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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">faeeba</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e
					Contemp.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2358-0194</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
			</publisher>
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			<article-id pub-id-type="doi"
				>10.21879/faeeba2358-0194.2024.v33.n76.p205-226</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
				</subj-group>
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			<title-group>
				<article-title>A PESQUISA EM EXTENSÃO POPULAR NO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
					EDUCAÇÃO DA UFPB</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>RESEARCH IN POPULAR EXTENSION IN THE UFPB POST-GRADUATE PROGRAM IN
						EDUCATION</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>INVESTIGACIÓN EN EXTENSIÓN POPULAR EN EL PROGRAMA DE POSTGRADO EN
						EDUCACIÓN DE LA UFPB</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-3477-638X</contrib-id>
					<name>
						<surname>Araújo</surname>
						<given-names>Renan Soares de</given-names>
					</name>
					<bio>
						<p><sup>*</sup> Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da
							Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Membro do Grupo de Pesquisa em
							Extensão Popular - EXTELAR/UFPB. João Pessoa, Paraíba, Brasil. E-mail:
								<email>rsdahc@hotmail.com</email>
						</p>
					</bio>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-0610-3273</contrib-id>
					<name>
						<surname>Cruz</surname>
						<given-names>Pedro José Santos Carneiro</given-names>
					</name>
					<bio>
						<p><sup>**</sup> Doutor em Educação pela Universidade Federal da Paraíba -
							UFPB. Professor do Curso de Medicina da UFPB e do Programa de
							Pós-Graduação em Educação da UFPB. Líder do Grupo de Pesquisa em
							Extensão Popular - EXTELAR/UFPB. João Pessoa, Paraíba, Brasil. E-mail:
								<email>pedrojosecruzpb@yahoo.com.br</email>
						</p>
					</bio>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
				</contrib>
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			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Paraíba</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>20</day>
				<month>11</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>33</volume>
			<issue>76</issue>
			<fpage>205</fpage>
			<lpage>226</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>11</day>
					<month>06</month>
					<year>2024</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>22</day>
					<month>08</month>
					<year>2024</year>
				</date>
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				<license license-type="open-access"
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Este artigo aborda aspectos epistemológicos e metodológicos da pesquisa em
					extensão popular produzida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação
					(PPGE), da Universidade Federal da Paraíba. Para tanto, realizouse uma
					investigação epistemológica - pesquisa sobre a pesquisa -, com abordagem
					qualitativa dos dados, na perspectiva de compor um estado da arte. Como
					resultado, verifica-se que as pesquisas em extensão popular são
					predominantemente de abordagem qualitativa, prevalecendo o desenvolvimento de
					modalidades de pesquisa participativas, tendo a dialética como método mais
					empregado e o referencial teórico de autores variados, sendo Paulo Freire uma
					unanimidade. Por fim, conclui-se que as produções do PPGE se utilizam de
					diferentes fundamentos epistemológicos e teórico-metodológicos, evocando a
					possibilidade da produção de conhecimentos alinhados com o entendimento da
					pesquisa como um instrumento em favor da compreensão da realidade e
					transformação das próprias práticas.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This article discusses the epistemological and methodological aspects of research
					in popular extension produced within the Post-graduate Program in Education at
					the Federal University of Paraíba. For this purpose, an epistemological
					investigation - research on research - was conducted, employing a quantitative
					approach, with the objective of establishing a state-of-the-art. As a result,
					itis found that research in popular extension is predominantly qualitative in
					approach, with a prevalence of participatory research modalities. The
					dialectical method is the most commonly employed, and a variety of theoretical
					references are used, with Paulo Freire being a unanimous choice. Finally, it is
					concluded that the production of Program utilize different epistemological and
					theoreticalmethodological foundations. This evokes the possibility of producing
					knowledge aligned with the understanding of research as an instrument for
					comprehending reality and potentially transforming practices.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<p>Este artículo aborda aspectos epistemológicos y metodológicos de la investigación
					en extensión popular producida en el ámbito del Programa de Posgrado en
					Educación, de la Universidad Federal de Paraíba. Para ello, se realizó una
					investigación epistemológica - investigación sobre la investigación -, con el
					objetivo de componer un estado del arte. Como resultado, parece que la
					investigación en extensión popular es de carácter predominantemente cualitativo,
					prevaleciendo el desarrollo de modalidades de investigación participativa, con
					la dialéctica como método más utilizado y el marco teórico de variados autores,
					siendo unánime Paulo Freire. Finalmente, se concluye que las producciones del
					Programa utilizan diferentes fundamentos epistemológicos y
					teórico-metodológicos, evocando la posibilidad de producir conocimiento alineado
					con la comprensión de la investigación como instrumento a favor de la
					comprensión de la realidad y la transformación de las propias prácticas.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Extensão universitária</kwd>
				<kwd>Educação popular</kwd>
				<kwd>Pós-graduação</kwd>
				<kwd>Metodologia científica</kwd>
				<kwd>Epistemologia.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>University Extension</kwd>
				<kwd>Popular Education</kwd>
				<kwd>Postgraduate</kwd>
				<kwd>Scientific aMethodology</kwd>
				<kwd>Epistemology.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>Extensión universitaria</kwd>
				<kwd>Educación popular</kwd>
				<kwd>Posgraduación</kwd>
				<kwd>Metodologia científica</kwd>
				<kwd>Epistemología.</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref></sup></title>
			<p>Ao ter em vista que, no contexto brasileiro, o espaço da pós-graduação
					<italic>stricto sensu</italic> tornouse o lugar privilegiado da formação de
				quadros de pesquisadores/as, ressalta-se que isso tem demandado uma maior atenção e
				cuidado à prática da pesquisa científica no âmbito dos programas de pós-graduação,
				exigindo destes cada vez mais rigorosidade, monitoramento e análises internas e
				externas. Trazendo o debate especificamente para a área da educação, a preocupação
				com a qualidade e a eficácia das investigações tem ganhado contornos cada vez
				maiores, na perspectiva de avaliar a sua correspondência com as demandas da
				realidade educacional concreta e de compreender a sua utilidade, bem como de
				identificar se as suas prioridades estão dirigidas para colaborar com a
				transformação da realidade ou para a manutenção das condições desiguais que ainda
				imperam na atualidade (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sanchez-Gamboa,
				2012</xref>).</p>
			<p>Ao enfatizar a necessidade de ampliação do debate científico no cenário da
				pós-graduação, <xref ref-type="bibr" rid="B30">Sanchez-Gamboa (2012)</xref> sublinha
				que, muitas vezes, a questão girou em torno da análise e da discussão sobre os
				métodos e técnicas aplicados nas pesquisas educacionais, e quase nada acerca dos
				seus pressupostos epistemológicos. Por isso, esse autor destacava constantemente a
				importância da necessária articulação lógica entre os pressupostos epistemológicos e
				metodológicos, o que, obviamente, envolve as teorias, as técnicas, dentre outros
				elementos atinentes ao desenvolvimento de uma pesquisa científica.</p>
			<p>Ainda segundo <xref ref-type="bibr" rid="B30">Sanchez-Gamboa (2012)</xref>, os
				estudos epistemológicos possuem fundamental importância, na medida que toda prática
				de investigação científica possui uma teoria do conhecimento, tenha o/a
				pesquisador/a consciência disso ou não. Inclusive, porque tais teorias
				fundamentarão, por exemplo, a concepção acerca da relação sujeito/objeto, em que
				grau a historicidade dos fatos será levada em conta ou não, a forma que a realidade
				será interpretada - se de forma estática ou dinâmica -, dentre outras questões que
				alicerçam epistemológica e metodologicamente a pesquisa e o processo de construção
				de conhecimento científico.</p>
			<p>Em face das considerações expostas, este artigo objetiva apresentar os resultados da
						investigação<sup><xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref></sup> sobre a
				pesquisa em extensão popular elaborada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em
				Educação (PPGE), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), explicitando as
				abordagens teórico-metodológica e as tendências epistemológicas, compondo um estado
				da arte do que tem sido produzido no referido programa.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Algumas questões acerca da pesquisa em extensão popular</title>
			<p>No contexto do ensino superior brasileiro, o tripé ensino-pesquisa-extensão tem sido
				destacado como elemento primordial. A indissociabilidade entre essas três dimensões
