Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe É uma Revista que apresenta uma perspectiva interdisciplinar, buscando diálogo com a literatura, a arqueologia, as variadas linguagens imagéticas e sonoras (cinema, fotografia, iconografia, música) e tecnologias de informação e comunicação na pesquisa e no ensino. pt-BR revista.nhipe.uneb@gmail.com (Genilson Ferreira da Silva) cpd@uneb.br (Gerência de Informática) ter, 05 jul 2022 00:07:43 -0300 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14665 <p>Editorial. V. 1 n. 9</p> Genilson Ferreira da Silva Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14665 seg, 04 jul 2022 21:00:27 -0300 “ONDE É QUE TUDO DEU ERRADO?” : A DISTOPIA COMO INTERLOCUTORA DAS FRATURAS HISTORIOGRÁFICAS A PARTIR DO SÉCULO XX https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14133 <p>O processo de renovação da história ao longo do século XX, responde à crise do <em>utopismo</em> moderno, construído entre os séculos XVIII e XIX, que sob o prisma de uma ciência positiva, metódica e historicista, construiu o pilar da cientificidade histórica, cujo alicerce passa a ser questionado a partir da emergência de vertentes pós-modernas, na qual emerge no campo do discurso, a difusão de uma história desconstruída, interpretativa/inventada, e um policentrismo epistemológico que coloca em xeque o pacto de verdade, questionando assim, a própria dimensão científica da história. Diante desse cenário, é legítimo tomarmos o termo <em>distopia</em>, como um recurso analítico de compreensão tanto dos contextos contemporâneos (do século XX e XXI), quanto da própria produção historiográfica.&nbsp;Imperativo considerar que tanto a utopia quanto a distopia, encontraram terreno fértil tanto na ficção, quanto na política, e seu conceito tem sido utilizado por alguns historiadores contemporâneos, como uma forma de entender a sociedade, por meio do triângulo utopia, distopia e caos, relacionando-o com a crítica ao imperialismo capitalista e suas consequências devastadoras. Entender os processos históricos a luz dos conceitos utopia/distopia, não reduzindo-as como dimensões estritamente opostas e sim, na complexa convivência de ambas, traz para além dos desafios, interessantes possibilidades. Este texto, discorre acerca de como a interpretação distópica da história abalaria, tanto o mito fundador do passado, quanto o mito de fundação científica da história na modernidade. A partir desse entendimento,&nbsp;buscamos, compreender o percurso historiográfico diante dessa crise, como também a crise dos modelos utópicos que sustentaram o discurso das sociedades modernas, refletidas também pela literatura distópica a partir do século XX.&nbsp;</p> Daniela Moura Rocha de Souza Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14133 seg, 04 jul 2022 21:02:48 -0300 HISTÓRIA LOCAL E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: PERSPECTIVAS E ABORDAGENS PEDAGÓGICAS NAS AULAS DE HISTÓRIA https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14677 <p>O artigo provoca uma discussão sobre o ensino de História na educação básica e sua prática pedagógica, fazendo uma interrelação entre o ensino da &nbsp;História Local e a Educação Patrimonial e uma &nbsp;explanação acerca do ensino desse componente curricular a partir de diferentes visões&nbsp; historiográficas.</p> Dulce Neves Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14677 seg, 04 jul 2022 21:04:08 -0300 REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO CURRÍCULO ESCOLAR E O SEU TRATO PEDAGÓGICO https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14667 <p>Este ensaio trata da importância da Educação para as relações étnico-raciais no cenário educacional, as mudanças possíveis a partir de sua concepção, seus desafios e perspectivas. Além disso, discutimos sobre o racismo e suas implicações, ao passo que buscamos colaborar com o debate antirracista, e com a valorização e o reconhecimento da história, cultura e contribuições negras em nossa sociedade. Neste sentido, revisitamos o processo histórico de inserção dos negros no contexto das salas de aula e destacamos a necessidade de repensar o currículo escolar na perspectiva decolonial. Assim, ressaltamos a necessidade de analisar criticamente o trato pedagógico das questões raciais refletindo a história de nossa sociedade como forma de promovermos uma educação que forme cidadãos críticos e reflexivos, em prol de uma sociedade que trabalhe pela equidade.