Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara <strong>OPARÁ: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação</strong><span> é um periódico do Centro de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação - Opará, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Disponibilizada em formato eletrônico e impresso, destina-se à publicização de artigos científicos e pesquisas em variadas áreas do conhecimento (tais como: História, Educação, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, Geografia Humana e Cultural, Direito, Ecologia Humana, Letras, Pedagogia), bem como a divulgação de produções culturais. Tem como objetivo a elaboração de edições temáticas visando contribuir com análises e estudos nas áreas de educação, cultura, política, dinâmicas sociais, ecologia humana, etnicidades, movimentos sociais.</span> pt-BR Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br /><ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ol> comiteopara@gmail.com (Comitê Editorial OPARÁ) oparauneb8@gmail.com (Opará/UNEB) sex, 08 mai 2020 18:50:33 -0300 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10EDT <p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Temos o prazer de apresentar nosso volume n. 10, um marco diante da história tanto do Centro Opará como da própria revista. Manter um periódico acadêmico-cultural cuja pauta seja os saberes dos povos e comunidades tradicionais, professoras, estudantes, pesquisadores aliadas a pautas populares, múltiplas e atuais, é um desafio constante. Desde os passos de recepção de artigos até sua publicação, há um trabalho que envolve autores, revisores, editores, pareceristas, diagramadores, leitores, pessoas envolvidas cotidianamente na luta por visibilizar as pautas dos movimentos sociais ligadas a questões abarcadas nesses dez números que compõem até agora o histórico de lançamentos. Além disso, uma política editorial que precisa manter indexações, qualificações, fatores de impacto e assuntos diversos ligados aos aspectos técnicos de bibliometrias, informetrias, cienciometrias e afins são efetuadas paralelamente ao processo editorial, de modo que estamos sempre buscando aprimoramentos e acondicionamentos técnico-textuais e divulgativos, desde a concepção de layouts das publicações quanto a implementação e manutenção de outras formas de promoção como redes sociais virtuais, ou o contato direto com artistas que ilustram nossas capas.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Durante esse período, muitas conquistas foram conseguidas em resultado do trabalho colaborativo e coletivo tanto da equipe editorial, o comitê científico-cultural que estruturam o periódico, mas prioritariamente pela ação de representantes, lideranças, instituições e coletividades diversas ligadas aos movimentos sociais camponeses, urbanos, artístico-culturais aliadas a o fazer acadêmico de professoras e professores, estudantes, pesquisadoras e pesquisadores que desempenham variadas atividades dentro e fora da Universidade. A publicação periódica da Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação cumpre o papel do Centro Opará UNEB em se conectar com as lutas diárias de tais representações, lideranças, coletividades.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Apresentamos o presente volume em caráter comemorativo, com uma formatação diferenciada, no intuito de marcar o volume, ao passo que esperamos que agrade aos nossos leitores e colaboradores. </span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Desejamos, sobretudo, que as pesquisas, atividades artísticas e acadêmicas que compõem esse volume atinja o objetivo de contribuir para as discussões que envolvem os campos das etnicidades, dos movimentos sociais e da educação em sua complexidade, vivacidade e pluralidade.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Agradecemos a você nosso leitor e a todas pessoas que colaboraram e continuam conosco na luta e na resistência que envolve manter um periódico vivo e atuante. Vamos juntos em busca de mais publicações comemorativas, quer de números como este quer em volumes especiais. Desejamos uma ótima leitura!</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">COMITÊ EDITORIAL - OPARÁ ETNICIDADES, MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">CARLEANDRO DE SOUZA DIAS </span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Universidade do Estado da Bahia (Departamento de Educação e Ciências </span><span class="JsGRdQ">Campus </span><span class="JsGRdQ">VIII - Paulo Afonso). Faculdade D. Luiz de Orleans e Bragança (Ribeira do Pombal/BA). Pesquisador Opará/UNEB.