				estruturantes da universidade pública possibilita a interação social da instituição
				e a apreensão das demandas emergentes. Isso explicita seu papel estratégico na
				colaboração para o desenvolvimento local e na construção de iniciativas
				investigativas que produzam conhecimentos úteis à transformação da realidade e à
				melhoria da vida em sociedade. Tais conhecimentos também servem para alimentar o
				ensino, tornando-o contextualizado e com maior aplicabilidade prática.</p>
			<p>Acerca disso, é importante destacar que as formas de orientação e de condução de tais
				atividades não são isentas de interesses político-ideológicos objetivos; pois elas
				expressam também as diferentes concepções sobre o papel das instituições
				universitárias em sua relação com a sociedade e de que modos e com quais
				intencionalidades se buscará constituir essas interações. Tomando como exemplo
				especificamente a dimensão da extensão, analisando-a criticamente, verifica-se a
				existência de ações extensionistas que são concebidas de distintas formas. Tais
				ações são caracterizadas tendo em vista a sua forma de proceder - como via de mão
				única ou via de mão dupla - e a sua intencionalidade - como atividade que pode ser
				reputada de um viés meramente assistencialista ou até mesmo mercantilista (<xref
					ref-type="bibr" rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12"
					>Cruz; Vasconcelos, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Melo Neto,
					2004</xref>).</p>
			<p>Na concepção assistencialista, figuram as ações de instituições universitárias que
				buscam se fazer presentes em determinados contextos com acentuada vulnerabilidade
				socioeconômica, com o objetivo de ofertar parcialmente serviços pontuais à população
				local. Essas são iniciativas que ocorrem com um tempo delimitado, implicando seu
				breve findar e completo distanciamento da realidade daquelas pessoas e grupos. Desse
				modo, as instituições de ensino superior passam a incorporar, como parte de suas
				funções, a prestação de serviços públicos que são deveres do Estado. No entanto, não
				estimulam a problematização daquela realidade nem promovem a compreensão crítica
				sobre os processos originários e estruturais que apresentam intercorrência e agem
				como promotores e mantenedores da situação limitadora e deficitária da assistência
				pública (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B13">Cruz; Vasconcelos, 2017</xref>).</p>
			<p>Já pela perspectiva denominada mercantilista, identifica-se a sujeição das
				instituições de ensino superior à lógica gestora e operacional de uma empresa, pela
				qual as exigências do mercado direcionam as prioridades da universidade, que visa
				angariar proventos financeiros e benefícios a partir de uma relação mercadológica
				com alguns setores sociais. De tal forma, as instituições universitárias subordinam
				unicamente as suas ações na perspectiva de formar profissionais com perfil
				individualista e estritamente técnico e especializado - dotados de características
				competitivas ao mercado -, bem como de ofertar conhecimentos e prestar serviços,
				apoio e suporte técnico e científico a quem pagar mais (<xref ref-type="bibr"
					rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Cruz; Vasconcelos,
					2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Ortiz-Riaga; Morales-Rubiano,
					2011</xref>).</p>
			<p>Na ótica da extensão como uma via de mão única, está incutida a ideia de que a
				instituição universitária deve estender as suas ações às camadas sociais carentes e
				desfavorecidas, como forma de colaborar com o desenvolvimento da sociedade e com a
				melhoria das condições de vida da população. Por esse ângulo, a atitude transmissiva
				e unilateral da universidade se justificaria, uma vez que esta seria o único ente
				dotado de respaldo social e confiabilidade na produção de conhecimentos,
				principalmente ao se considerar que grande parte a população é inculta e leiga e
				precisa ser educada por meio da assimilação acrítica de determinados conhecimentos
				científicos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Cruz; Vasconcelos, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B17">Fraga, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Melo Neto,
					2004</xref>).</p>
			<p>Todavia, isso, por si só, resguarda várias problemáticas, na medida que a difusão
				aleatória de conhecimentos não seria elemento suficiente, posto que a desigualdade
				social é expressão resultante do modelo de produção e de organização social da vida.
				Além de que, usualmente, isso resulta na manifestação de posturas presunçosas e em
				uma abordagem descontextualizada da realidade concreta e das problemáticas
				vivenciadas por uma imensa parcela da população, tanto mais por agir como se os
				saberes provenientes dos grupos sociais populares não possuíssem contribuição
				significativa para o devido entendimento das expressões da questão social e seu
				necessário enfrentamento e superação (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo,
					2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Cruz; Vasconcelos, 2017</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B17">Fraga, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B26">Melo Neto, 2004</xref>).</p>
			<p>Diante das contínuas críticas explicitadas a essa perspectiva de ação extensionista -
				e tendo como base todo o acumulado a partir da discussão teórico-conceitual sobre a
				dimensão da extensão universitária -, adveio a concepção da extensão como sendo uma
				via de mão dupla, que contou com empenho do Fórum de Pró-Reitores/as de Extensão das
				Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX) em sua disposição
				e na sua disseminação no mundo acadêmico brasileiro. A esse respeito, sugeria-se
				que, com essa acepção, seria possível efetuar a troca de conhecimentos entre a
				universidade e a sociedade, o que, muitas vezes, acabou não ocorrendo (<xref
					ref-type="bibr" rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26"
					>Melo Neto, 2004</xref>). Em face disso, posteriormente, o Fórum passou a fazer
				uso do termo interação dialógica como sinônimo do que viria a ser a tal compreensão
				de via de mão dupla (<xref ref-type="bibr" rid="B16">FORPROEX, 2012</xref>), após o
				acúmulo de várias críticas às noções supracitadas.</p>
			<p>Como ressaltado por <xref ref-type="bibr" rid="B18">Freire (2015)</xref> e <xref
					ref-type="bibr" rid="B39">Valla (1996)</xref>, não basta anunciar o interesse em
				ser dialógico; é preciso a existência de uma abertura e interesse autêntico em
				dialogar com o outro, uma vez que a mera prerrogativa da presença das pessoas em
				momentos de diálogo não necessariamente virá acompanhada do direito a oportunidade
				de fala e da garantia de serem verdadeiramente escutadas e consideradas em suas
				colocações. Ou seja, há situações que, mesmo intituladas democráticas, se constituem
				em monólogos disfarçados de diálogo, como se a inclusão dos sujeitos das classes
				populares em tais espaços não precisasse vir atrelada a uma efetiva participação no
				processo.</p>
			<p>Para além dessas conceituações, interessa mais ao presente estudo abordar uma
				construção teórico-prática particular, denominada extensão popular. Esta abordagem
				toma como base fundante e orientadora de suas iniciativas os princípios
				ético-políticos e os pressupostos teórico-metodológicos da concepção
				latino-americana de educação popular (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo,
					2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Araújo; Mélo; Cruz, 2021</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B12">Cruz; Vasconcelos, 2017</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B10">Cruz <italic>et al</italic>., 2021</xref>),
				posicionando-se de forma crítica perante as perspectivas extensionistas
				anteriormente referidas.</p>
			<p>A educação popular é uma teoria e prática político-pedagógica elaborada
				coletivamente, resultante do acúmulo de vários saberes, experiências e lutas
				desencadeadas junto a trabalhos sociais e pedagógicos com as populações
				subalternizadas e oprimidas da América Latina. Seu objetivo é estimular o
				engajamento necessário à construção de iniciativas que fortaleçam a solidariedade, a
				autonomia, a reflexão crítica sobre a realidade e a organização desses grupos
				sociais, com vistas ao enfrentamento e superação das condições geradoras de
				opressão. Este enfoque está alinhado com um horizonte de emancipação e transformação
				da realidade social (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B10">Cruz <italic>et al.</italic>, 2021</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Cruz; Vasconcelos, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B42">Vasconcelos, 2011</xref>).</p>
			<p>Sinopticamente, pode-se discernir que a concepção de educação popular aqui entendida
				se fundamenta na compreensão da indissociabilidade entre o educativo e o político,
				na medida em que, por meio da educação, se busca, em primeiro plano, a formação de
				sujeitos e, em último plano, o modelo de sociedade que se deseja manter ou edificar
				a partir da ação dos mesmos. Nesse sentido, <xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo
					(2022)</xref> delineia que a educação popular - especialmente em sua relação com
				a extensão popular - se expressa da seguinte forma:</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] uma proposta político-pedagógica e campo teórico-prático com dimensões
					metodológicas, epistemológicas e ético-políticas peculiares, [...] [a qual]
					parte do entendimento de que o modelo de sociedade atual deve ser superado. Para
					isso, é imprescindível que se busque, coletivamente, traçar estratégias de ação
					e pavimentar caminhos que tornem possível conquistar a emancipação social e