</p> erica1 dutra Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14667 seg, 04 jul 2022 21:05:20 -0300 DE FUSTEL DE COULANGES A FRANÇOIS DE POLIGNAC: https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13705 <h2>Os estudos sobre a cidade antiga repousam em uma longa trajetória no ambiente historiográfico moderno. Esse artigo trata de dois marcos temporais em duas obras, de um ponto do século XIX a outro do XX, do trabalho seminal de Numa-Denis Fustel de Coulanges ao de François de Polignac. A relação entre a polis e a religião alimenta o exercício comparativo intuído por esse trabalho. Se Fustel de Coulanges faz uma avaliação protofuncionalista de uma cidade que se estrutura nos organismos coletivos decisórios da política e da religião, Fustel de Polignac, contemporâneo ao giro material que inspirou uma nova perspectiva de abordagem, investe em uma análise que organiza a cidade e suas relações sociais na distribuição espacial dos seus tempos nos espaços da<em> khôra</em> e da <em>asty</em>. É, portanto, a partir desses dois pontos da historiografia moderna da Antiguidade que esse trabalho pretende tecer alguns comentários relativos à própria pesquisa da cidade grega antiga, a pólis.</h2> Guilherme Moerbeck, Gabriela Freitas Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13705 seg, 04 jul 2022 21:06:37 -0300 A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO MUNICÍPIO DE CAETITÉ-BAHIA https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14666 <p>O objetivo deste ensaio é discutir a importância da formação continuada para os professores da rede municipal de ensino de Caetité pois, decorridos 18 anos da promulgação da Lei 10.639/03, os professores da disciplina História e Cultura Afro- brasileira e indígena (HABI), deste município, localizado no Alto Sertão da Bahia, Brasil, marcado por um passado colonial e centro hegemônico de uma elite branca, escravocrata, não se sentem preparados para discutir a temática com seus alunos. Tais posições vêm confirmar a necessidade de uma investigação junto aos professores da disciplina HABI, para buscar melhorias no processo de ensino estabelecidos pela escola e, com base nos resultados, sobre a implementação da Lei nº 11.645/2008, buscar promover uma formação continuada dos Professores da disciplina da mencionada disciplina para dar-lhes os subsídios necessários para que possam ministrar suas aulas com confiança, conhecimento e criticidade.</p> Kyara Kelly Rodrigues Maia Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/14666 seg, 04 jul 2022 21:08:23 -0300 CENTRO REGIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO DA BAHIA Ponto de conexão de uma articulação inovadora criada por Anísio Teixeira. https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13957 <p>geral&nbsp;do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos - INEP,&nbsp;entre as quais o&nbsp;Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais e os Centros Regionais de Pesquisa&nbsp;em Educação&nbsp;que,&nbsp;em&nbsp;níveis nacional e local, desenvolveram<u>&nbsp;</u>pesquisas educacionais,&nbsp;inclusive através&nbsp;de escolas experimentais&nbsp;criadas e&nbsp;ligadas a&nbsp;alguns&nbsp;destes Centros,&nbsp;ampliando assim&nbsp;uma rede de educadores e pesquisadores em ciências sociais&nbsp;da qual&nbsp;este intelectual que foi sendo estabelecida&nbsp; &nbsp;a partir de gestões anteriores.&nbsp;Aborda&nbsp;mais detalhadamente o Centro Regional de Pesquisa da Bahia,&nbsp;dando destaque&nbsp;a Escola Experimental criada&nbsp;ligada a este&nbsp;e&nbsp;ao caráter&nbsp;precursor&nbsp;desta Instituição, quanto&nbsp;as ações formativas&nbsp;e cursos de aperfeiçoamento&nbsp;de&nbsp;professores&nbsp;que desenvolvia e que seriam posteriormente realizadas no Centro Educacional Carneiro Ribeiro, mais conhecido como Escola Parque.</p> Livia Maria Goes Britto, Edna Pinheiro Santos Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13957 seg, 04 jul 2022 21:09:41 -0300 O QUE É FUNDAMENTAL PARA O ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS FINAIS (6º AO 9 º ANO)? https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13610 <p>Na educação básica, a avaliação da aprendizagem possui um lugar de destaque por acompanhar o desempenho dos estudantes, sendo seus resultados definidores do sucesso ou fracasso escolar. Considerando isso, temos por objetivo investigar o processo de avaliação da aprendizagem em História nas escolas. Analisaremos as narrativas de docentes que atuam no Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) em Pernambuco, refletindo sobre suas práticas através da metodologia de História Oral e relacionando as narrativas com os instrumentos avaliativos mais utilizados. Estamos alinhados a perspectiva de avaliação da aprendizagem pós-crítica, onde se observar a relação autoritária e assimétrica estabelecido com o saber no espaço escolar, ou seja, avalia-se a relação poder-saber (FOUCAULT, 1998) no processo de validação do conhecimento.</p> Vívian Umbelino, Juliana Alves de Andrade Copyright (c) 2022 Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.uneb.br/index.php/nhipe/article/view/13610 seg, 04 jul 2022 21:11:03 -0300