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				<journal-title>Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e Contemp.</abbrev-journal-title>
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				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
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					<subject>APRESENTAÇÃO</subject>
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				<article-title>APRESENTAÇÃO<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref></sup></article-title>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic"><day>20</day><month>11</month><year>2025</year></pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2024</year>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
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		<p>O dossiê <italic>Educação Popular nas Universidades Latino-Americanas</italic> apresenta como objetivo refletir sobre os processos de Educação Popular na pesquisa, no ensino e na extensão em universidades latino-americanas, em defesa de uma educação transformadora. Educação Popular compreendida como processo em função dos espaços e dos contextos históricos em que se realiza, por isso, heterogênea. Desta forma, o dossiê corresponde a momentos, contextos e desafios particulares, os quais são promovidos por protagonistas específicos que têm sua história, ambiente, motivações, condições e disposições próprias.</p>
		<p>O foco é para a extensão popular como possibilidade de transformação social da realidade e fortalecimento de diálogos entre universidades e movimentos sociais populares, destacados os processos de sistematização de experiências extensionistas e fomentando o debate acerca do currículo e da Cartografia de Saberes, que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Oliveira (2008)</xref>, constitui uma estratégia metodológica, a qual possibilita o mapeamento de saberes experienciados pelos sujeitos em suas práticas culturais, os quais expressam traços da história e da cultura de comunidades, mantidos pela comunicação oral, mas sem registro. Apresenta uma dimensão simbólica, permitindo a identificação das estruturas de representações dos diversos campos do saber sobre a realidade social (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Santos, 2002</xref>).</p>
		<p>Consideramos que há um papel ético-político na extensão universitária na América Latina, superando a concepção assistencialista historicamente atribuída à extensão e que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B1">Freire (1980)</xref>, precisa ter uma dimensão humanista, educativa, crítica e problematizadora, fomentando uma prática dialógica, que permita ampliar a relação das universidades com os movimentos sociais populares e, como destaca <xref ref-type="bibr" rid="B2">Holliday (2006)</xref>, possa revelar, através da sistematização de experiências, os processos formativos emancipadores, articulando de forma crítica a extensão ao ensino e à pesquisa. É importante também nas ações extensionistas, o desenvolvimento de trabalho colaborativo e em rede para a produção de conhecimento no âmbito da Educação Popular e da Extensão Crítica e Popular.</p>
		<p>Os textos dos artigos e seção de estudo trazem para debate questões sobre a pesquisa, o ensino e a extensão nas universidades em diferentes contextos, envolvendo projetos de educação popular, experiências de universidades interculturais e articulação com os movimentos sociais. A entrevista com o professor Carlos Rodrigues Brandão é uma homenagem póstuma que fazemos ao grande educador e pesquisador brasileiro pelo trabalho realizado na Educação Popular.</p>
		<p>Este dossiê é constituído por 20 artigos, 01 entrevista e 01 seção de estudo, com a participação de 41 pesquisadores/as, sendo 10 internacionais e 31 nacionais. As sínteses dos artigos, entrevista e seção de estudo a seguir, contribuem para que a leitora e o leitor tenham uma visão geral do que será encontrado em termos de estudos no dossiê.</p>
		<p>O artigo <italic>Descolonizar las fronteras de la universidad: pensamento situado y afinidades parciales,</italic> elaborado por Leidy Carolina Cardona Hernández e Carlos Mario Fisgativa Sabogal, visa identificar os desafios epistemológicos e institucionais para as Ciências Sociais e Humanas nas universidades perante o capitalismo cognitivo, as violências estruturais e epistêmicas, implicadas na produção de conhecimento. No artigo, os autores utilizam aportes da teoria decolonial, epistemologias feministas, enfoques interseccionais, como rotas político-emancipatórias para a investigação e a extensão social nas instituições de ensino superior.</p>