					humana. O que precisa se dar de forma dialógica e solidária, tendo como agentes
					desse processo de transformação social o protagonismo de todas as pessoas e
					grupos que têm sido historicamente depreciados, subalternizados, oprimidos,
					silenciados e explorados (p. 70-71).</p>
			</disp-quote>
			<p>É pertinente sublinhar que, neste artigo, será adotado o uso do termo extensão
				popular como expressão das diferentes possibilidades do pensar e fazer
				extensionista, as quais têm na perspectiva da educação popular uma das suas
				categorias fundantes. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B25">Melo Neto
					(2011)</xref>, as ações de extensão - quando fundamentadas pelos aportes
				teórico-metodológicos da concepção de educação popular - apresentam certas
				peculiaridades que as distinguem de outras abordagens mais tradicionais, como, por
				exemplo, o esforço pela manutenção de um trabalho que se dê por meio da inserção
				social permanente e que se funde em uma intencionalidade nitidamente política, sob o
				prisma de se buscar formar profissionais com um olhar diferenciado e socialmente
				comprometidos/as.</p>
			<p>Visão que é consubstanciada por <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cruz (2017)</xref> e
					<xref ref-type="bibr" rid="B42">Vasconcelos (2011)</xref>, ao sublinharem que as
				iniciativas de extensão popular têm se destacado como espaço de transformação dos
				processos formativos e de experimentação metodológica, bem como têm possibilitado o
				acúmulo de experiências e de conhecimentos capazes de anunciar a configuração de
				novos caminhos e práticas. Nesse sentido, Cruz e <xref ref-type="bibr" rid="B4"
					>Botelho (2017)</xref> assinalam que é premente que os sujeitos envolvidos com
				as práticas extensionistas identifiquem a pesquisa como uma frente de ação e um
				espaço estratégico a ser ocupado. Isso possibilita a constituição de investigações
				que encetam reflexões e alimentam a produção de conhecimentos críticos, os quais,
				por conseguinte, permitem analisar as suas respectivas realizações e refletir,
				também, a respeito da própria extensão popular em seu papel social e em sua função
				no contexto acadêmico.</p>
			<p>Acerca disso, <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cruz (2017)</xref> e <xref
					ref-type="bibr" rid="B25">Melo Neto (2011)</xref> comentam que, cada vez mais,
				os projetos e programas de extensão popular se revelam como espaço fecundo para a
				construção de conhecimentos e a estruturação de pesquisas científicas - o que têm
				alimentado a produção de novos saberes que contribuem na apreensão crítica da
				realidade e na reorientação das práticas. Portanto, distanciando-se do puro ativismo
				tão criticado por <xref ref-type="bibr" rid="B19">Freire (2013)</xref> e exprimindo
				o que <xref ref-type="bibr" rid="B25">Melo Neto (2011)</xref> delineou como “um
				jeito de pesquisar que tem uma base empírica, mas tem também humanidade” (p.
				413).</p>
			<p>A esse respeito, ressalta-se que tem se ampliado consideravelmente o número de
				publicações que tratam a respeito da extensão popular (<xref ref-type="bibr"
					rid="B1">Araújo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Araújo; Mélo; Cruz,
					2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cruz <italic>et al.</italic>,
					2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Silva <italic>et al.</italic>,
					2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Souza, 2019</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B38">Souza; Vasconcelos, 2018</xref>). Nessa perspectiva,
				no cenário brasileiro, a UFPB revela-se como uma referência importante no
				desenvolvimento de atividades de extensão orientadas pela educação popular -
				notadamente na área da saúde, onde se verifica um conjunto diversificado de
				iniciativas extensionistas que têm impactado sobremaneira na formação de
				profissionais em uma perspectiva humanista, evidenciando o diferencial do trabalho
				social universitário orientado com base em aspectos dialógicos, problematizadores e
				críticos (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Costeira; Vasconcelos; Nascimento,
					2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Cruz <italic>et al.</italic>,
					2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Falcão, 2014</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Lacerda; Ribeiro, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B28">Padilha, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">Vasconcelos;
					Cruz, 2011</xref>).</p>
			<p>Por essa razão, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Falcão (2014)</xref> distingue a
				extensão popular como uma outra forma de ensino. Inclusive, a partir das
				experiências e conhecimentos acumulados em iniciativas de extensão popular, foram
				implementadas mudanças curriculares significativas em cursos do setor saúde na UFPB,
				em especial no Curso de Medicina (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cruz, 2017</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B36">Simon, 2012</xref>).</p>
			<p>Para além do fato de que o acumulado histórico das experiências extensionistas da
				UFPB é um tanto profuso, é importante sublinhar que, desde o final da década de
				1970, existe um programa de pós-graduação na instituição direcionado à produção de
				conhecimentos em educação popular, exercendo um papel expressivo e estratégico, uma
				vez que se trata do único programa de pós-graduação em educação brasileiro que tem,
				desde a sua fundação, se destacado como um lugar privilegiado na estruturação de
				pesquisas e na elaboração de conhecimentos em educação popular de forma sistemática
				no cenário acadêmico. Além disso, desde o início dos anos 2000, também tem se
				evidenciado na construção de conhecimentos em/sobre a extensão popular.</p>
			<p>À vista disso, cumpre sublinhar a importância central do PPGE<sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn3">3</xref></sup> da UFPB - especialmente da sua linha de pesquisa de
				educação popular -, sendo esse um espaço fundamental para o amadurecimento
				teórico-prático e conceitual da concepção de extensão popular. Especialmente porque
				foi no PPGE que muitos/as estudantes e docentes envolvidos/as com as práticas de
				extensão popular puderam realizar suas pesquisas de mestrado e de doutorado, ao
				tratarem sobre temas que eram mobilizados a partir de suas próprias experiências com
				a extensão popular.</p>
			<p>Nesse caso, Eymard Mourão Vasconcelos e José Francisco de Melo Neto destacam-se como
				dois docentes do PPGE/UFPB que contribuíram muito nesse processo, orientando
				dissertações e teses que tinham em seu escopo algum tipo de relação com as
				iniciativas de extensão popular e, assim, colaboraram de forma substancial para a
				formação de vários/as mestres/as e doutores/as. Tal contribuição ajudou, inclusive,
				no aprimoramento teórico-metodológico e na consolidação de muitas experiências de
				extensão popular não só da UFPB, mas também de outras localidades do Brasil.</p>
			<p>A esse respeito, <xref ref-type="bibr" rid="B41">Vasconcelos (2017)</xref> relata
				que</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] É impressionante a força dos programas de pós-graduação na formação de
					quadros mais preparados para enfrentar os duros embates políticos pelo
					direcionamento da formação profissional dentro das instituições. Sem a
					pósgraduação, muitos desse estudantes, que se destacam na extensão, acabam
					dispersando-se e reorientando suas práticas nas direções mais valorizadas pelo
					mercado de trabalho (p. 32).</p>
			</disp-quote>
			<p>Como destacado por <xref ref-type="bibr" rid="B40">Vasconcelos (2020)</xref>, devido
				ao PPGE - e à sua tradicional e forte valorização da educação popular -, foi
				possível que muitos sujeitos implicados com a construção de ações comunitárias a
				partir dos projetos de extensão - sobretudo no âmbito da saúde - não precisassem se
				deslocar para uma outra área de estudos a fim de darem continuidade à progressão de
				suas carreiras, como usualmente ocorria, nem mesmo mudassem a direção de sua
				atuação.</p>
			<p>Nesse tocante, as palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cruz (2017)</xref> são
				muito significativas ao sublinharem que</p>
			<disp-quote>
				<p>Tal processo foi relevante para a consolidação da EP [Educação Popular] como
					caminho inspirador de reorientações pedagógicas e curriculares nos cursos de
					saúde da UFPB, particularmente no de Medicina, a partir do momento em que esses
					grupos de pesquisa - com seus trabalhos acadêmicos - desmistificaram a ideia de
					dicotomia entre extensão, ensino e pesquisa. No cotidiano de encontros, estudos
					e reuniões de tais grupos, a pauta central foi, historicamente, o desvelamento
					de processos investigativos cujo objeto consistia justamente nas experiências
					educacionais desenvolvidas na Extensão, com o objetivo de gerar saberes,
					conhecimentos e sistematização de práticas capazes de contribuir com a
					explicitação de caminhos para o ensino em saúde. Pistas teóricas e metodológicas
					de um fazer educacional adequado às novas necessidades sociais e políticas no
					âmbito da saúde brasileira, bem como coerente com os preceitos ético-políticos
					estabelecidos pela perspectiva crítica e problematizadora da EP [Educação
					Popular] (p. 235).</p>
			</disp-quote>
			<p>De tal modo, ao se considerarem as colocações suscitadas, evidencia-se como oportuna
				a realização de uma investigação epistemológica da pesquisa científica em extensão
				popular. Investigação tal que possibilite compreender quais tendências
				epistemológicas e abordagens metodológicas têm prevalecido nas produções do
				PPGE/UFPB, assim como das lacunas da formação científica dos/as pesquisadores/ as.
