Por uma infância com mais respeito: Dialogando sobre racismo sob olhares das crianças de uma escola da cidade de Ipirá, Bahia

Palavras-chave: Escola, Infância, Racismo.

Resumo

Falar do racismo praticado por crianças é falar do racismo praticado por adultos. É falar do racismo da sociedade apenas agindo de maneiras diferentes. Como professores da rede municipal de ensino, percebemos o quanto precisamos falar sobre essas temáticas no âmbito escolar, pois as relações de gênero e o racismo fazem parte da criação de imagens positivas e negativas nas relações sociais. A atividade proposta, fruto deste artigo, consistiu em entrevistas, em agosto de 2019, com alunos de uma escola, situada no município de Ipirá (BA), onde foi abordada a questão de gênero racismo e preconceito para verificar como as crianças percebem tais questões. Participaram dessa pesquisa 16 crianças do 6º ano do ensino fundamental, com idades entre 10 e 11 anos, na qual lecionamos. A técnica utilizada utilizou de artefatos lúdicos, dois bonecos (um negro e outro branco), onde cada criança respondia qual boneco ele escolheria e o porquê de sua escolha, acompanhado de perguntas que abordam a questão da pessoa negra e suas vivências.

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Biografia do Autor

Danillo Bitencourt Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
Mestre em Relações Étnicas e Contemporaneidades, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Jequié-Bahia, com área de concentração na temática das relações étnicas e sua interface com gênero/sexualidades tanto em contextos escolares quanto não-escolares em diferentes espaços-tempo. Possui graduação em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2005). Tem experiência na área de Comunicação e Direitos Humanos. Já atuou como Coordenador de Políticas LGBT do Estado da Bahia, no período de 2008 a 2011 e como Coordenador de Promoção da Cidadania e Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Prefeitura de Vitória da Conquista, Bahia, entre os anos de 2011 a 2016. Atualmente, se desafiou numa nova graduação, em Pedagogia, e nos estudos dos Direitos Humanos e Contemporaneidade, nível especialização, pela UFBA. Tem interesse em pesquisas sobre identidades, travestilidades, gêneros e sexualidades, educação.
Ana Cleide Lima Mendes, Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Licenciada em Matemática pela Universidade do Estado da Bahia e Pós-graduada em  em Gênero e Diversidade na Escola pela UFBA.

Referências

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Publicado
2020-08-04
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Seção
Relato de Experiência (práticas educativas, saberes de mestres populares)