Avaliação de Desempenho e Incentivos em uma Empresa Familiar

Autores

  • Barbara Scaramussa Magnago Universidade Federal de Uberlândia
  • Lara Cristina Francisco de Almeida Fehr Universidade Federal de Uberlândia
  • Julio Orestes da Silva Universidade Federal de Goiás
  • Rosimeire Pimentel Gonzaga Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.18028/rgfc.v14i3.19485

Palavras-chave:

Medidas de Avaliação de Desempenho, Metas Estratégicas, Incentivos, Empresas Familiares, Teoria da Agência

Resumo

O objetivo do artigo foi identificar de que forma medidas de avaliação de desempenho são utilizadas para acompanhar metas estratégicas e proporcionar incentivos em uma empresa familiar. Realizou-se um estudo de caso em uma empresa do setor de atacado e distribuição, por meio de entrevistas semiestruturadas, análise de documentos e observação. Para análise dos dados, utilizou-se a análise de conteúdo. Verificou-se que a empresa utiliza medidas de avaliação de desempenho e incentivos com mais ênfase no departamento comercial. A família participa do conselho de administração, mas os cargos-chave de gestão estão delegados aos membros não familiares. Os indicadores de desempenho vinculados aos incentivos são utilizados para premiação e motivação dos funcionários, gestão de resultados, melhoria dos serviços de distribuição, etc. A pesquisa contribui com os gestores de empresas familiares, membros da família ou não, na implementação, uso e acompanhamento de medidas de desempenho e incentivos. Conclui-se que a utilização de medidas de avaliação de desempenho vinculadas a incentivos auxilia no monitoramento dos membros não familiares que estão na gestão da empresa, visando a redução de conflitos de interesse.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ACQUAAH, M. Management control systems, business strategy and performance: A comparative analysis of family and non-family businesses in a transition economy in sub-Saharan Africa. Journal of Family Business Strategy, v. 4, n. 2, p. 131-146, 2013. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jfbs.2013.03.002.

ANTUNES, M. T. P.; MARTINS, E. Capital intelectual: seu entendimento e seus impactos no desempenho de grandes empresas brasileiras. Revista Base (Administração e Contabilidade) da UNISINOS, v. 4, n. 1, p. 5-21, 2007. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/3372/337228631002.pdf.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ATACADISTAS E DISTRIBUIDORES. Anuário ABAD: 2020. Disponível em: https://abad.com.br/comunicacao/anuario-abad/.

ASTRACHAN, J. H. Strategy in family business: Toward a multidimensional research agenda. Journal of Family Business Strategy, v. 1, n. 1, p. 6-14, 2010. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jfbs.2010.02.001.

AYRANCI, E. A study on the influence of family on family businesses and its relationship to satisfaction with financial performance. 2014. Disponível em: https://dspace5.zcu.cz/handle/11025/17555.

AZOURY, A.; DAOU, L.; SLEIATY, F. Employee engagement in family and non-family firms. International Strategic Management Review, v. 1, n. 1-2, p. 11-29, 2013. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ism.2013.08.002.

BERLE, A.; MEANS, G. The Modern Corporation and Private Property. New York: Macmillan, 1932.

BLANCO-MAZAGATOS, V.; DE QUEVEDO-PUENTE, E.; DELGADO-GARCÍA, J. B. How agency conflict between family managers and family owners affects performance in wholly family-owned firms: A generational perspective. Journal of Family Business Strategy, v. 7, n. 3, p. 167-177, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jfbs.2016.07.003.

BLOCK, J. H.; JASKIEWICZ, P.; MILLER, D. Ownership versus management effects on performance in family and founder companies: A Bayesian reconciliation. Journal of Family Business Strategy, v. 2, n. 4, p. 232-245, 2011. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jfbs.2011.10.001.

BOL, J. C. Subjectivity in compensation contracting. AAA Management Accounting Section (MAS) 2006 Meeting Paper, dez. 2008. Disponível em: https://ssrn.com/abstract=771565.

BOL, J. C.; KRAMER, S.; MAAS, V. S. How control system design affects performance evaluation compression: The role of information accuracy and outcome transparency. Accounting, Organizations and Society, v. 51, p. 64-73, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.aos.2016.01.001.