				Tal compreensão poderá subsidiar a construção de ações que visem colaborar para o
				incremento do próprio ato de investigar em extensão popular.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Metodologia</title>
			<p>O presente manuscrito é proveniente de uma investigação original construída como
				resultado do processo formativo de seu primeiro autor, quando da época em que estava
				cursando o Mestrado Acadêmico em Educação<sup><xref ref-type="fn" rid="fn4"
					>4</xref></sup> em uma instituição de ensino superior pública da região nordeste
				do Brasil. Nesse sentido, em termos metodológicos, tratou-se de uma investigação de
				perspectiva qualitativa (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Minayo, 2014</xref>), que
				se efetivou a partir da realização de uma investigação epistemológica - pesquisa
				sobre a pesquisa (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sanchez-Gamboa, 2012</xref>),
				caracterizada aqui como do tipo estado da arte (<xref ref-type="bibr" rid="B29"
					>Pereira, 2013</xref>).</p>
			<p>A escolha pelo enfoque qualitativo decorreu em razão do objetivo da pesquisa em
				questão, uma vez que se buscou compreender e caracterizar as tendências
				epistemológicas, as abordagens metodológicas e qual o vínculo e/ou a implicação dos
				pesquisadores com os sujeitos e os contextos das pesquisas. Tal propósito só seria
				devidamente oportunizado em sua apreensão por meio desse tipo de abordagem, ao se
				permitir trabalhar com base em conceitos e categorias que possibilitassem (re)olhar
				criticamente e teorizar sobre o objeto estudado (<xref ref-type="bibr" rid="B23"
					>Minayo, 2014</xref>).</p>
			<p>Para caracterizar o presente estudo como sendo do tipo estado da arte, apoiamo-nos
				nos estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B29">Pereira (2013)</xref>, que distingue
				as pesquisas designadas de estado da arte das intituladas de estado de conhecimento.
				Segundo o autor, a distinção entre essas duas abordagens se dá em razão de que</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] o “estado do conhecimento” é uma pesquisa bibliográfica, de caráter
					exploratório, que se organiza como parte do processo de investigação empreendido
					por um pesquisador, enquanto o “estado da arte” consiste na própria totalidade
					da pesquisa, com fim em si mesma. [...] o “estado do conhecimento” é uma
					pesquisa a serviço da pesquisa proposta, uma ferramenta, uma etapa dentro de um
					processo de investigação mais amplo. E o “estado da arte”, por sua vez,
					corresponderia a uma metapesquisa: uma pesquisa sobre a pesquisa, cujo objetivo
					fundamental consiste no mapeamento da produção de conhecimento em determinada
					área (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pereira, 2013</xref>, p. 223).</p>
			</disp-quote>
			<p>Para acessar as dissertações e teses produzidas no âmbito do PPGE/UFPB, recorreu-se à
				base de dados do Catálogo de Teses &amp; Dissertações da Coordenação de
				Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)<sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn5">5</xref></sup> e ao Repositório Institucional da UFPB<sup><xref
						ref-type="fn" rid="fn6">6</xref></sup>. O levantamento das produções foi
				efetuado no período entre os meses de abril e outubro de 2020<sup>7</sup>. Entre os
				descritores utilizados nos processos de busca, figuraram: “extensão popular”,
				“extensão universitária” e “educação popular”, de forma separada e também associada.
