Qualidade de Vida no Trabalho Presencial e Remoto: Análise de Escalas de Mensuração

Autores

  • Ana Luiza Leite UDESC
  • Mario Cesar Barreto Moraes UDESC

DOI:

https://doi.org/10.18028/rgfc.v14i2.13862

Palavras-chave:

Qualidade de Vida no Trabalho, Qualidade de Vida no Teletrabalho, Escala, Mensuração

Resumo

A qualidade de vida no trabalho, seja presencial ou remoto, apresenta possibilidades de diferentes formas de mensuração devido a sua subjetividade e complexidade. Logo, o objetivo deste artigo consiste em analisar a construção de escalas de mensuração sobre a qualidade de vida no trabalho e teletrabalho, verificando sua adequação metodológica.  Uma vez que a seleção de um instrumento sobre qualidade de vida no trabalho/teletrabalho para uma pesquisa empírica, precisa ser coesa quanto ao significado do termo, à linguagem e à cultura em que o estudo será realizado e às propriedades psicométricas (confiabilidade e validade). Com uma revisão da literatura, verificaram-se cinco estudos desenvolvidos para mensurar a qualidade de vida no trabalho, entre os anos de 2007 e 2018, e um estudo que mensura a qualidade de vida no teletrabalho, de 2020. Conclui-se que o desenvolvimento de escalas sobre a Qualidade de Vida no Trabalho e Teletrabalho ainda é um desafio, pois, embora possua uma razoável quantidade de escalas sobre o tema, ainda se observa a carência de escalas que atendam aos interesses práticos dos pesquisadores, de forma validada. Esta pesquisa pode auxiliar pesquisadores sobre a temática, ao apresentar a contribuição e o desenvolvimento de instrumentos sobre qualidade de vida no trabalho, indicando pontos positivos e negativos.

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Biografia do Autor

Ana Luiza Leite, UDESC

Universidade do Estado de Santa Catarina

Mario Cesar Barreto Moraes, UDESC

Universidade do Estado de Santa Catarina

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Publicado

09/05/2025