Refúgio no Brasil do pós-Segunda Guerra: a Ilha das Flores como representação do Paraíso

Lená Medeiros de Menezes

Resumo


O artigo tem por objetivo analisar a participação do Brasil na recepção de deslocados de guerra e refugiados, após 1945. Utiliza fontes orais (depoimentos colhidos em entrevistas) e textos oficiais, relativos ao estatuto do refúgio e aos refugiados. Através de exercícios prosopográficos e de técnicas de análise de discurso, estabelece o diálogo entre o geral e o particular, sendo seu principal resultado uma narrativa que aprofunda e enriquece o estudo dos processos de deslocamento vividos no pós-Segunda Guerra Mundial.

 


Palavras-chave


Imigração e Refúgio – Estudo de casos – Brasil – Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores – Pós-Segunda Guerra.

Texto completo:

PDF

Referências


ACNUR. Convenção relativa ao estatuto dos refugiados, 1951. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2017.

ANDRADE, José Henrique Fishel de. Direito internacional dos refugiados: evolução histórica: 1921-1952. Rio de Janeiro: Renovar, 1996.

ANDRADE, José Henrique Fishel de. A política de proteção a refugiados da Organização das Nações Unidas: sua gênese no período pós-guerra (1946-1952). 2006. 327 f. Tese (Doutorado em História das Relações Internacionais) – Programa de Pós-graduação em História das Relações Internacionais, Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Brasília, 2006. Disponível em: . Acesso em: 13 ago. 2016.

BRASIL. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estatísticas do século XX. Disponível em: . Acesso em: ago. 2016.

BRASIL. Relatório do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, 1947, apresentado ao presidente da República pelo Ministro Morvan Dias de Figueiredo. Rio de Janeiro, 1948. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2016.

DELUMEAU, Jean. Mil anos de felicidade: uma história do paraíso. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

DELUMEAU, Jean. O que sobrou do paraíso? São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

DUROSELLE, Jean-Baptiste. Histoire diplomatique: de 1919 a nos jours. 7. ed. Paris: Dalloz, 1978. (Etudes politiques, économiques et sociales).

DUROSELLE, Jean-Baptiste. Todo império perecerá – Uma teoria das Relações Internacionais. Brasília, DF: Editora da UnB, 2000.

KOIFFMAN, Fábio. Quixote nas trevas: o embaixador Souza Dantas e os refugiados do nazismo. Rio de Janeiro: Record, 2002.

MENEZES, Lená Medeiros de. Da Grande Aliança ao confronto da Guerra Fria. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, IHGB, ano 162, n. 412, p. 195-211, jul./set. 2001.

MENEZES, Lená Medeiros de. A imigração europeia como passaporte para o progresso e a civilização no Brasil do século XIX. In: CANCINO, Hugo; MORA, Rogelio de la. (Coord.). Ideas, intelectuales y paradigmas en América Latina (1850-2000). VeraCruz/México: Universidad Veracruzana Lomas del Estadio, 2007. p. 396-414.

OLIVEIRA, Ione. Imigrantes e refugiados para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial. In: SIMPÓSIO NACIONAL DA ANPUH, 27, 2013, Natal. Anais... São Paulo: ANPUH, 2013, s/n. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2017.

SAID, Edward. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

SILVA, Cesar Augusto Silva da. A política brasileira para refugiados (1998-2012). 2013. 292 f. Tese (Doutorado em Ciência Política) – Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.

TODOROV, Tzevtan. Nosotros y los otros: reflexões sobre a diversidade humana. México; Madrid: Siglo Veintiuno, 1991.

TUCCI CARNEIRO, Maria Luisa. Cidadão do mundo: o Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo 1933-1948. São Paulo: Perspectiva, 2010.

UNHCR/ACNUR. Imigrante ou refugiado. A diferença é importante. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2016.




DOI: http://dx.doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2018.v3.n7.p109-125

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores: 

 

 

Portal SEER

Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica - RBPAB - Qualis B2 Educação

 A Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica é publicada sob a licença Creative Commons de  Atribuição-NãoComercial CC BY-NC