				Para critério de inclusão das produções no estudo, ensejou-se que estas estivessem,
				de alguma forma, relacionadas com a concepção da extensão popular - fosse como
				objeto de estudo, ou a partir da extensão como <italic>locus</italic> do fenômeno a
				ser estudado e/ou como meio de interlocução com a fonte dos dados a serem
				trabalhados.</p>
			<p>Com relação ao processo de análise dos materiais, tomou-se como base a técnica de
				leitura sistematizada por <xref ref-type="bibr" rid="B22">Lima e Mioto
				(2007)</xref>, que demanda a consecução de um conjunto de etapas subsequentes e
				complementares: a) leitura de reconhecimento: momento que foi caracterizado por uma
				rápida leitura dos títulos, resumos e palavras-chaves, com objetivo de localizar e
				identificar os possíveis materiais que apresentavam as informações pertinentes ao
				tema de estudo; b) leitura exploratória: que se tratou também de uma leitura rápida
				das produções, integralmente, almejando constatar se os materiais selecionados e as
				informações obtidas realmente correspondiam aos interesses do estudo em questão; c)
				leitura seletiva: outra etapa de leitura das produções por completo, a qual visou
				determinar quais materiais efetivamente interessavam ao estudo, associando-os com os
				objetivos delineados pela pesquisa; d) leitura reflexiva-crítica: que consistiu no
				estudo crítico das produções na íntegra, tendo como base orientadora os critérios
				previamente estabelecidos para analisar e ordenar as informações presentes nas
				produções em quadros e tabelas; e) leitura interpretativa: momento em que se
				procurou relacionar as informações e considerações contidas nas produções com a
				questão central de pesquisa.</p>
			<p>Nessa acepção, em razão das orientações normativas impostas - que limitam o número
				total de páginas deste manuscrito, impossibilitando uma abordagem com profundidade
				de todas as questões e dimensões provenientes da análise das pesquisas de extensão
				popular do PPGE/UFPB -, assinala-se que, na construção do artigo, optamos por fazer
				um recorte enfatizando elementos como a caracterização dos estudos - se qualitativos
				ou quantitativos -, as modalidades de pesquisa empregadas, os métodos adotados, os
				referenciais teóricos mobilizados e qual o vínculo e/ou implicação dos pesquisadores
				com os sujeitos e os contextos das pesquisas. Todavia, se a alguém interessar
				apreciar os demais resultados e reflexões oriundos do estudo, recomenda-se a leitura
				do trabalho dissertativo de mestrado, de onde este artigo deriva (<xref
					ref-type="bibr" rid="B2">Araújo, 2021</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e discussão</title>
			<p>No Catálogo de Teses &amp; Dissertações da CAPES, foram utilizados os descritores
				“extensão popular” e “extensão universitária”, separadamente, e também foram
				aplicados filtros referentes à instituição (UFPB) e ao nome do Programa de
				Pós-Graduação (Educação). Já a busca no Repositório Institucional da UFPB foi
				realizada com uso dos descritores “extensão popular” e “extensão universitária”, de
				forma separada, e com os descritores “extensão universitária” e “educação popular”,
				combinados. Nesse caso, foram também utilizados filtros referentes à área de
				conhecimento - ciências humanas: educação - e ao tipo de documento -para distinguir
				as produções que eram referentes a dissertações e teses.</p>
			<p>Ao fim das etapas de leitura de reconhecimento e de leitura exploratória, chegou-se
				aos resultados que se encontram expostos nas <xref ref-type="table" rid="t1">Tabelas
					1</xref> e <xref ref-type="table" rid="t2">2</xref>. Após essa etapa, foram
				cruzados todos os resultados referentes às produções oriundas do PPGE/UFPB
				levantadas no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e no Repositório
				Institucional da UFPB, chegandose aos resultados que se encontram expostos na <xref
					ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>. Esse processo se deu com a
				perspectiva de delimitar, especificamente, quais dissertações e teses seriam objeto
				da próxima etapa de análise, que era a de leitura seletiva.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Síntese dos resultados das buscas efetuadas no Catálogo de Teses &amp;
						Dissertações da CAPES</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>DescrItOres</th>
							<th align="center" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>DIssertações</th>
							<th align="center" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>teses</th>
							<th align="center" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>tOtal</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">“Extensão popular”</td>
							<td align="center" valign="top">5</td>
							<td align="center" valign="top">1</td>
							<td align="center" valign="top">6</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">“Extensão universitária”</td>
							<td align="center" valign="top">14</td>
							<td align="center" valign="top">8</td>
							<td align="center" valign="top">22</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Tabela 2</label>
				<caption>
					<title>Síntese dos resultados do Repositório Institucional da UFPB</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>DescrItOres</th>
							<th align="center" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>DIssertações</th>
							<th align="center" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>teses</th>
							<th align="center" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top"
								>tOtal</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">“Extensão popular”</td>
							<td align="center" valign="top">14</td>
							<td align="center" valign="top">17</td>
							<td align="center" valign="top">31</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">“Extensão universitária” e “Educação
								popular”</td>
							<td align="center" valign="top">40</td>
							<td align="center" valign="top">38</td>
							<td align="center" valign="top">78</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">“Extensão universitária”</td>
							<td align="center" valign="top">53</td>
							<td align="center" valign="top">46</td>
							<td align="center" valign="top">99</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t3">
				<label>Tabela 3</label>
				<caption>
					<title>Resultado final das buscas das dissertações e teses do PPGE/UFPB</title>
				</caption>
				<table>
					<tbody>
						<tr>
							<td rowspan="2" style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">prOgrama
								De pós-graDuaçãO em eDucaçãO</td>
							<td style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">DIssertações</td>
							<td style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">teses</td>
							<td style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">tOtal</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">65</td>
							<td align="center" valign="top">48</td>
							<td align="center" valign="top">113</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Ao procedermos com a leitura seletiva, percebeu-se que havia produções que se
				relacionavam com a extensão popular, mas que não faziam uso dessa nomenclatura.
				Nesse sentido, foram consideradas como produções que abordavam a extensão popular
				tanto aquelas que faziam uso do termo, quanto as que não faziam, mas que, no
				entanto, indicavam explicitamente a concepção da educação popular como orientadora
				das experiências extensionistas aludidas nos respectivos estudos, e que seriam
				objeto das próximas etapas de leitura: leitura reflexiva-crítica e leitura
				interpretativa.</p>
			<p>Assim, após esse conjunto de etapas e procedimentos, atingiu-se o total de 21
				produções sobre extensão popular elaboradas no âmbito do PPGE/UFPB, dentre as quais,
				constavam 14 dissertações e 7 teses, sendo todas elas vinculadas à área da educação
				popular. A relação das produções encontra-se especificadas no <xref ref-type="table"
					rid="t4">Quadro 1</xref>. No <xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>,
				contempla-se uma imagem ilustrativa das proporções dessas produções, o que assinala
				que o maior número de pesquisas tem sido desenvolvido no curso de mestrado.</p>
			<table-wrap id="t4">
				<label>Quadro 1</label>
				<caption>
					<title>Produções sobre extensão popular do PPGE/UFPB</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">AutoRIA</th>
							<th style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">título</th>
							<th style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">PRodução</th>
							<th style="background-color:#c2d7ed;" valign="top">Ano</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Cananéa, F. A. A. L. C.</td>
							<td align="center" valign="top">O mar e a jangada: política cultural e
								extensão universitária</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2000</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Ribeiro, k. S. Q.
								S</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Fisioterapia na comunidade: buscando caminhos na atenção primária à
								saúde a partir de um projeto de extensão universitária</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dissertação</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2001</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Melo, I. S.</td>
							<td align="center" valign="top">Cotidiano e conscientização na docência
								da educação de jovens e adultos</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2004</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Cruz, P. J. S.
								C.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Extensão popular: a pedagogia da participação estudantil em seu
								movimento nacional</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dissertação</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2010</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Santana, C. R.</td>
							<td align="center" valign="top">Educação em economia popular solidária:
								o discurso educativo de incubadoras de empreendimentos
								solidários</td>
							<td align="center" valign="top">Tese</td>
							<td align="center" valign="top">2012</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Batista, P. S.
								S.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Ética
								no cuidado em saúde e na formação universitária na perspectiva da
								educação popular</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Tese</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2012</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Pinheiro, w. N.</td>
							<td align="center" valign="top">Extensão universitária: caminhos para
								uma universidade popular</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2012</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Silva, M. O.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Psicologia humanista e educação popular na atenção primária à
								saúde</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Tese</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2013</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Barreto, B. M. V. B.</td>
							<td align="center" valign="top">Formação universitária e educação
								popular: convergências com a espiritualidade a partir de vivências
								estudantis na extensão</td>
							<td align="center" valign="top">Tese</td>
							<td align="center" valign="top">2013</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Falcão,
								E. F.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Extensão popular: caminhos para a emancipação</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Dissertação</td>
							<td align="center" style="background-color: #e6e7e8;" valign="top"
								>2014</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Cruz, P. J. S. C.</td>
							<td align="center" valign="top">Agir crítico em nutrição: uma construção
								pela educação popular</td>
							<td align="center" valign="top">Tese</td>
							<td align="center" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Santos, A. B.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Contribuições da extensão popular na educação de educadores:
								experiência, alteridade e diálogo</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Tese</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Oliveira, R. h. F. S.</td>
							<td align="center" valign="top">Os trabalhadores da construção civil, a
								Escola Zé Peão e as aprendizagens consideradas importantes para o
								trabalho e para a vida</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Souza, J. P. C.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Universidade, escola e comunidade: construindo caminhos para uma
								educação do campo</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dissertação</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Castro, k. M. S.</td>
							<td align="center" valign="top">Extensão universitária na UFPB:
								potencialidades e limites na permanência de graduandos em saúde</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Costeira, A. A. M.
