Do Mesmo ao Diferente: “Aquarelas” e “Bons Dias!” Desenhando Padrões de Gosto pela Leitura Literária no Oitocentos Brasileiro

  • Nelson Jesus Teixeira Jr
Palavras-chave: Leitura literária, Leitor, Crônica machadiana, Século XIX.

Resumo

Trata-se de uma proposta em que será investigado o seguinte problema: como e quais estratégias narrativas presentes nas séries de crônicas “Aquarelas” e “Bons Dias!” poderiam, simbolicamente, desenhar padrões de gosto pela leitura literária no oitocentos brasileiro?  Essas séries de narrativas machadianas foram escritas a partir da metade do século XIX: nelas, o cronista machadiano inseria personagens leitores e situações de leitura, permitindo não apenas a manutenção do “gosto comum” por parte de seus leitores/receptores, através da identificação com o lido, como também, projetando outros padrões de gostos possíveis, o que permitiria ao receptor/leitor se inteirar dos acontecimentos da sociedade e, ainda, dialogar com ela por meio dos complexos de controle existentes nesses textos. Pretende-se, ainda, refletir acerca das relações entre imaginário, literatura, jornalismo, ficção e história, tendo como recorte condutor a questão da recepção/leitura. Isso, por meio da investigação em alguns arquivos públicos (ou sites desses arquivos que ofereçam tais serviços) do Rio de Janeiro, análise das narrativas e de textos críticos e teóricos que versam sobre a proposta em questão. Para tanto, esta pesquisa fundamentar-se-á em estudos sobre as narrativas “Aquarelas” e “Bons Dias!”, sobre Machado de Assis, sobre o receptor/leitor, sobre a recepção/leitura, o oitocentos brasileiro e, a todo instante, recorrer-se-á à Estética da Recepção de Hans Robert Jauss e à Teoria do Efeito de Wolfgang Iser.

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Publicado
2013-12-01
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Como Citar
Teixeira Jr, N. J. (2013). Do Mesmo ao Diferente: “Aquarelas” e “Bons Dias!” Desenhando Padrões de Gosto pela Leitura Literária no Oitocentos Brasileiro. Plurais Revista Multidisciplinar, 1(3). https://doi.org/10.29378/plurais.2447-9373.2010.v1.n3.%p