CALLADO, A. A. C.; MENDES, E.; CALLADO, A. L. C. Um estudo empírico da significância das relações entre a elaboração de metas estratégicas e o uso de indicadores de desempenho. Revista Iberoamericana de Contabilidad de Gestión, v. 11, n. 21, p. 1-15, 2013. Disponível em: http://www.observatorio-iberoamericano.org/RICG/N%C2%BA_21/Antonio_Cunha,_Eulino_Mendes_y_Aldo_Cunha.pdf.

CARNEY, M. Corporate governance and competitive advantage in family–controlled firms. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 29, n. 3, p. 249-265, 2005. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1540-6520.2005.00081.x.

CHRISMAN, J. J. et al. An agency theoretic analysis of value creation through management buy-outs of family firms. Journal of Family Business Strategy, v. 3, n. 4, p. 197-206, 2012. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jfbs.2012.10.003.

CHRISMAN, J. J.; DEVARAJ, S.; PATEL, P. C. The impact of incentive compensation on labor productivity in family and nonfamily firms. Family Business Review, v. 30, n. 2, p. 119-136, 2017. DOI: https://doi.org/10.1177/0894486517690052.

CHUA, J. H.; CHRISMAN, J. J.; SHARMA, P. Defining the family business by behavior. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 23, n. 4, p. 19-39, 1999. DOI: https://doi.org/10.1177/104225879902300402.

CHUA, J. H. et al. Sources of heterogeneity in family firms: An introduction. 2012. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1540-6520.2012.00540.x.

CLEMENTE, B. C. M.; TEIXEIRA, A. L. Estágios do ciclo de vida e perfil de empresas familiares brasileiras. Revista de Administração de Empresas, v. 57, n. 6, p. 601-619, nov./dez. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rae/a/NZKd4SnnbQhW48T3kH3dSKy/?lang=pt. Acesso em: 7 jul. 2025.

COLBARI, A. Cultura da inovação e racionalidade econômica no universo do pequeno empreendimento. Interações (Campo Grande), v. 15, n. 2, p. 237-247, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S1518-70122014000200004.

COPELAND, T.; KOLLER, T.; MURRIN, J. Avaliação de Empresas-Valuation. Tradução: Maria C. S. R. Ratto. McKinsey & Company. Inc. São Paulo: Makron Books, 2000.

CORBETTA, G.; SALVATO, C. Self–serving or self–actualizing? Models of man and agency costs in different types of family firms. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 28, n. 4, p. 355-362, 2004. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1540-6520.2004.00050.x.

DAVIS, J. H.; ALLEN, M. R.; HAYES, H. D. Is blood thicker than water? A study of stewardship perceptions in family business. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 34, n. 6, p. 1093-1116, 2010. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1540-6520.2010.00415.x.

DE LIMA, R. E.; DE ARAÚJO, M. B. V.; AMARAL, H. F. Conflitos de Agência: Um estudo comparativo dos aspectos inerentes a empresas tradicionais e cooperativas de crédito. Revista de Contabilidade e Organizações, v. 2, n. 4, p. 148-157, 2008. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/2352/235217197010.pdf.

DEGENHART, L. et al. Análise dos fatores determinantes do desempenho das empresas familiares brasileiras de capital aberto listadas na BM&FBOVESPA do setor de consumo cíclico. ConTexto, v. 16, n. 33, p. 74-89, 2016. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/ConTexto/article/view/62860.

DENISON, D.; LIEF, C.; WARD, J. L. Culture in family-owned enterprises: Recognizing and leveraging unique strengths. Family Business Review, v. 17, n. 1, p. 61-70, 2004. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1741-6248.2004.00004.x.

DUTRA, C. A. F. A Prática da Avaliação de Desempenho em uma Organização de Telecomunicações: um estudo de caso sobre as compreensões dos gestores. Administração de Empresas em Revista, v. 2, n. 20, p. 38-65, 2020.

FELTHAM, G. A.; XIE, J. Performance measure congruity and diversity in multi-task principal/agent relations. Accounting Review, p. 429-453, 1994.