								F.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Educação popular e formação em saúde na perspectiva do palhaço
								cuidador: estudos com base em um projeto de extensão</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dissertação</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Vasconcelos, B. C.</td>
							<td align="center" valign="top">A arte da contação de histórias: uma
								experiência de cuidado no projeto de extensão PalhaSUS</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Bühne, A. R.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Programa Escola Zé Peão: uso social da leitura e da escrita dos
								operários-educandos da construção civil</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dissertação</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Botelho, B. O.</td>
							<td align="center" valign="top">Extensão popular: debatendo autonomia e
								participação em hortas urbanas no PINAB/UFPB</td>
							<td align="center" valign="top">Dissertação</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dias, J. N.</td>
							<td align="center" style="background-color:#e6e7e8;" valign="top"
								>Diálogos de saberes em uma prática extensionista na Universidade
								Federal do Recôncavo da Bahia</td>
							<td style="background-color:#e6e7e8;" valign="top">Dissertação</td>
							<td style="background-color: #e6e7e8;" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Costa, F. X. P.</td>
							<td align="center" valign="top">Incubação de empreendimentos
								solidáriosuma metodologia da educação popular</td>
							<td align="center" valign="top">Tese</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Gráfico 1</label>
					<caption>
						<title>Produções do PPGE/UFPB</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-76-0205-gf01.tif"
						xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Como pode ser observado, as dissertações e teses foram produzidas no período entre os
				anos 2000 e 2017, encontrando-se, a partir do ano de 2010, um fluxo mais acentuado
				de trabalhos defendidos, totalizando 18 produções, conforme constatado no <xref
					ref-type="fig" rid="f2">Gráfico 2</xref>. Acontece que esse aumento
				significativo no quantitativo de produções sobre extensão popular pode ter relação
				com o incremento do debate acerca da dimensão da extensão universitária, assumido no
				final da década de 1990 e ao longo dos anos 2000. O que também possui relação com o
				surgimento e o contínuo crescimento do número de eventos tratando acerca desse tema
				- por exemplo, foi em 2002, na cidade de João Pessoa-PB, que ocorreu a primeira
				edição do Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), -, bem como dos
				estudos e pesquisas que foram sendo desenvolvidos paulatinamente.</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Gráfico 2</label>
					<caption>
						<title>Quantidade de produções do PPGE/UFPB por ano</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-76-0205-gf02.tif"
						xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Gráfico 3</label>
					<caption>
						<title>Modalidades de pesquisa das produções sobre extensão popular do
							PPGE/UFPB</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-76-0205-gf03.tif"
						xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f4">
					<label>Gráfico 4</label>
					<caption>
						<title>Métodos utilizados pelas produções do PPGE/UFPB</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-76-0205-gf04.tif"
						xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f5">
					<label>Gráfico 5</label>
					<caption>
						<title>Projetos/Programas de extensão</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-76-0205-gf05.tif"
						xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Resultados da pesquisa (2021).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Sobretudo de 2003 em diante - com a assunção da presidência da República por Luiz
				Inácio Lula da Silva e com o período de gestões federais que se iniciou sob a
				administração do Partido dos/as Trabalhadores/as, não obstante a continuidade da
				agenda neoliberal -, ensejouse uma atenção ao campo social e uma aposta em ações de
				caráter socioassistencial e em um programa neodesenvolvimentista. Dentre as
				iniciativas implementadas com vistas a investir no ensino superior público, a
				retomada do Programa de Extensão Universitária (ProExt) caracteriza-se como uma
				contribuição importante. De tal modo, o ProExt passou a contar com recursos
				financeiros não só do Ministério da Educação, mas também de outros ministérios, o
				que possibilitou a ampliação dos seus recursos e do número de propostas apoiadas
					(<xref ref-type="bibr" rid="B20">Incrocci; Andrade, 2018</xref>).</p>
			<p>Nas dissertações e teses sobre extensão popular produzidas no âmbito do PPGE/UFPB, a
				totalidade dos estudos são de cunho qualitativo (n = 21). Porém, ainda assim, foi
				verificada a presença de um estudo caracterizado como de caráter quantitativo e
				qualitativo. Essa predominância de investigações qualitativas pode ter relação com a
				especificidade dos fenômenos estudados, que demandam uma necessidade maior de
				aprofundamento teórico-analítico, em virtude da relação que possuem com os seus
				aspectos objetivos e subjetivos, os quais, a partir de uma abordagem exclusivamente
				quantitativa, possivelmente, não seriam inteligíveis em sua profundidade e
				fecundidade.</p>
			<p>Ademais, cabe salientar que a pesquisa no âmbito das ciências humanas, especialmente
				a pesquisa educacional, apresenta especificidades que demandam uma necessária
				ressignificação do paradigma científico tradicional de caráter positivista - marcado
				por um esquema rígido, mecanicista, linear e causalista -, em que o fato investigado
				é algo imutável e passível de testes, em decorrência de sua verificação e
				comprovação empírica (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sanchez-Gamboa,
				2012</xref>).</p>
			<p>Entretanto, assinala-se que tal questão de predominância de perspectivas de cunho
				qualitativo não denota uma ideia de oposição entre tais abordagens, mas a
				compreensão da singularidade presente em diferentes fenômenos e a definição do que
				se pretende captar ou desvelar com a realização de determinadas investigações. O
				que, é claro, também tem relação com as características metodológicas e
				epistemológicas assumidas predominantemente nas produções do PPGE/UFPB, o qual
				possui uma significativa tradição de desenvolvimento de pesquisas sociais.</p>
			<p>Destarte, ao debruçar-se na análise acerca das modalidades das pesquisas sobre
				extensão popular que foram desenvolvidas no PPGE/ UFPB, constata-se o emprego da
				pesquisa-ação (n = 6), da pesquisa participante (n = 3), do estudo de caso (n = 2),
				da sistematização de experiências (n = 1), da pesquisa de campo (n = 1), da história
				oral (n = 1) e da pesquisa social crítica (n = 1). Ademais, é importante sublinhar
				que também houve produções que não especificavam a modalidade de pesquisa (n =
				8).</p>
			<p>Nessa acepção, constatou-se uma inclinação pela adoção de modalidades de pesquisa de
				caráter participativo, que pressupõem um envolvimento ativo do/a pesquisador/a com o
				contexto e/ou grupo pesquisado, como é o caso da pesquisa-ação, da pesquisa
				participante e da sistematização de experiências. Estas são três modalidades de
				produção científica que se destacam justamente pela valorização da construção de
				conhecimentos a partir da imersão e do confronto com a realidade concreta em sua
				dinamicidade. Ao olhar para essas produções em conjunto, elas representam cerca de
				47,6% dos estudos analisados.</p>
			<p>Na interpretação de <xref ref-type="bibr" rid="B6">Brandão e Streck (2006)</xref>,
				mais do que proceder com a organização hierárquica do conhecimento, tendo como base
				padrões e valores exaltados como ideais, as modalidades de pesquisas participativas
				dedicam-se a envolver os diferentes sujeitos em um intenso e dinâmico exercício de
				construção e reconstrução de saberes, fundado na compreensão de que todos os seres
				humanos e suas culturas, sem exceção, são mananciais primordiais e abundantes de
				saberes. Tal questão denota que a cientificidade de uma pesquisa ou do conhecimento
				produzido não está alicerçada na ideia de neutralidade ou no objetivismo do/a
				pesquisador/a, mas na capacidade que o estudo tem de expressar com maior riqueza,
				complexidade e dinamicidade o objeto em análise.</p>
			<p>Além disso, como assinalado por Sanchez- Gamboa (2012), a prática científica é um
				trabalho humano exercido por seres políticos que pertencem a uma determinada
				sociedade, situada em um dado contexto e momento histórico. De tal modo, todo labor
				investigativo possui implicações filosóficas e político-ideológicas que orientam as
				escolhas epistemológicas e metodológicas e que corresponde ao objetivo de atender a
				certos interesses, não dissociando-se, de forma alguma, os meios e os fins, o que
				indica que os métodos e as técnicas mobilizadas na produção de conhecimento
				científico não são instrumentos assépticos que podem ser operados de maneira
				aleatória e neutra de implicações.</p>
			<p>No tocante às produções do PPGE/UFPB analisadas que não apresentavam especificação
				sobre o tipo de modalidade de pesquisa adotada, constata-se que representavam cerca
				de 38% das pesquisas analisadas, o que pode ser considerado como um número
				expressivo.</p>
			<p>Ocorre que, a princípio, tal ausência causa certa estranheza, uma vez que a definição
				da modalidade da pesquisa que se pretende desenvolver está diretamente articulada
				com a orientação da escolha das técnicas e instrumentos de pesquisa, assim como a
				orientação relativa aos aportes e pressupostos teóricometodológicos e
				epistemológicos para a consecução da respectiva investigação. Isso incide,
				sobretudo, na própria intencionalidade da pesquisa, na medida em que as formas de
				elaboração, estruturação, organização e efetuação de um estudo não se dão de forma
				neutra e totalmente isenta de interesses, muito menos pode ser tomado e utilizado de
				forma indistinta e livre do conjunto de teorias que lhe subjazem.</p>
			<p>Por exemplo, ao assinalar que a sua investigação se trata de uma pesquisa-ação,
				desponta de forma nítida quais técnicas, métodos e fundamentos se alinham com tal
				perspectiva de estudo. Ademais, essa especificação serve para que fique inequívoco
				que o estudo se refere a um determinado tipo de investigação e não outra. Como saber
				- e avaliar o desenvolvimento do trabalho em vista de qualificá-lo - se o que estou
				desenvolvendo se trata de uma pesquisa-ação e não de uma etnografia? Haja vista que
				tais modalidades de pesquisa apresentam finalidades expressivamente distintas.
