O processo de leitura por educandos com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
situação de ensino e aprendizagem
DOI:
https://doi.org/10.30620/gz.v13n2.p73Palavras-chave:
Transtorno do espectro autista. Processo de leitura. Emparelhamento multimodelo.Resumo
Este trabalho busca analisar as estratégias e práticas pedagógicas que podem favorecer a aprendizagem da leitura em educandos com Transtorno de Espectro Autismo (TEA). A abordagem metodológica é qualitativa, do tipo empírica de natureza exploratória e visa avaliar a aprendizagem de leitura em educandos com TEA, por meio de sequência didática planejada especificamente para consciência fonológica e desenvolvida por uma das autoras com estudantes autistas em uma Instituição especializada. Tal Investigação foi desenvolvida na Associação de Pais e Amigos (APAE), em Feira de Santana-Bahia, junto a quatro estudantes da APAE com idade entre 8 e 12 anos que possuem diagnóstico de TEA, dentre os autores que subsidiaram essa discussão, destacam-se: Gomes (2015), Cunha (2016), Nunes e Walter (2016), Millan e Postalli (2019), Blanco e Glat (2077), Bosa (2019); dentre outros autores que abordam acerca da leitura por educandos com TEA, a partir de estratégias metodológicas. A presente pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), obtendo a aprovação do referido comitê através de parecer consubstanciado. Os resultados mostraram, de modo geral, que os participantes desta pesquisa responderam de forma satisfatória à proposta metodológica, por meio dos estímulos verbais, escritos, orais e visuais junto ao desenvolvimento e aprimoramento de habilidades para a aprendizagem da leitura e compreensão de palavras.
Submissão: 24 ago. 2025 ⊶ Aceite: 18 out. 2025
Downloads
Referências
ALENCAR, Helenira Fonsêca De et al. Neurodiversidade: aspectos históricos, conceituais e impactos na educação escolar. E-book VII CONEDU 2021 – Vol 02. Campina Grande: Realize Editora, 2022. Disponível em:. Acesso em: 01/10/2022 15:29
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA): DSM-5. Associação Americana de Psiquiatria. DSM-V – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, 2013.
AZEVEDO, F. (2006). Língua Materna e Literatura Infantil – Elementos Nucleares para Professores do Ensino Básico. Lisboa: Lidel.
BLANCO, Leila de Macedo Varela; GLAT, Rosana. Educação especial no contexto de uma educação Inclusiva. In: GLAT, Rosana (Org.) Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007.
BOSA, C. A. Autismo: Intervenções psicoeducacionais. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, 47-53, ano 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462006000500007&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 11 de agosto de 2019.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais– INEP. Censo escolar 2018: notas estatísticas. Brasília: INEP/MEC, 2018.
BRASIL. Lei nº 10.764, de 27 de dezembro de 2012. Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12764.htm. Acesso em: 25 de agosto de 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB 9.394 de 20 de dezembro de 1996.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: http://www.saude.gov.br. Acesso: 24 de agosto de 2019
BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF, 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 14 de agosto de 2019.
CAPOVILLA, A. G. S.; CAPOVILLA, F. C. Efeitos do treino de consciência fonológica em crianças com baixo nível sócio-econômico. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 13, n.1, p. 7-24, 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722000000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em 11 de maio de 2021.
CUNHA, Eugênio. Autismo e Inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família. 8 ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2019.
EHRI, L. C. (2013). Aquisição da habilidade de leitura de palavras e sua Influência na pronúncia e na aprendizagem do vocabulário. Em M. R. Maluf & C. Cardoso-Martins (Orgs.), Alfabetização no século XXI: Como se aprende a ler e a escrever (pp. 49–81). Porto Alegres – RS: Penso.
FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Tradução de Diana Myriam Lichtenstein et al. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
FLICK, Uwe. Uma Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Bookman, 2004.
FRADE, I. C. A. S. Métodos e didáticas de alfabetização: história, características e modos de fazer de professores: caderno do professor / Isabel Cristina Alves da Silva Frade. – Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. 72 p. – (Coleção Alfabetização e Letramento) ISBN: 85-99372-12-2. Disponível em: < http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/files/uploads/Col.%20Alfabetiza%C3%A7%C3%A3o%20e%20Letramento/Col%20Alf.Let.%2008%20Metodos_didaticas_alfabetizacao.pdf. Acesso em: 17 de junho de 2021.
GLAT, R. e NOGUEIRA, M.L.L. Políticas educacionais e a formação de professores para a educação Inclusiva no Brasil. Comunicações. Caderno do Programa de Pós-graduação em Educação, ano 10, nº 1, jun. 2003. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/viewFile/1647/1055. Acesso em 22 de agosto de 2019.