GONZAGA, R. P.; YOSHINAGA, C. E.; JUNIOR, W. E. Relação entre os sistemas de incentivos oferecidos aos gestores e desempenho das empresas brasileiras. Contabilidade Vista & Revista, v. 24, n. 3, p. 103-118, 2013.

HANCOCK, A. M. et al. College students and credit card use: The role of parents, work experience, financial knowledge, and credit card attitudes. Journal of Family and Economic Issues, v. 34, n. 4, p. 369-381, 2013. DOI: https://doi.org/10.1007/s10834-012-9338-8.

HOFFMAN, L. et al. Assessing family outcomes: Psychometric evaluation of the beach center family quality of life scale. Journal of Marriage and Family, v. 68, n. 4, p. 1069-1083, 2006. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2006.00314.x.

JENSEN, M. C.; MECKLING, W. H. Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, v. 3, n. 4, p. 305-360, 1976.

KARRA, N.; TRACEY, P.; PHILLIPS, N. Altruism and agency in the family firm: Exploring the role of family, kinship, and ethnicity. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 30, n. 6, p. 861-877, 2006. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1540-6520.2006.00157.x.

KRAUTER, E. Remuneração de executivos e desempenho financeiro: um estudo com empresas brasileiras. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC), v. 7, n. 3, 2013. DOI: https://doi.org/10.17524/repec.v7i3.988.

LONG, R. J.; FANG, T. Do employees profit from profit sharing? Evidence from Canadian panel data. ILR Review, v. 65, n. 4, p. 899-927, 2012. DOI: https://doi.org/10.1177/001979391206500406.

MARQUEZAN, L. H. F.; DIEHL, C. A.; ALBERTON, J. R. Indicadores não financeiros de avaliação de desempenho: análise de conteúdo em relatórios anuais digitais. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 16, n. 2, 2013.

MILLER, D.; LE BRETON-MILLER, I. Management insights from great and struggling family businesses. Long Range Planning, v. 38, n. 6, p. 517-530, 2005. DOI: https://doi.org/10.1016/j.lrp.2005.09.001.

MILLER, D.; FRIESEN, P. H. Porter’s (1980) generic strategies and performance: An empirical examination with American data - Part I: Testing Porter. Organization Studies, v. 7, n. 1, p. 37-55, 1986. DOI: https://doi.org/10.1177/017084068600700103.

MOORES, K. Paradigms and theory building in the domain of business families. Family Business Review, v. 22, n. 2, p. 167-180, 2009. DOI: https://doi.org/10.1177/0894486509333372.

MOREIRA, L. V. M.; FREZATTI, F. O papel do sistema de controle Gerencial na transição entre estágios do ciclo de vida organizacional em uma empresa Familiar. Revista Universo Contábil, v. 15, n. 1, p. 65-84, 2019. DOI: 10.4270/RUC.2019104.

ORO, I. M.; LAVARDA, C. E. F. Interface between management control systems and strategy and performance measures in a family business. Revista Contabilidade & Finanças, v. 30, n. 79, p. 14-27, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1808-057x201806490.

PAGLIARUSSI, M. S.; COSTA, C. Identity in family firms: A theoretical analysis of incentives and contracts. BAR-Brazilian Administration Review, v. 14, n. 3, 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/1807-7692bar2017170004.

PATEL, P. C.; CHRISMAN, J. J. Risk abatement as a strategy for R&D investments in family firms. Strategic Management Journal, v. 35, n. 4, p. 617-627, 2014. DOI: https://doi.org/10.1002/smj.2119.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Boletim Observatório MPE: 2019. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/estudos_pesquisas/boletim-observatorio-mpedetalhe59,a7de8d63b1152710VgnVCM1000004c00210aRCRD.

SILVA, J. O. D. Remuneração variável de executivos em empresas familiares brasileiras. 2015. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

SPECKBACHER, G.; WENTGES, P. The impact of family control on the use of performance measures in strategic target setting and incentive compensation: A research note. Management Accounting Research, v. 23, n. 1, p. 34-46, 2012. DOI: https://doi.org/10.1016/j.mar.2011.06.002.

YIN, R. K. Estudo de Caso: Planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman Editora, 2015.

Downloads

Publicado

12/11/2025