		<p>Samuel H. Carvajal Ruiz propõe, no artigo <italic>Universidad, investigación y educación popular: marchas y contramarchas de uma institución assediada</italic>, refletir sobre a universidade atual, seus conflitos, tensões e resistências, buscando identificar as possibilidades de a universidade assumir o compromisso com a transformação social, transitando por outras políticas acadêmicas e lógicas epistemológicas, entre as quais está a educação popular.</p>
		<p>No artigo <italic>A universidade popular das madres de Plaza de Mayo: as transições e continuidade da luta</italic>, Ivandilson Miranda Silva e Luciano Costa Santos apresentam o histórico desta Universidade popular e seu processo de transição para Universidade Nacional. Os autores apontam ainda no estudo a importância da consolidação de Universidades Populares no Brasil.</p>
		<p>Danielle Bastos Lopes e Héctor Muñoz Cruz, no artigo <italic>Universidades indígenas: interlocuções com a Universidad autónoma comunal de Oaxaca - México,</italic> realizam uma análise etnográfica desta Universidade intercultural, considerada como uma das maiores universidades indígenas do país. Os autores debatem acerca dos desafios das universidades interculturais como alternativas ao modelo oficial de Instituições universitárias.</p>
		<p>O artigo <italic>A pesquisa na educação popular freireana em uma universidade latino-americana,</italic> elaborado por Ivanilde Apoluceno de Oliveira, Kássya Christinna Oliveira Rodrigues e Teresa Christina da Cruz Bezerra, objetiva analisar a contribuição da educação popular de Freire às pesquisas no ensino superior, tendo como base as categorias freireanas presentes em três estudos vinculados a um grupo de pesquisa de educação popular de uma universidade na Amazônia Paraense. O pensamento de Freire contribui para a realização de pesquisas colaborativas, críticas e dialógicas, as quais permitem aos atores da educação ser partícipes do processo de investigação.</p>
		<p>Maria do Socorro da Silva Arantes e Roger Adan Chambi Mayta, em <italic>Educação popular como prática de pesquisa na internacionalização da ciência indígena (Brasil-Bolívia,)</italic> analisam as dinâmicas organizativas do projeto de pesquisa, sob a ótica da Educação Popular como prática de pesquisa na internacionalização de pesquisas indígenas entre Brasil e Bolívia. O estudo revela que a Educação Popular fortalece as pesquisas indígenas na pós-graduação, fundamenta a construção de uma matriz de ciência indígena no contexto das universidades latino-americanas e evidencia os desafios na execução das missões de estudo para internacionalização das pesquisas.</p>
		<p>Fábio André Diniz Merladet e Edite Maria da Silva de Faria, no artigo <italic>Poderá a universidade ser popular? A experiência da Universidade Popular dos Movimentos Sociais,</italic> buscam compreender como se dão as relações entre a educação popular e a universidade, tendo como referência o estudo de caso alargado da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), tendo como base as epistemologias do Sul e a ecologia de saberes. Destacam o estudo que a experiência da UPMS pode oferecer contribuições para o desafio de se pensar uma universidade popular, por meio da busca de complementariedade entre a pedagogia do oprimido e a pedagogia da articulação, de modo a reinventar a proposta de Paulo Freire, atualizando-a diante dos desafios do presente.</p>
		<p>O artigo <italic>Projeto rede cooperativa de ensino, pesquisa e extensão em escolas de educação básica (RECEPE): a formação continuada como movimento de resistência propositiva popular,</italic> de Tiago Zanquêta de Souza e Gercina Santana Novais, tem por objetivo apresentar os resultados das análises dos processos educativos e formativos de professores/as em decorrência de sua formação continuada na pandemia de Covid-19, destacando indícios da expressão da resistência propositiva popular.</p>
