A ORALIDADE NA AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA:

PERSPECTIVAS CURRICULARES E TEÓRICAS EM UMA EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL REALIZADA NO INTERIOR DA PARAÍBA

  • Raphael Dantas de Oliveira UFRN
  • Renilson Nóbrega Gomes
  • Celso Ferrarrezi Junior
Palavras-chave: Ensino de língua materna; Oralidade. Relato; Podcast; Vídeo.

Resumo

RESUMO: A fala, enquanto fenômeno linguístico relevante, recebeu atenção para tratamento teórico e didático-pedagógico em sala de aula, na educação básica, mais tardiamente do que a escrita. O desprezo à fala como conteúdo curricular relevante ocorreu, provavelmente, por se acreditar que o sujeito a adquire natural e suficientemente em seu círculo social próximo. Isso denotava que os alunos recorriam à escola exclusivamente para aprender a escrever. Todavia, perspectivas curriculares inauguradas, no Brasil, em 1998, com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (PCN-LP), bem como a mais recente Base Nacional Comum Curricular (BNCC), têm proposto que a oralidade seja abordada em ambiente escolar com foco em situações que exigem um tratamento sistemático. Assim, propomos que o alinhamento dos dizeres curriculares supracitados com os conceitos postulados por estudiosos do campo da linguagem pode favorecer um trabalho mais produtivo com a oralidade nas aulas de Língua Portuguesa. Em função disso, relatamos um trabalho de sala de aula realizado no interior da Paraíba, em que fizemos usos de dois gêneros modernos (o podcast e o vídeo) associados à poesia, tomando como base as considerações teóricas de Antunes (2009), Carvalho e Ferrarrezi Jr. (2018), entre outros. Objetivamos demonstrar que a fala, em contexto escolar, exige a escolha de gêneros discursivos adequados e variados, além de orientações metodológicas sistemáticas para um ensino produtivo, isso tudo devidamente correlacionado a objetivos educacionais claros, aproximando o tratamento escolar da fala ao que se efetiva com os gêneros escritos.

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Referências

ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

BRASIL, Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017.

BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CARVALHO, Robson Santos de; FERRARREZI JR., Celso. Oralidade na educação básica: o que saber, como ensinar. 1ª ed. São Paulo: Parábola, 2018.

Conceito de vídeo. Disponível em: . Acessado em: 02 de janeiro de 2021.

DE PIETRO, J.-F. e WIRTHNER, M. (1996). “Oral et écrit dans les représentations des enseignants et dans les pratiques quotidiennes de la classe de français”. Tranel, 25, pp. 29-49.

DOLZ, Joaquim; SHNEUWLY, Bernard; HALLER, Sylvie. O oral como texto: como construir um objeto de ensino. IN: SHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004.

FERNÁNDEZ, Gretel Eres et al. Publicidade e propaganda: o vídeo nas aulas de língua estrangeira. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.

FERRARREZI JR., Celso. Pedagogia do Silenciamento: a escola brasileira e o ensino de língua materna. São Paulo: Parábola, 2014.

O que é Podcast?. Disponível em: . Acessado em: 02 de janeiro de 2021.
Publicado
2021-08-03
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