Território: Luta Prioritária da Comunidade Quilombola Negros de Gilu, Itacuruba,Pernambuco, Brasil

  • Cleice Onária dos Santos
  • Soneide Maria dos Santos
  • Sônia dos Santos
  • Clésio Jonas de Oliveira da Silva Instituto Federal de Educação Sertão de Pernambuco (IF/PE)
  • Edivânia Granja da Silva Oliveira Instituto Federal de Educação Sertão de Pernambuco (IF/PE)
Palavras-chave: Territorialidade, Quilombo, Identidade

Resumo

Este trabalho trata-se de uma abordagem sobre Território com destaque para a importância fundamental para a nossa Comunidade Quilombola Negros de Gilu, localizada no município de Itacuruba, no Estado de Pernambuco. Apresenta aspectos relevantes sobre o tema, relata a nossa história de vida, desde a ancestralidade aos movimentos de lutas. Tendo como objetivo demonstrar a importância do território para o Povo, envolvendo questões como a ancestralidade, história, cultura, religiosidade, afirmação identitária e o papel essencial da educação para a nossa comunidade. Somos um segmento tradicional, denominados como quilombolas, descendentes de pessoas que foram escravizadas e que possuem relações com a ancestralidade e o território, tendo o seu próprio jeito de ser e viver. A maior luta da comunidade quilombola é pela aquisição do território, que possibilita o fortalecimento dos laços de irmandade e coletividade, porém enfrentamos várias dificuldades para conquistar este direito, por que as políticas públicas não são efetivadas em sua totalidade, prejudicando assim a organização das comunidades tradicionais/quilombolas. Buscamos fazer reflexões sobre a questão territorial, abrangendo os problemas que a falta de território causa em vários âmbitos na vida dos membros Gilus, enfatizando que esta problemática ocorre desde o período colonial, com a implantação do sistema escravocrata, com milhares de africanos transplantados para o Brasil de forma compulsória. Assim, nossos antepassados sempre foram considerados inferiores e sem direitos, que só serviam para a mão de obra escrava. Mesmo com a abolição da escravatura em fins do século XIX, os descendentes de escravos continuaram sendo marginalizados, discriminados e sofrendo todos os tipos de racismo até os dias atuais.

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Biografia do Autor

Cleice Onária dos Santos
Professora Quilombola da Comunidade Negros de Gilu, Itacuruba, Pernambuco. Especialistas em Educação Intercultural no Pensamento Decolonial.
Soneide Maria dos Santos
Professora Quilombola da Comunidade Negros de Gilu, Itacuruba, Pernambuco. Especialistas em Educação Intercultural no Pensamento Decolonial.
Sônia dos Santos
Professora Quilombola da Comunidade Negros de Gilu, Itacuruba, Pernambuco. Especialistas em Educação Intercultural no Pensamento Decolonial.

Referências

BEZERRA, Tercina Maria Lustosa Barros. O Quilombo “Negros Do Gilu” em Itacuruba: Emergência Etnicoquilombola e Territorialidade. Recife: UFPE/PPG em Antropologia, 2006, 122p (Dissertação em Antropologia).

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OLIVEIRA et all. Território e Identidade em Comunidade Quilombola no Nordeste do Brasil. Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 8, n. 2, jul.-dez., 2015, p. 310-327. Disponível em: http://www.ppghis.com/territorios&fronteiras/index.php/v03n02/article/view/261/pdf. Acessado em 16/01/2017.

PERNAMBUCO. Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Projeto Inclusão Social para Populações Quilombolas em Pernambuco: Mapeamento Etnográfico das Comunidades Quilombolas do Sertão de Pernambuco. Recife: Governo do Estado de Pernambuco/Centro Cultural Luiz Freire e Comissão Estadual de Comunidades Quilombolas de Pernambuco, 2008.

Publicado
2016-12-28
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