		<p>Lais Silveira Fraga, em <italic>Extensão universitária e educação popular: a perspectiva da extensão popular,</italic> reflete sobre a perspectiva da Extensão Popular na atual conjuntura, por meio da análise dos textos de seu principal autor José Francisco de Melo Neto da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Interessa, especialmente, conhecer os fundamentos e as bases teóricometodológicas desta perspectiva extensionista em diálogo com o seu contexto de formulação e como ela se desdobra a partir de novas questões e de novas lutas que o contexto atual apresenta.</p>
		<p>Agustín Cano e Cecilia Sánchez, em <italic>Educación popular y extensión universitaria: rastros teóricos y nodos críticos a partir de la experiencia</italic>, abordam o tema das relações entre educação popular e universidade a partir da experiência do Núcleo de Educação e Território do Programa Integral Metropolitano (PIN) da Udelar (Uruguay). Os autores buscam identificar os nós críticos desta relação, identificando trajetos comuns, relações dialéticas e conceptualizações cruzadas, chamando atenção para o problema da articulação.</p>
		<p>O artigo <italic>Extensão popular universitária: a educação popular latino-americana como referencial,</italic> de André Luís Nunes dos Santos e Aline Maria Batista Machado, debate o papel da extensão popular universitária no âmbito da América Latina, bem como evidencia novas possibilidades práticas, embasadas na perspectiva da Educação Popular.</p>
		<p>Renan Soares de Araújo e Pedro José Santos Carneiro Cruz, em <italic>A pesquisa em extensão popular no Programa de Pós-graduação em Educação da UFPB,</italic> refletem sobre aspectos epistemológicos e metodológicos da pesquisa em extensão popular produzida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), da Universidade Federal da Paraíba. O estudo revela que as produções do PPGE se utilizam de diferentes fundamentos epistemológicos e teórico-metodológicos, evocando a possibilidade de produção de conhecimentos alinhados com o entendimento da pesquisa como um instrumento em favor da compreensão da realidade e da transformação das próprias práticas.</p>
		<p>No artigo <italic>Cátedras Unesco: um lugar para a educação popular na universidade?,</italic> Carolina Schenatto da Rosa e Danilo Romeu Streck investigam o papel político e pedagógico das Cátedras UNESCO na promoção da educação popular e na construção de uma cidadania global crítica, tomando como exemplo a Cátedra UNESCO de Educação para a Cidadania Global e Justiça Socioambiental, sediada na Universidade de Caxias do Sul. Destacam o potencial da Cátedra UNESCO em transformar a universidade e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.</p>
		<p>Em <italic>Formação em economia solidária e educação popular: aproximações e desafios</italic>, Ana Maria Pereira Puton e Odilon Luiz Poli destacam a importância da Educação Popular na consolidação de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES). Os resultados indicam que as práticas de Educação Popular foram fundamentais para a viabilização dos empreendimentos, bem como promoveram avanços nas condições e vida dos sujeitos.</p>
		<p>Julieta Borges Lemes Sobral, Renato Hilário dos Reis e Maria Clarisse Vieira, no artigo <italic>Diálogo-dialético na EJA: parceria entre universidade, movimento popular e escola pública,</italic> analisam o processo de dialogia-dialética entre a Educação Popular e a Educação de Jovens e Adultos em uma Escola Pública no Distrito Federal, por meio da parceria histórica que se realiza desde 1985 entre o Grupo de Ensino-Pesquisa-Extensão em Educação Popular e Estudos Filosóficos e Histórico-Culturais - GENPEX/UnB e Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá - CEDEP.</p>
		<p>O artigo <italic>Jovens voluntários(as) em um cursinho popular universitário: os sentidos da experiência</italic> de Izabella Rodrigues Alves, Symaira Poliana Nonato e Geraldo Magela Pereira Leão aborda as experiências de jovens que atuaram como voluntários(as) em um cursinho popular de uma universidade pública. As autores baseiam-se em dados de uma pesquisa sobre as trajetórias, os contextos de vida, as vivências e os significados que esses(as) jovens atribuíam à atuação de cada um(a) nessa experiência de extensão universitária. A análise partiu da discussão de referências teóricas acerca da Sociologia da Juventude e da experiência social.</p>
		<p>Gilian Gardia Magalhaes Brito e Claudiana Nogueira de Alencar, no artigo <italic>Jogos de amorosidade e sistematização de experiências em cursinho popular,</italic> divulgam a sistematização de experiências coletivamente refletidas a partir de práticas discursivo-pedagógicas de participantes de um cursinho popular, na periferia de Fortaleza-CE, criado a partir de diálogos entre universidade e comunidade, numa perspectiva cartográfica, como projeto de extensão comunitária integralmente desenvolvido como atividade de ensino e pesquisa.</p>