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">CLEONICE VERGNE</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Centro de Arqueologia e Antropologia da CAAPA/UNEB - Paulo Afonso. Pesquisadora Opará/UNEB.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">FLORIZA MARIA SENA FERNANDES</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Universidade do Estado da Bahia (Departamento de Educação e Ciências </span><span class="JsGRdQ">Campus </span><span class="JsGRdQ">VIII - Paulo Afonso). Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena - LICEEI.</span><span class="JsGRdQ">Pesquisadora Opará/UNEB.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">FELIPE TUXÁ</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Universidade do Estado da Bahia (Departamento de Educação e Ciências </span><span class="JsGRdQ">Campus </span><span class="JsGRdQ">VIII - Paulo Afonso). Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena - LICEEI.</span><span class="JsGRdQ">Universidade de Brasília. Pesquisador Opará/UNEB.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">MARCIO NICORY COSTA SOUZA</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Instituto Federal da Bahia - IFBA </span><span class="JsGRdQ">Campus </span><span class="JsGRdQ">Paulo Afonso. Pesquisador Opará/UNEB.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">SALOMÃO DAVID VERGNE CARDOSO</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Universidade do Estado da Bahia (Departamento de Educação e Ciências </span><span class="JsGRdQ">Campus </span><span class="JsGRdQ">VIII - Paulo Afonso). Pesquisador Opará/UNEB</span></p> Comitê Editorial OPARÁ Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10EDT qua, 08 mai 2019 00:00:00 -0300 Apresentação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10APR <p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">É com grande entusiasmo que apresentamos este número comemorativo da Opará - Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Chegamos nessa Edição Comemorativa ao décimo número do periódico, evidenciando a consolidação e continuidade em nossa missão de associar qualidade acadêmica ao comprometimento ético e político necessários para toda e qualquer empreitada intelectual.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Inicialmente apresentamos o nosso Centro de Pesquisas, fornecido pela sua Assessoria de Comunicação e também disponibilizado em seu espaço virtual, cujo endereço &lt;</span><a class="JsGRdQ" href="http://www.oparauneb.com" rel="noopener" target="_blank">www.oparauneb.com/</a><span class="JsGRdQ">&gt; indicamos a todas nossas leitoras e leitores para a apreciação e divulgação, no intuito de divulgar os diversos trabalhos desenvolvidos pelas pessoas que compõem o Opará UNEB, dos quais nós também somos componentes.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Trazemos uma participação do artista plástico design, ilustrador, motion design e grafiteiro sertanejo Dom Guto, que tem feito diversas intervenções culturais populares em Feira de Santana, sertão da Bahia. Um trabalho que vale a pena ser divulgado e apreciado enquanto exemplo de militância política e atuação cultural efetuada pela juventude nordestina.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ"> </span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Os textos que compõem este número demonstram com maestria as complexidades inerentes à prática de pesquisa versando sobre temas como novas epistemologias no Ensino Superior, políticas de patrimônio cultural imaterial, disputas e políticas de produção de conhecimento dentro da Antropologia e ainda a relação entre Universidade e Comunidades em processos de formação de professores indígenas.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">O artigo que abre a nossa edição comemorativa </span><span class="JsGRdQ">“Formação de Professores e Professoras Indígenas no Chão das Aldeias do Norte e Oeste da Bahia</span><span class="JsGRdQ">” foi escrito por Floriza Maia Sena cientista social e professora da Universidade do Estado da Bahia e coordenadora da Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena - LICEEI e por Anny Carneiro Santos mestra em Direitos Humanos e assessora da Secretaria de Educação do Estado da Bahia. No texto, as autoras partem de suas experiências na Ação Saberes Indígenas voltado para a Formação de Professores Indígenas e refletem sobres os múltiplos desafios no fortalecimento de uma educação escolar específica e intercultural. Com o foco na Ação Saberes Indígenas no Território Etnoeducacional Yby Yara as autoras analisam entraves institucionais na avaliação e implementação do programa, desafios na produção e materiais didáticos específicos e contextualizados e dialogam com os próprios indígenas para tecer uma reflexão sobre epistemologias que nasçam diretamente do chão das aldeias.