MELANCÓLICO SOPRO DE VIDA: A POÉTICA DE SYLVIA PLATH E A HUMANIDADE CONFESSIONAL

Cassiane Dos Santos Alcântara

Resumo


Este subprojeto pretende discutir as relações da melancolia, como matéria lírica, na dicção poética de Sylvia Plath (1932-1963), sobretudo, quando esta revela aspectos do processo de humanização, a partir de um tom confessional a manifestar inquietações existenciais, como temas recorrentes aos artífices da palavra poética na modernidade.  A partir deste recorte, o entendimento de humanização que este trabalho acolhe perpassa em trazer o homem de volta a si mesmo, aspecto possível através do aparato poético, na medida em que possibilita observar empenhos da função humanizadora, como uma das formas de resistência e sobrevivência primordial na lírica plathiana ante aos valores utilitaristas da modernidade. Por este olhar, e, através de leituras contextuais de poemas representativos de Sylvia Plath evidencia-se a metodologia de caráter bibliográfico-documental; buscam-se evidências entre a representação da melancolia, como palavra-destroço, e a humanidade, como categorias suplementares, embora aparentemente opostas.  Portanto, para a fundamentação teórica dessa investigação foram utilizadas as reflexões de Paz (2018; 2019), Bosi (2000), Freud (2016) e Dos Santos (2009). Com base nos quais também foram analisados os poemas Elm, Event e Jiltid da poeta Sylvia Plath. Assim, a desagregação do eu-lírico plathiano transparece em versos, de modo a revelar a concepção do humano pela lente do que parece impossível.

Palavras-chave


Representações da melancolia; Sylvia Plath; Humanidade confessional; Poética anglófona.

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