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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">faeeba</journal-id>
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				<journal-title>Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e
					Contemp.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2358-0194</issn>
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				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
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					<subject>EDITORIAL</subject>
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				<article-title>EDITORIAL</article-title>
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						<surname>Rios</surname>
						<given-names>Jane Adriana Vasconcelos Pacheco</given-names>
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				<institution content-type="orgname">FAEEBA</institution>
				<institution content-type="original">Editora Científica, Revista da
					FAEEBA</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>20</day>
				<month>11</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>33</volume>
			<issue>76</issue>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
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		<p><italic>Educação Popular nas Universidades Latino-americanas</italic> é o tema do novo
			Dossiê da Revista da FAEEBA. Uma relação histórica, política, polissêmica. Paulo Freire,
			Carlos Brandão e tantos outros autores e autoras vão inspirando a construção desta
			produção em movimentos dialógicos de construção de pedagogias emancipatórias,
			libertárias e humanizadoras.</p>
		<p>Os povos latino-americanos, em seu processo histórico, estiveram movidos pela busca por
			uma Educação Popular que traduzisse pertencimentos comunitários e, sobretudo,
			enfrentamentos aos processos de colonização. Ao longo dos tempos, a Educação Popular vem
			se refundando e renovando a partir de experiências com os sindicatos, povos do campo,
			movimento negro, povos originários, andinos, indígenas, mulheres, comunidades LGBTQI+,
			imigrantes, povos da periferia, redes e coletivos docentes, bem como associações
			comunitárias - perspectivas plurais, integradas num mosaico da produção de outras
			narrativas e práticas cotidianas que constituem e atravessam processos civilizatórios
			contracoloniais para compor um <italic>pensar-saber-viver</italic> da Educação Popular.
			Assim, a Educação Popular se fortalece como movimento político ao reconhecer saberes
			insurgentes e a construção democrática e horizontalizada do conhecimento. Nesse sentido,
			pensar a Educação Popular na Contemporaneidade significa também mobilizar uma
			onto-epistemologia do habitar as Universidades pelos processos de (re)existência dos
			povos latinos.</p>
		<p>A abordagem da Educação Popular freiriana fundamenta-se em uma educação constituída em
			práticas, estratégias e metodologias que produzem outras epistemes, apoiadas nas
			diferentes formas de viver em que o ato de conhecer ‒ baseado no conceito de
				<italic>curiosidade epistemológica</italic> ‒ é uma possibilidade fundante para o
			processo de resistência à desumanização. O projeto político-epistemológico iniciado por
			Freire ao longo de sua trajetória como educador na América Latina ajuda-nos a pensar o
			movimento contracolonial articulado aos projetos coletivos de educação que nascem da
			insubmissão às práticas educativas forjadas na colonialidade e seus desdobramentos na
			produção de saberes pedagógicos construídos na relação
			comunidade-escola-universidade.</p>
		<p>Com essa inspiração freiriana, convidamos nossos(as) leitores e leitoras a encerrar 2024
			com a perspectiva do <italic>esperançar,</italic> reconhecendo a fecundidade política da
			Educação Popular na América Latina em diálogo e produção com diferentes saberes, em prol
			da construção de novas utopias traduzidas nos <italic>inéditos viáveis</italic>.</p>
		<p>Dezembro de 2024.</p>
		<p><italic>Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Rios</italic></p>
		<p><bold>Editora Científica</bold></p>
		<p><italic>Revista da FAEEBA</italic></p>
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