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Em</span><span class="JsGRdQ"> “Do inusitado à subversão: A escrita acadêmica xacriabá como resistência intelectual”</span><span class="JsGRdQ">, artigo da antropóloga Amanda Jardim, atualmente discente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, nos leva a refletir a partir de sua pesquisa sobre os desafios da inserção de acadêmicos indígenas no Ensino Superior. Jardim acompanha a trajetória intelectual da liderança indigena Célia Xacriabá refletindo sobre o potencial que sua escrita acadêmica, orientada por elementos encontrados majoritariamente na oralidade, como o português xakriabá e as Loas, tem em provocar reações inusitadas e estranhamentos ao se deparar com a rigidez do português da escrita considerada científica. A autora aponta para diferentes registros de expressividade em torno do português e reflete em um texto dialógico sobre caminhos para a subversão e decolonização da escrita acadêmica hegemônica e de parâmetros coloniais que marcam a Universidade.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Em nosso terceiro artigo,</span><span class="JsGRdQ">“O Jongo Folclórico de Bias Fortes e as narrativas do patrimônio cultural”</span><span class="JsGRdQ">, a cientista social e Mestra em Preservação do Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Cláudia Fantini, reflete sobre os desencontros entre a política de patrimonialização do IPHAN e a complexidade no trabalho de classificação e registro de práticas culturais. A autora centraliza sua análise no Jongo Folclórico de Bias Fortes e constrói seu argumento a partir de dialógos teóricos, fontes documentais e de seu próprio trabalho de campo. No texto, Fantini historiciza o processo de patrimonialização do Jongo no Sudeste e faz uma rica discussão sobre as relações estabelecidas entre o IPHAN e as comunidades e sobre o modo como a política de classificação de práticas produz narrativas que ressaltam alguns elementos em detrimento de outros podendo construir verdades limitantes acerca dos objetos patrimoniais.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Lidiane Alves, doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Goiás, é a autora do nosso quarto artigo </span><span class="JsGRdQ">“Antropologia: um território em disputa”</span><span class="JsGRdQ">. Em seu texto, Alves utiliza de uma escrita ensaístíca para produzir uma discussão teórica de fôlego sobre a “antropologia enquanto um território em disputa pelos grupos historicamente localizados como objetos de pesquisa”. A partir da entrada de indígenas, negras e negros e quilombolas em cursos de Antropologia a autora reflete sobre as metaformoses que vêm ocorrendo na disciplina suscitadas por disputas em torno de espaço, metodologias, epistemologias e posturas políticas.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"> </p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Desejamos a todas e a todos uma boa leitura!</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ"> </span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Felipe Sotto Maior Cruz</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body">Universidade do Estado da Bahia - Licenciatura Intercultural em Educação Escolar</p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Indígena – LICEEI, Paulo Afonso; Universidade de Brasilia</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ"> </span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body">Carleandro de Souza Dias</p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body">Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Educação e Ciências Campus VIII – Paulo Afonso; Faculdade Dom Luis de Orleans e Bragança – Ribeira do Pombal, Bahia</p> Felipe Cruz Tuxá, Carleandro de Souza Dias Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10APR sex, 08 mai 2020 18:50:30 -0300 Nossa capa - Dom Guto https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10CAPA <p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body">A arte criada para a capa toma como referências as lutas étnicas ao longo dos anos, que as vezes se constituem como a única forma de resistir através da bravura e crença nas raízes espirituais e ancestrais. Muitas dessas culturas ainda resistem mesmo que em polos muito pequenos. Elas lutam pela natureza, pelo respeito e dão seu sangue e suor pela terra e modo de vida, seja ela na África do Sul, Brasil ou Austrália. A luta pAra manter esses legados vivos transcendem nossa própria história.