macruz Feuerwerker, Emerson Elias Merhy https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-03-26 2022-03-26 3 e12854 e12854 POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM RELATO DA EXPERIÊNCIA INTERPROFISSIONAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13046 <p><strong>Objetivo</strong>: Este artigo visa relatar as experiências de abordagem interprofissional à população em situação de rua durante o curso da pandemia de Covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde do município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. <strong>Método</strong>: Trata-se de um estudo na modalidade de relato de experiência com base na observação e participação da equipe multiprofissional da unidade de saúde articulado com o serviço especializado em abordagem social da região de atendimento, no período de abril a julho de 2020, correspondente ao curso da pandemia de Covid-19 no Brasil. <strong>Resultados</strong>: Os resultados foram relatados em dois eixos: a formação de um grupo de trabalho interprofissional e intersetorial e a dimensão social da assistência em saúde à população de rua. <strong>Conclusão</strong>: Considera-se que a implantação de um plano específico de cuidados à população em situação de rua no âmbito da Atenção Primária à Saúde evidenciou, de um lado, as iniquidades e as fragilidades das ações de proteção a este segmento populacional, e de outro mostrou a potencialidade das ações intersetoriais no território.</p> Kassiane Flori do Nascimento Deise Riquinho Darlise Rodrigues dos Passos Gomes Janaíra Dorneles de Quadros D'avila Mateus Augusto Baldissera Copyright (c) 2022 Kassiane Flori do Nascimento, Deise Riquinho, Darlise Rodrigues dos Passos Gomes, Janaíra Dorneles de Quadros D'avila, Mateus Augusto Baldissera https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-05-17 2022-05-17 3 e13046 e13046 A IMPLANTAÇÃO DE CÓDIGOS QR NA HORTA MEDICINAL DE UM CENTRO DE SAÚDE COMO RECURSO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13320 <p><strong>Objetivo</strong>: Descrever a implementação de códigos QR nas placas de identificação das plantas disponíveis na horta de um Centro de Saúde, enquanto recurso pedagógico de Educação Permanente para profissionais e usuários. <strong>Método</strong>: O presente estudo apresenta-se enquanto relato de experiência de um projeto desenvolvido por residentes multiprofissionais em saúde da família da Universidade Federal de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis, entre 2019 e 2020. &nbsp;<strong>Resultados</strong>: Ao longo do seu desenvolvimento foram observados resultados maiores do que esperados, como a expansão da tecnologia para hortas de outros Centros de Saúde e a produção de uma série de vídeos informativos com especialistas em plantas medicinais. <strong>Conclusão</strong>: Destaca-se, a partir deste trabalho, a necessidade de ampliar os investimentos para capacitação de profissionais da atenção básica direcionada ao emprego de plantas medicinais, como forma de efetivar a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos a nível local.</p> Felipe Sappino Sala Tânia Regina Prado Leila Nery dos Santos Souza Janaina Das Neves Copyright (c) 2022 Felipe Sappino Sala, Tânia Regina Prado, Leila Nery dos Santos Souza, Janaina Das Neves https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-06-29 2022-06-29 3 e13320 e13320 PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS SOBRE AS POSSIBILIDADES E OS DESAFIOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13246 <p><strong>Objetivo:</strong> discutir sobre a implantação e execução do Programa de Saúde na Escola (PSE) no contexto pandêmico causado pela COVID-19. <strong>Métodos</strong>: através de relatos de experiência, de caráter descritivo, o estudo foi construído a partir de vivências de residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva com Ênfase na Primeira Infância no Contexto do Zika Vírus, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, apresentando propostas de intervenção por meio de recursos tecnológicos, com foco na educação infantil. O cenário das vivências foi uma Unidade de Saúde da Família, em Salvador, Bahia, Brasil e a implementação das ações do PSE foi feita em um Centro Municipal de Educação Infantil. <strong>Resultados:</strong> foram feitas 13 intervenções, sendo cinco delas executadas com os responsáveis e oito com as crianças. <strong>Conclusão:</strong> realizar as atividades propostas de maneira remota tem sido um grande desafio, pois a realidade de acesso e disponibilidade dos responsáveis para cada atividade é bastante diversa e depende de diferentes fatores. A pandemia trouxe impactos para a execução das ações do PSE, mas a continuidade dele depende da participação ativa e da corresponsabilização dos profissionais de saúde, educadores e as familiares.