“Tá na hora de brincar”: ludicidade como aspecto fundante na infância

Autores

  • Edna Bittelbrunn
  • Laís Murta Sampaio Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
  • Luna Cecconi Brandão Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
  • Maria das Graças Nogueira Fernandes de Oliveira Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
  • Maria Julia Mendes Barreto Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
  • Maria Mariana Flores Bessony de Sousa

Palavras-chave:

Ludicidade; Saúde; Psicoterapia; Intoxicação Digital.

Resumo

Resumo​:

O presente artigo foi produzido a partir da experiência teórico-prática de um seminário interdisciplinar, realizado pelos alunos do terceiro semestre do Curso de Psicologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, imbricando os componentes curriculares Processos Psicológicos e Aprendizagem, Técnicas e Prática de Investigação em Psicologia III e Desenvolvimento do Ciclo de Vida III: Criança Escolar. Esse artigo teve como objetivo elucidar questões da ludicidade, não apenas enquanto momento, mas também enquanto constância, evidenciando aspectos do brincar intrínsecos à psicologia do desenvolvimento, à psicoterapia infantil, à neuropsicologia, à saúde física e mental e à intoxicação eletrônica na contemporaneidade. Conclui-se que, tanto o brincar direcionado, quanto o brincar livre, favorecem, de forma intensa, o desenvolvimento da criança na infância. Depreende-se que o aspecto fundante para a saúde mental é a ludicidade, e, nas crianças, possivelmente, a ausência do brincar tende a prejudicar, de alguma forma, aquisições subjetivas estruturantes para suas vidas.

Palavras-chave: Ludicidade; Saúde; Psicoterapia; Intoxicação Digital.

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Referências

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Publicado

14.11.2025

Como Citar

Bittelbrunn, E., Murta Sampaio, L., Cecconi Brandão, L., Nogueira Fernandes de Oliveira, M. das G., Mendes Barreto, M. J., & Flores Bessony de Sousa, M. M. (2025). “Tá na hora de brincar”: ludicidade como aspecto fundante na infância. FORMARE: Formação De Professores. Infância. Adolescência. Juventude., 1(1), 70–84. Recuperado de https://www.revistas.uneb.br/formacce/article/view/18376