Escritas de si, escritas da liberdade: representações sobre as viagens em autobiografias de escravizados

Alexandra Lima da Silva

Resumo


Compreender os significados das representações sobre as viagens construídas em autobiografias escritas por sujeitos nascidos na escravidão, nos Estados Unidos, no século XIX, é o horizonte do presente trabalho. Harriet Jacobs, Amanda Berry Smith, Frederick Douglass, Booker Washington e John Brown, nascidos no cativeiro, fizeram uso da palavra e das viagens, para construir a própria liberdade. O presente estudo situa-se no campo da história da educação e compreende as narrativas de vida como um ego-documento, uma vez que a narrativa e a memória são elementos constituintes da prática de registrar a própria vida. Viajar e escrever foram caminhos da liberdade, no plural.

Palavras-chave: Autobiografias. Escravizados. Viagens. Histórias da Educação.


Palavras-chave


Autobiografias; escravizados; viagens; Histórias da Educação

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DOI: http://dx.doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2017.v2.n5.p413-427

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