Lobato e Freire
a mediação de leitura em Fábulas sob o prisma de conceitos freireanos
DOI:
https://doi.org/10.30620/gz.v13n2.p55Palavras-chave:
Monteiro Lobato. Paulo Freire. Fábulas.Resumo
Paulo Freire (1921-1997) defendeu em sua extensa e amplamente traduzida produção teórica uma educação que desenvolvesse as potencialidades dos Indivíduos, que estimulasse a prática da liberdade, que propiciasse – em meio à sociedade capitalista, entendida como “opressora” – condições de reflexão que pudessem não só desvelar as mazelas do sistema, mas oportunizar a “conscientização”, o engajamento crítico dos Indivíduos na transformação social. Décadas antes de Freire questionar método, conteúdo, concepções e finalidade do ensino tradicional, Monteiro Lobato (1882-1948) também se preocupou com a educação nacional e, percebendo que faltavam boas histórias para serem lidas às crianças, dedicou-se à escrita, tradução, edição e publicação de histórias Infantis. Considerando que os autores tinham Interesses comuns (leitura, educação, cultura), mas se dedicaram a áreas do conhecimento distintas (Literatura e Educação/Filosofia) e que, ao expressarem suas visões de mundo, produziram gêneros textuais diferentes (texto literário e reflexões didático-pedagógicas, respectivamente), este artigo buscou responder ao seguinte questionamento: haveria semelhanças na compreensão de Monteiro Lobato e Paulo Freire sobre leitura e educação? A fim de responder a essa questão, Investigou-se a mediação de leitura representada em Fábulas (1922), de Monteiro Lobato, a partir de conceitos freireanos.
Submissão: 30 set. 2025 ⊶ Aceite: 15 out. 2025
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