				Inclusive, para alguns/algumas autores/as, modalidades de pesquisa tais como a
				pesquisa participante e a pesquisa-ação não se referem à mesma coisa, embora algumas
				pessoas as concebam como perspectivas similares. Nesse sentido, é relevante
				sublinhar que, no âmbito da pós-graduação, tais confusões ainda são observadas e um
				tanto corriqueiras. Entretanto, esse é justamente o lugar em que tais dúvidas
				deve(ria)m ser dirimidas.</p>
			<p>Levando em consideração noções de objetivo e intencionalidade de algumas dessas
				modalidades de pesquisas, é muito difícil de conseguir fechar algum tipo de consenso
				relativo às diferenciações entre a pesquisa participante e a pesquisa-ação. Tal
				questão é resultado do próprio processo de gênese de tais abordagens, as quais
				surgiram de diferentes formas e em diferentes contextos, sendo desenvolvidas por
				sujeitos diversos, com objetivos e intencionalidade variadas, mas, ainda assim,
				resguardando aspectos comuns (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brandão; Borges,
					2007</xref>).</p>
			<p>No que concerne aos métodos que têm sido utilizados pelas produções sobre extensão
				popular elaboradas no contexto do PPGE/UFPB, a grande maioria das pesquisas
				assinalam a adoção da dialética<sup><xref ref-type="fn" rid="fn8">8</xref></sup> com
				influência marxista (n = 12). Ainda assim, constata-se a adoção de outras
				abordagens, como a hermenêuticadialética (n = 4), a fenomenologia (n = 1) e o método
				de interpretação de sentidos (n = 1). Havendo, também, situações em que o método não
				era especificado (n = 5).</p>
			<p>Como pode ser observado, a quantidade das pesquisas que apresentam a dialética - de
				influência marxista - enquanto método são bem expressivas, representando cerca de
				57,1% das produções analisadas. Tal fato explicita a ainda forte tradição do uso de
				abordagens críticas no desenvolvimento de pesquisas sobre extensão popular, a qual
				exprime uma compreensão da necessidade de se ater a uma percepção histórico-crítica
				da realidade social, em sua totalidade, indo além dos aspectos
				fenomênicos/exteriores, buscando apreender a essência do fenômeno estudado, não em
				uma perspectiva de um simples conhecer, mas de compreendê-lo para agir melhor sobre
				ele. Ou seja, como especificado nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B31"
					>Santos (2015)</xref> em sua tese, “a dialética alcança o objeto da pesquisa
				científica no plano de maior profundidade, no plano das contradições que lhe
				determinam a essência, no movimento dos fenômenos que têm lugar na natureza” (p.
				57).</p>
			<p>Na caracterização da tese de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cruz (2015)</xref>, o
				autor distingue que, dentre alguns aspectos que a concepção do método dialético deve
				considerar com presteza, figuram</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] a dialética recomenda que se considere a historicidade dos fatos, das
					realidades e dos sujeitos, O olhar histórico surge como condição básica a ser
					considerada no desenvolvimento do trabalho comunitário. Para um dialeta, não se
					pode considerar um fenômeno sem historicizá-lo, pois o movimento dialético
					concebe o materialismo, ou seja: as coisas têm determinações várias que lhe
					constituem uma síntese. As pessoas, as coisas, as realidades são, em dado
					momento, sínteses de muitas e distintas determinações. Não se pode pensar numa
					ação dialética, coerente com a realidade circundante e visando à sua
					transformação sem considerar a sua historicidade (p. 55).</p>
			</disp-quote>
			<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B24">Melo Neto (2015)</xref>, a teoria do
				conhecimento, presente na educação popular, alimenta-se da crítica; em razão disso,
				o seu método para a produção do conhecimento alinha-se congruentemente com a
				abordagem dialética. Ademais, na leitura de <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva e
					Melo Neto (2015)</xref>, a abordagem de pesquisa nas experiências de extensão
				popular, desde uma perspectiva dialética, possibilitaria, justamente, a captação do
				fenômeno em movimento:</p>
			<disp-quote>
				<p>Seu nível metodológico passa pela síntese de múltiplas relações que constituem um
					fenômeno, recupera sua história e desenvolve um forte esforço de recuperação de
					sua totalidade, traduzida pela recomposição e pelo desenvolvimento histórico do
					fenômeno. O nível teórico movimenta-se por uma razão eminentemente crítica, que
					vai ao encontro de conflitos e contradições, bem como as determinações ou aquilo
					que se decide como fundante para definir o algo em estudo (<xref ref-type="bibr"
						rid="B24">Melo Neto, 2015</xref>, p. 144).</p>
			</disp-quote>
			<p>Além disso, um outro dado relevante constatado a partir da análise das produções
				sobre extensão popular do PPGE/UFPB é que um total de 5 trabalhos não especificavam
				quais métodos haviam sido utilizados na realização de tais estudos, o que
				representou aproximadamente 23,8% das produções analisadas. É provável que tal
				resultado possua alguma relação com o debate em torno dos chamados novos paradigmas
				emancipatórios - também referidos por alguns/algumas como paradigmas emergentes -,
				que muito têm influenciado discussões no campo da educação popular, em que autores
				como Boaventura de Sousa Santos, Alfonso Torres Carrillo e Marco Raúl Mejía Jiménez
				se destacam entre os mais citados.</p>
			<p>Na dissertação de <xref ref-type="bibr" rid="B14">Dias (2017)</xref>, em que a
				pesquisadora investigou experiências extensionistas da Universidade Federal do
				Recôncavo da Bahia (UFRB), buscando analisar como se processava o diálogo entre
				saberes, é perceptível, ao longo de todo o seu trabalho, a filiação a esse tipo de
				visão e enfoque. Em tais termos, a própria autora assinala em um momento que:</p>
			<disp-quote>
				<p>O paradigma emergente valoriza a migração dos conceitos e das teorias
					desenvolvidas localmente para outros espaços, de modo que sejam utilizados
					também fora do ambiente de origem. Alia-se a isso a pluralidade metodológica
					como possibilidade de propagação e mais interfaces (p. 127).</p>
			</disp-quote>
			<p>Nesse caso, ela ressalta elementos que foram considerados na estruturação e
				realização de sua investigação de mestrado, tendo como base orientadora essa
				compreensão:</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] alguns estudos vêm aprofundando a reflexão sobre as práticas, além de
					potencializar opções interpretativas que dão conta de novas realidades
					educativas conforme os debates sobre a produção do conhecimento:
					descolonialidade epistemológica; crítica aos paradigmas clássicos;
					sistematização da experiência como modalidade investigativa [...]. Essas foram a
					base para a compreensão do fenômeno estudado, fizeram parte do quadro teórico de
					referência e conduziram o conhecimento produzido (<xref ref-type="bibr"
						rid="B14">Dias, 2017</xref>, p. 88).</p>
			</disp-quote>
			<p>Nesse tocante, é pertinente trazer à baila o resultado observado com a análise das
				produções do PPGE/UFPB sobre extensão popular, no que concerne aos referenciais
				teóricos que têm sido mobilizados nas dissertações e teses. Assim, nota-se a menção
