TRANSNACIONALISMO NEGRO: A ENCRUZILHADA DE AMEFRICAN@S

  • Geri Augusto Watson Institute Faculty Fellow- Brown University.
Palavras-chave: Interseccionalidade, Abertura epistêmica, Idéias quilombolas, Amefricanidade, Transnacionalismo negro

Resumo

Este artigo utiliza duas narrativas de jornadas pessoais de transna-cionalismo negro a partir dos escritos e das ideias de Lelia Gonzalez e Ella Baker, mulheres negras pensadoras ativistas, seminais e radicais, para refletir sobre a carga tripla enfrentada por trabalhadoras domésticas negras no Brasil e nos EUA. Consideram-se as ideias
e formas de vida da aldeia contemporânea de quilombolas pescadores e pescadoras, visto do jardim de uma marisqueira, para refletir sobre o espaço de contribuição potencial e equitativo, a práxis e o pensamento, e as aberturas epistêmicas possíveis no universo acadêmico, quando conhecimentos marginalizados e multifacetados são postos. Utilizou-se os conceitos teóricos de Amefricanidade, interseccionalidade e afeto comum, bem como a noção de encruzilhada encontrada em muitas tradições culturais do pensamento Afrodescendente.

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Biografia do Autor

Geri Augusto, Watson Institute Faculty Fellow- Brown University.

Professora Visitante de Assuntos Internacionais e Públicos e de Estudos de África e Diáspora (Africana Studies) do Watson
Institute Faculty Fellow, na Brown University

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Como Citar
AUGUSTO, G. TRANSNACIONALISMO NEGRO: A ENCRUZILHADA DE AMEFRICAN@S. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, v. 25, n. 45, 11.