</p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body">Minha trajetória como a artista começou de forma autônoma, movido pela vontade de mudar de rumo e criar uma nova ideia de mim mesmo. A arte me encontrou e eu mantenho a chama viva criando de toda forma possível que ela possa se expressar, como música, grafitti, ilustração (digital e manual), animação e designer gráfico; são as atividades que eu exerço de forma ativa e profissional já tendo no currículo diversas contribuições artísticas e exposições.</p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="JsGRdQ">Minha experiência de trabalho conta com 3 exposição coletivas no </span><a class="JsGRdQ" href="http://www.blogbahiageral.com.br/arte-e-cultura/2012/07/obras-de-artistas-feirenses-que-valorizam-o-grafite-sao-destaques-no-aniversario-de-16-anos-do-mac" rel="noopener" target="_blank">Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana</a><span class="JsGRdQ">, estado da Bahia, e uma individual, dividindo espaço com artistas consagrados na cidade como </span><a class="JsGRdQ" href="http://jorgegaleano.blogspot.com" rel="noopener" target="_blank">Jorge Galeano</a><span class="JsGRdQ">, </span><a class="JsGRdQ" href="https://academiadeletrasdabahia.wordpress.com/tag/poeta-antonio-brasileiro/" rel="noopener" target="_blank">Antônio Brasileiro</a><span class="JsGRdQ">, </span><a class="JsGRdQ" href="http://artistagabrielferreira.blogspot.com" rel="noopener" target="_blank">Gabriel Ferreira</a><span class="JsGRdQ"> e com os da minha própria geração onde se destaca por seu estilo próprio e pelo vanguardismo. Participei e organizei o 2º e 3º</span><a class="JsGRdQ" href="http://noticias.uefs.br/portal/noticias/2014/grafiteiros-realizam-encontro-nacional-em-feira-de-santana" rel="noopener" target="_blank"> Encontro Nacional de Graffiti de Feira</a><a class="JsGRdQ" href="http://noticias.uefs.br/portal/noticias/2014/grafiteiros-realizam-encontro-nacional-em-feira-de-santana" rel="noopener" target="_blank">de Santana</a><span class="JsGRdQ">, onde teve um grande sucesso de mídia por seu pioneirismo, fiz parte de uma exposição no</span><a class="JsGRdQ" href="http://www.campinas.sp.gov.br/governo/cultura/museus/mis/" rel="noopener" target="_blank"> Museu da Imagem e do Som</a><span class="JsGRdQ"> (MIS Campinas, São Paulo), onde o tema principal envolvia a degradação do meio ambiente em prol do progresso financeiro e industrial. Colaborei com diversas ilustrações no livro "</span><a class="JsGRdQ" href="https://antologiarabiscos.wordpress.com" rel="noopener" target="_blank">Antologia Rabiscos</a><span class="JsGRdQ">", contemplado em um edital da </span><a class="JsGRdQ" href="http://www2.cultura.ba.gov.br/2011/10/21/antologia-rabiscos-de-desenho-e-arte-contemporanea/" rel="noopener" target="_blank">Fundação Cultural do Estado da Bahia</a><span class="JsGRdQ"> onde dividi as páginas com mais 07 novos artistas baianos, entre eles </span><a class="JsGRdQ" href="https://www.instagram.com/davicaramelo/?hl=pt-br" rel="noopener" target="_blank">Davi Caramelo</a><span class="JsGRdQ"> e </span><a class="JsGRdQ" href="https://rvculturaearte.com/Ze-de-Rocha" rel="noopener" target="_blank">Zé de Rocha</a><span class="JsGRdQ">. Fiz parte do grupo de artistas feirenses que revitalizaram o Beco da Energia uma histórica passagem feirense, marginalizada e que foi transformada em uma galeria a céu aberto. Em 2015, criei o projeto "Bahia de Todos os Traços", captando recursos do Governo do Estado, para viajar à Austria para a criação de alguns trabalhos no Centro Cultural Cholpana, traçando assim seus primeiros passos no velho continente.</span></p><p class="_04xlpA direction-ltr align-justify para-style-body"><img src="/public/site/images/carleandrosd/v10CAPAMEDIO.png" alt="" /></p> Dom Guto Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10CAPA sex, 08 mai 2020 18:50:31 -0300 O Opará Uneb https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10apr1 <span class="JsGRdQ">O OPARÁ - Centro de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação - é um Órgão Suplementar da Universidade do Estado da Bahia, sediado no Departamento de Educação </span><span class="JsGRdQ">Campus </span><span class="JsGRdQ">VIII, em Paulo Afonso, com Núcleos nos Campi de Euclides da Cunha e Juazeiro. Surgiu em 2008 a partir de um grande encontro de pesquisadores, pesquisadoras, estudantes, representantes dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais com o objetivo de tornar-se um espaço acadêmico capaz de fortalecer, incentivar as pesquisas, a formação continuada e dinâmica dos Povos Tradicionais, Indígenas e lideranças de Movimentos Sociais em relação à afirmação, conhecimento e valorização dos seus saberes e fazeres, como forma de empoderamento das identidades e dos seus patrimônios bioculturais, contribuindo assim para uma permanente construção da cidadania ativa, de uma prática social que promova a cultura dos direitos humanos para todos os setores da sociedade. Sob essa ótica, o Centro de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação – OPARÁ foi legalizado dentro da UNEB acordo com a Resolução CONSU N.