</p> Eduarda Taine do Val Reis Jéssica Vieira Santana Pereira Taís Diane Cruz Conceição Renata Cardoso de Castro Tourinho Laisa Liane Paineiras-Domingos Copyright (c) 2022 Eduarda Taine do Val Reis, Jéssica Vieira Santana Pereira, Taís Diane Cruz Conceição, Renata Cardoso de Castro Tourinho, Laisa Liane Paineiras-Domingos https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-07-12 2022-07-12 3 e13246 e13246 ATENDIMENTO COMPARTILHADO COMO ESTRATÉGIA DE MATRICIAMENTO: RELATO DE EXPERIÊNCIAS DE FONOAUDIÓLOGAS RESIDENTES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13247 <p><strong>Introdução:</strong> A atenção primária em saúde (APS) ou atenção básica (AB) corresponde ao primeiro nível de atenção à saúde, englobando ações de promoção, prevenção, diagnóstico e reabilitação, visando ofertar cuidado integral resolutivo à situação de saúde da população. Entre as ações da AB, temos a estratégia saúde da família (ESF), considerada como estratégia prioritária para consolidação e expansão da AB. Uma das intervenções da ESF, é o atendimento compartilhado, ou interconsulta, que é uma das possibilidades de atuação em equipe. Os atendimentos compartilhados/interconsultas permitem que aconteça o matriciamento, um processo de construção conjunta do cuidado em saúde. <strong>Objetivo:</strong> Relatar vivências de três fonoaudiólogas residentes na condução do matriciamento, em Unidades de Saúde da Família (USF) em Salvador, Bahia, Brasil, contextualizando as contribuições desta área do saber nas ações multiprofissionais. <strong>Metodologia:</strong> Este artigo se caracteriza como um relato de experiência, resultado de vivências práticas em serviços de AB nas USFs na cidade de Salvador/Bahia. <strong>Resultado e Discussão: </strong>Foram vivenciadas práticas com atendimentos compartilhados (interconsultas), em três espaços USFs diferentes, articulado com diferentes categorias profissionais. São apresentadas experiências individuais e reflexões da vivência do matriciamento. <strong>Considerações Finais:</strong> A experiência vivida com a realização do matriciamento, foi fundamental para entender e potencializar o funcionamento da AB como dispositivo resolutivo às questões de saúde. Poder articular a integração de saberes nos âmbitos de promoção e prevenção, nos torna mais capacitados à olhar para um cuidado integral, humanizado, colocando em prática a potência oferecida pela interdisciplinaridade.</p> Fernanda Gomes de Jesus Meireles Manuela Moreira da Silva Pereira Thaynara de Carvalho Skubincan Laisa Liane Paineiras-Domingos Copyright (c) 2022 Fernanda Gomes de Jesus Meireles, Manuela Moreira da Silva Pereira, Thaynara de Carvalho Skubincan, Laisa Liane Paineiras-Domingos https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-10-28 2022-10-28 3 e13247 e13247 O MODELO DE ACOLHIMENTO EM SAÚDE ADOTADO POR UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E AS INFLUÊNCIAS DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA https://www.revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13671 <p><strong>Objetivo:</strong> O trabalho tem como objetivo relatar a experiência vivida com o modelo de acolhimento em saúde adotado na unidade de saúde da família de um município de médio porte do Estado da Bahia, antes e durante a pandemia da Covid-19. <strong>Método:</strong> Trata-se de um estudo descritivo, sob a perspectiva de uma ex-residente em saúde da família, após alguns meses de discussões sobre a modalidade de acolhimento adotada, seguindo as orientações descritas na PNH (2003) e a realização de reuniões com a equipe de saúde para desenhar o itinerário do usuário na unidade. <strong>Resultados:</strong> Com as discussões implantamos em momentos distintos novos modelos de acolhimento, sendo eles: acolhimento por equipe de referência; acolhimento misto; e atualmente, o acolhimento misto com classificação de risco. <strong>Conclusão:</strong> O acolhimento pode e deve ser feito em qualquer área e qualquer profissional da unidade, portanto foi superando as adversidades e driblando os percalços que surgiam, principalmente, quando trabalhamos para o nosso faustoso SUS advindo de uma luta popular, que conseguimos implantar um acolhimento que atendesse a necessidade da população naquele período conturbado.</p> Mayana Santos Silva Evangelista Copyright (c) 2022 Mayana Santos Silva Evangelista https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-11-06 2022-11-06 3 e13671 e13671