GOMES, C. G. Desempenhos emergentes e leitura funcional em crianças com transtornos do espectro autístico. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação Especial). Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Paulo, Brasil, 2007.
GOMES, C. G. Ensino de leitura para pessoas com autismo. 1 ed. – Curitiba: Appris, 2015.
GOMES, C. G.; HANNA, E. S.; SOUZA, D. G. Ensino de relações entre figuras e palavras impressas com emparelhamento multimodelo a crianças com autismo. In: Revista Brasileira de Análise do Comportamento, [S.l], v.11, n.1, set. 2016. ISSN 2526-6551. Disponível em: < https://periodicos.ufpa.br/index.php/rebac/article/view/1975>. Acesso em: 08 de junho de 2021.
GRANDIN, T. Uma visão Interior do autismo. Tradução: Jussara Cunha de Mello. New York: Plenum Press, 1992. Disponível em: http://cdifloortime.com.br/?p=2819. Acesso em: 28 jun. 2022.
LBI. Lei Brasileira da Inclusão. Estatuto da Pessoa com Deficiência. – 3. ed. – Brasília : Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2019. Disponível em: < https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/554329/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_3ed.pdf> Acesso em: 23 de setembro de 2022.
LEAL, T; ALBUQUERQUE, E. e LEITE, T. Jogos: alternativas didáticas para brincar alfabetizando (ou alfabetizar brincando?). In: MORAIS, A. G.; ALBUQUERQUE, E.B. C e LEAL, T. F. Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Recife, PE: Autêntica, 2005. Disponível em: < http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/20.pdf. Acesso em: 20 de junho de 2021.
MILLAN, A. E. e POSTALLI, L. M. M. Ensino de Habilidades Rudimentares de Leitura para Alunos com Autismo. Rev. bras. educ. espec. [online]. 2019, vol.25, n.1, pp.133-154. ISSN 1980-5470. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1413-65382519000100009. Acesso em 17 de junho de 2021.
MORAIS, A.G. Políticas de avaliação da alfabetização: discutindo a Provinha Brasil. Rev. Bras. Educ., v.17, n.51, p.551-572, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbedu/v17n51/04.pdf. Acesso em 11 de maio de 2021.
MOTA, Marielly S.; SOUZA, Gabriela B.; PACHECO, Lílian Miranda B. “Trabalho Pedagógico com Consciência Fonológica: implicações no desenvolvimento da leitura e da escrita em sujeitos com necessidades especiais. In: Questões da Educação Especial, 2018, p.187-202.
NGUYEN, N. et al. Reading comprehension and autism In the primary general education classroom. The Reading Teacher, v.69, n.1, p.71-76, 2015. Disponível em: https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://www.readingrockets.org/article/reading-comprehension-and-autism-primary-general-education-classroom&prev=search&pto=aue. Acesso em 11 de maio de 2021.
NUNES, D.; AZEVEDO e M.; SCHMIDT, C. Inclusão educacional de pessoas com Autismo no Brasil: uma revisão da literatura. Revista Educação Especial | v. 26 | n. 47 | p. 557-572 | set./dez. 2013 Santa Maria. Disponível em: http://www.ufsm.br/revistaeducacaoespecial. Acesso em 24 de agosto de 2019.
NUNES, Débora Regina de Paula; WALTER, Elizabeth Cynthia. Processos de Leitura em Educandos com Autismo: um Estudo de Revisão. Rev. bras. educ. espec. [online]. 2016, vol.22, n.4, pp.619-632. ISSN 1980-5470. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1413-65382216000400011. Acesso em 01 de maio de 2021.
SANT’ANA, I. M. Educação Inclusiva: concepções de diretores e professores. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 2, p. 227-234, mai./ago. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/pe/v10n2/v10n2a09.pdf. Acesso em 24 de agosto de 2019.
SIDMAN, M., & TAILBY, W. (1982). Conditional discrimination vs. matching to sample: An expansion of the testing paradigm. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 37, 5-22.
THEODORSON, G. A. & THEODORSON, A. G. A modern dictionary of sociology.London, Methuen, 1970.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre, RS: Artmed, 1998.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Grau Zero – Revista de Crítica Cultural

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com o seguinte termo de compromisso:
Assumindo a criação original do texto proposto, declaro conceder à Grau Zero o direito de primeira publicação, licenciando-o sob a Creative Commons Attribution License, e permitindo sua reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. Em contrapartida, disponho de autorização da revista para assumir contratos adicionais para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada, bem como permissão para publicar e distribuí-lo em repositórios ou páginas pessoais após o processo editorial, aumentando, com isso, seu impacto e citação.