º 1010 de 1º de Setembro de 2013, bem como seu Regimento Interno é aprovado pelo Conselho Superior através da RESOLUÇÃO Nº 1.204/2016 Sustentado na tríade Ensino, Pesquisa e Extensão o OPARÁ-UNEB através de suas linhas de pesquisas, desenvolve projetos na perspectiva de promover a qualificação de professores, pesquisadores, profissionais indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais, oferecendo cursos de formação continuada e de pós - graduação intercultural a fim de fomentar experiências de pesquisas, sistematização, registro de práticas e conhecimentos tradicionais, a partir do princípio da autoria, bem como produzir material didático para uso em suas escolas. Busca também através de projetos de capacitação estimular a gestão territorial com ações que integram experiências de uso, manejo e conservação dos recursos naturais para garantir a integridade e uso sustentável de seus territórios. Embora o OPARÁ seja reconhecido como Centro Estratégico para Políticas Indigenistas no âmbito da Universidade do Estado da Bahia no atendimento aos Povos do norte e oeste do Estado pelos projetos que desenvolve, pela presença forte de pesquisadores, pesquisadoras indígenas e indigenistas, e sobretudo pelo sentimento de pertencimento que os Povos Indígenas destes Territórios sentem em relação a este espaço acadêmico, também agrega prática, princípios e ações na perspectiva de fortalecer e incentivar a Pesquisa, Extensão e Formação continuada junto a outros Povos e Comunidades Tradicionais e os Movimentos Sociais valorizando suas lutas, contribuindo para o fortalecimento em relação à afirmação, conhecimento, valorização dos costumes e saberes, sustentabilidade, conservação de patrimônios culturais e imateriais, além dos patrimônios naturais que compõem as paisagens do semiárido.</span> Assessoria de Comunicação ASCOM Opará UNEB Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10apr1 sex, 08 mai 2020 18:50:31 -0300 Formação de professores e professoras indígenas no chão das aldeias do norte e oeste da Bahia, Brasil https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART1 <span class="JsGRdQ">A educação escolar indígena no Brasil foi imposta aos povos originários e tecida nos modelos eurocêntricos numa tentativa de colonizar e civilizar não só os corpos, mas também seus saberes, sua ciência, seus ritos e mitos, sua organização social, sua cosmologia. Resistindo ao projeto civilizatório os povos indígenas vem lutando por um sistema próprio de Educação Escolar diferenciado e intercultural com os saberes construídos em sua cosmovisão e nos espaços contextualizados. Eles têm inaugurado experiências localizadas em cada povo, região e/ou aldeia, demonstrado eficácia e força criativa na dinâmica do contato com os “outros”, demarcando os processos de resistência, permanência e/ou transformações culturais, promovendo mudanças em relação à perspectiva colonialista de assimilação e integração na sociedade hegemônica não indígena. Este texto discute as perspectivas da educação escolar indígena partindo da experiência da Ação Saberes Indígenas na Escola no Território Etno Educacional Yby Yara e mostra a necessidade desta ação ser assumida como política pública</span><span class="JsGRdQ">de formação de professores da Educação Escolar Indígena no Estado da Bahia.</span> Floriza Maria Sena Fernandes, Anny Carneiro Santos Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART1 sex, 08 mai 2020 18:50:31 -0300 Do inusitado à subversão: A escrita acadêmica xacriabá como resistência intelectual https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART2 Esse trabalho objetiva tecer considerações sobre a trajetória acadêmica e produção intelectual de Célia Xakriabá, notória liderança do movimento indígena brasileiro. Célia graduou-se na licenciatura indígena Fiei (Formação Intercultural Para Educadores Indígenas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tornou-se mestre pelo Mestrado em Sustentabilidade Junto à Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) da