		<p>O artigo <italic>Educación popular y formación de educadores de jóvenes y adultos: desafíos emancipadores,</italic> de Maria Victoria González Peña e Leôncio José Gomes Soares, trata da presença e da contribuição da Educação Popular na formação de educadores de jovens e adultos no Brasil. O estudo aponta a necessidade de retomar propostas formativas que contribuam para desmontar a descolonização educativa na universidade e em particular na formação de professores.</p>
		<p>Ana Luisa Alves Cordeiro, no artigo <italic>Intelectuais negras insurgentes, interseccionalidades e educação para emancipação humana</italic>, analisa o Projeto de Extensão <italic>Oyá Ciclo Formativo em Feminismos Negros</italic>, realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Relações Raciais e Educação, no âmbito do Programa de Extensão Ação Afirmativa no Ensino Superior: articulações de vivências e saberes na UFMT - Edição 2023.</p>
		<p>Claudecir dos Santos e Camila Grosseli, no artigo <italic>Mais uma vez convocados: ecos de Florestan Fernandes na simbiose entre universidade, movimentos sociais e transformação social da realidade,</italic> refletem e resgatam ideias e ações do sociólogo, docente e político brasileiro, Florestan Fernandes, com o intuito de perceber, a partir das proposições do autor, os desafios para a efetivação de um projeto de universidade popular. Os autores apresentam o caso da Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, instituição oriunda da luta de movimentos sociais, estruturada como uma universidade popular interiorana.</p>
		<p>A entrevista <italic>Educação popular, universidade e trajetória na educação</italic> foi realizada por Fernanda dos Santos Paulo com o educador Carlos Rodrigues Brandão (<italic>in Memoriam</italic>), em 10 de junho de 2016, no aeroporto de Porto Alegre. A conversa e a entrevista com Brandão apresentada foi essencial para o delineamento teórico e metodológico da tese da entrevistadora, proporcionando reflexões valiosas sobre a trajetória da Educação Popular freireana no contexto universitário.</p>
		<p>E, por fim, fechamos esse número com o artigo <italic>Escolarização e precarização de jovens e adultos trabalhadores da periferia fluminense,</italic> na Seção Estudos, de Marcos Vinicius Reis Fernandes e Eveline Bertino Algebaile. O artigo promove a reflexão sobre a precarização do trabalho e sua relação com o processo de escolarização da juventude da classe trabalhadora a partir das bases teórico-metodológicas do materialismo histórico dialético.</p>
		<p>Esperamos que o dossiê contribua para a democratização do conhecimento comprometido e compromissado com a boniteza da vida, buscando ampliar a relação das universidades com os movimentos sociais populares e cuja sistematização de experiências revelem processos formativos humanos e emancipadores.</p>
		<p>Prezada leitora e prezado leitor, desejamos uma excelente leitura!</p>
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				<p> Revisão gramatical Profª Alessandra Paula Teixeira Rios de Almeida. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://orcid.org/0000-0002-5203-6780">https://orcid.org/0000-0002-5203-6780</ext-link>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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				<mixed-citation>FREIRE, Paulo. <bold>Extensão ou comunicação?</bold> 5ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Holliday, Oscar Jara. <bold>Para sistematizar experiências</bold>. RESENDE, Maria Viviana V. (trad.). 2. ed., Revista Brasília: MMA, 2006. 128 p.; 24. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.edpopsus.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/oscar-jara-para-sistematizarexperic3aancias1.pdf">http://www.edpopsus.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/oscar-jara-para-sistematizarexperic3aancias1.pdf</ext-link> Acesso em: 28 nov 2024.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno de (Org). <bold>Cartografias ribeirinhas:</bold> saberes e representações sobre práticas sociais de alfabetizandos amazônidas. 2ed. Belém: Eduepa, 2008.</mixed-citation>
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