Universidade de Brasília (UnB) e atualmente cursa o doutorado em Antropologia pela UFMG (PPGAN- Programa de Pós Graduação em Antropologia). Em sua trajetória, a liderança acionou epistemes e recursos linguísticos próprios do regime de conhecimento xakriabá em seus trabalhos acadêmicos. Sua escrita acadêmica, orientada por elementos encontrados majoritariamente na oralidade xakriabá, como o português xakriabá e as <em>Loas</em>, com alguma resistência é entendida como escrita científica. Tal escrita não está prevista na gramática acadêmica ocidental já que recorre a frases longas, a repetição de ideias, a discordâncias verbais e de gênero, ao uso de pronomes que transitam na primeira pessoa do singular (eu) e do plural (nós) e a uma poética para se fazer inteligível. O inusitado da presença indígena traz consigo outras formas de produção de escritas, de conhecimentos, de resistência. Acredito que uma das contribuições intelectuais de Célia está em subverter a ordem hegemônica da escrita entendida como acadêmica. Amanda Jardim Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART2 sex, 08 mai 2020 18:50:32 -0300 O Jongo Folclórico de Bias Fortes e as narrativas do patrimônio cultural https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART3 <p><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: medium;">Este artigo apresenta uma investigação sobre o Jongo Folclórico de Bias Fortes, localizado na Zona da Mata Mineira. Por meio do levantamento da história, das características e do ritual dessa comunidade, é discutida a relação entre o jongo e o patrimônio cultural, tendo em vista que o Jongo no Sudeste é reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural do Brasil desde 2005. Busca-se demonstrar como o registro do Jongo no Sudeste feito pelo instituto constrói uma narrativa daquilo que seria o jongo, sem abarcar toda a complexidade da prática, em especial a sua relação com a ação laboral, a magia e a religião. Dessa forma, aponta-se para a natureza classificatória da política de patrimônio cultural imaterial. Para a reflexão proposta, </span></span><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: medium;">são tomados como procedimentos metodológicos levantamentos bibliográficos e documentais sobre o jongo e trabalhos de campo.</span></span><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: medium;"> As relações estabelecidas entre o IPHAN e o Jongo Folclórico de Bias Fortes são problematizadas, principalmente no que diz respeito às questões identitárias dessa comunidade, dando atenção, sobretudo, às falas e às ações dos praticantes em contextos nos quais lhes foi permitido negociar o jongo, seja como prática, seja como patrimônio cultural. Além disso, também é analisado o significado de patrimônio cultural para a comunidade em questão. </span></span></p> Cláudia Regina Rossi Fantini Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART3 sex, 08 mai 2020 18:50:32 -0300 Antropologia: um território em disputa https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART4 <span class="JsGRdQ">O presente artigo tem por objetivo apresentar uma reflexão sobre as possíveis metamorfoses da antropologia com a entrada de estudantes indígenas e negras nos programas de pós-graduações em antropologia social no Brasil mediante ações afirmativas. E perceber a importância destas presenças para tencionar o campo disciplinar no que se refere as metodologias, teorias, epistemologias e postura política, tradicionalmente utilizadas na produção de conhecimentos antropológico. Destacando, principalmente a leitura de James Clifford (1998); Castro-Gomez (2005); Catherine Walsh (2006); Cardoso de Oliveira (2006); Pechincha (2006); Gersem Baniwa (2015); e outros para tornar visível as disputas discursivas, os embates travados e as reivindicações realizadas no território antropológico. Conclui-se, que embora, as disputas travadas pelos estudantes indígenas, negros e quilombolas no território antropológico se desenvolvam em um campo assimétrico de forças, é possível observar eventos cotidianos de resistências e uma série de práticas discursivas são mobilizadas contra as normas colonialistas, racistas e hegemônicas que permeiam as relações no território acadêmico, com intuito de tencionar a antropologia e provocar uma metamorfose antropológica, a partir de mudanças de cunho metodológico e epistemológico na produção de conhecimento antropológico (na disciplina).</span> Lidiane Alves Copyright (c) 2020 Opará: Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação https://www.revistas.uneb.br/index.php/opara/article/view/OPARA10ART4 sex, 08 mai 2020 18:50:32 -0300