				aos/às autores/as que discutem sobre educação popular, educação popular em saúde,
				extensão universitária, extensão popular, educação de jovens e adultos, educação do
				campo, teoria crítica, sociologia, psicologia, pedagogia, filosofia, teologia,
				teoria da complexidade, teoria geral de sistemas, teoria da evolução humana, teoria
				do letramento, paradigmas emancipatórios - a exemplo da educação emocional e da
				ecologia de saberes -, dentre outros/as.</p>
			<p>Como exemplo disso, pode-se destacar a tese de doutoramento de <xref ref-type="bibr"
					rid="B34">Silva (2013)</xref>, em que ela explicita a articulação entre a
				psicologia humanista de Carl Rogers e a educação popular como pressupostos
				orientadores para o desenvolvimento de trabalhos de atenção psicológica no âmbito da
				Atenção Primária à Saúde, tendo como base a experiência do projeto de extensão “Para
				Além da Psicologia Clínica Clássica”, da UFPB. Nas palavras de <xref ref-type="bibr"
					rid="B34">Silva (2013)</xref>, a partir de sua pesquisa de doutoramento,
				evidenciou-se</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] a possibilidade e pertinência da utilização conjunta e complementar desses
					dois referenciais teórico-epistemológicos, apontou a contribuição de Rogers para
					o aprimoramento da escuta e do diálogo, ampliando sobremaneira as dimensões
					subjetivas mais profundas envolvidas no diálogo formulado por Freire. Ao mesmo
					tempo, mostrou a importância da Educação Popular para o aprimoramento do diálogo
					na Psicologia humanista, por ampliar a sua dimensão coletiva e política (<xref
						ref-type="bibr" rid="B34">Silva, 2013</xref>, p. 9).</p>
			</disp-quote>
			<p>Diante disso, percebe-se a existência de certa interdisciplinaridade, em que se busca
				a articulação junto a diferentes campos teóricos na mobilização de distintos
				arcabouços, aparatos e pressupostos teórico-metodológicos e epistemológicos para a
				construção do conhecimento. Consequentemente, é significativo assinalar que a
				referência às contribuições teóricas e metodológicas da obra e dos trabalhos de
				Paulo Freire é uma constante, presente em todos os trabalhos analisados, como
				explicitado na dissertação de <xref ref-type="bibr" rid="B4">Botelho
				(2017)</xref>:</p>
			<disp-quote>
				<p>Certamente, os pontos convergentes que vêm definindo a Educação Popular desde a
					década de 1960 até os dias de hoje, a contra-hegemonia das ações culturais dos
					intelectuais, a autonomia, os direitos das camadas populares ao conhecimento e à
					escola de qualidade, a oposição aos determinismos e entre vários outros,
					sustentáculos do pensamento complexo de Paulo Freire, continuarão a construir
					paradigmas fundamentais para superar os desafios postos pelas lutas de classe e
					a inspirar e influenciar ações cada vez mais críticas, a exemplo da Extensão
					Popular (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Botelho, 2017</xref>, p. 74).</p>
			</disp-quote>
			<p>O que evidencia que o legado freiriano tem sido uma das bases fundamentais da
				concepção de extensão popular. Sobre essa questão, um fato similar é destacado por
					<xref ref-type="bibr" rid="B32">Scocuglia (2017)</xref>, ao comentar que a
				história da constituição do campo da educação popular é perpassado por um conjunto
				de mudanças paradigmáticas, e que o legado de Paulo Freire, com reinvenções e
				algumas modificações, pode ser considerado como o grande lastro que fundamenta e
				unifica o campo.</p>
			<p>Ao analisar as dissertações e teses sobre extensão popular elaboradas no âmbito do
				PPGE/UFPB, constata-se que muitas delas (n = 19) estão relacionadas com o estudo de
				experiências de projetos e programas de extensão popular, sendo oriundas não só da
				UFPB, mas de outras instituições, como Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
				Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), UFRB, Universidade Federal do Rio
				de Janeiro (UFRJ) e Universidade de São Paulo (USP).</p>
			<p>Ao investigar tais produções em busca de compreender quais os vínculos ou as
				implicações dos/as pesquisadores/as com os contextos em que se desenrolaram as suas
				pesquisas, percebe-se que praticamente todos/as mantêm uma íntima relação com os
				contextos e temas pesquisados. Vale destacar que a grande maioria deles ocupa o
				lugar de coordenação de tais experiências (n = 11), outros/as desempenhando função
				como parte das equipes (n = 6), assim como alguns/algumas que eram ex-extensionistas
				(n = 4), os/as quais ainda mantinham implicação e compromisso com as práticas dos
				referidos projetos/programas e com as temáticas trabalhadas neles, assim como com o
				campo da extensão. Ademais, também se verificou situações em que as pessoas se
				integraram às equipes dos projetos e programas com o intuito apenas de realizar o
				seu estudo (n = 2).</p>
			<p>Como pôde ser constatado, praticamente todas as pesquisas sobre extensão popular do
				PPGE/UFPB se tratam de processos investigativos desenvolvidos por sujeitos com
				implicação e compromisso com as experiências extensionistas e os seus contextos de
				realização. Ou seja, foram pesquisas originadas e desenvolvidas de forma articulada
				à trama das ações de extensão popular, como forma de aprofundar e incrementar
				reflexões, bem como com uma ótica de construir conhecimentos resultantes de um
				processo de análise crítica dessas experiências, que já estavam em curso e que não
				se encerrariam depois de realizadas as pesquisas.</p>
			<p>Isso consiste em um ponto bem interessante que dialoga com uma questão assinalada por
					<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brandão e Borges (2007)</xref>. Ambos tratam de
				um elemento comum às pesquisas de caráter participante, que, segundo ele e ela,
				quase sempre ocorrem no decorrer de ações sociais e caracterizam-se como uma parte
				de um processo mais amplo, que não necessariamente se encerra com o findar da
				investigação, pois esta ocorre com um propósito específico dentro de um projeto
				maior e com continuidade para além da pesquisa. Por isso, <xref ref-type="bibr"
					rid="B5">Brandão e Borges (2007)</xref> consideram a pesquisa participante como
				uma etapa, um instrumento ou, como indica o título de seu artigo, “um momento da
				educação popular”, fato que possui certa similaridade com o observado nos estudos
				sobre extensão popular produzidos no contexto do PPGE/UFPB.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Como constatado no presente artigo, a UFPB tem apresentado importantes contribuições
				e uma relevância significativa na discussão sobre a extensão popular no Brasil. Isso
				é consubstanciado a partir de sua histórica tradição de desenvolvimento de
				iniciativas de extensão popular, assim como em razão do papel estratégico e
				significativo que o PPGE da UFPB - e a sua linha de pesquisa em educação popular-
				tem exercido como local privilegiado para a organização e o desenvolvimento de
				estudos e pesquisas em educação popular e em extensão popular. Assim, contribui-se
				com a contínua e sistemática produção de conhecimentos que auxiliam no pensar e
				fazer em educação popular nos seus diferentes contextos, territórios e
				realidades.</p>
			<p>Ao analisar as produções sobre extensão popular do PPGE/UFPB, verifica-se,
				sinopticamente, que: a) a abordagem predominante nas investigações é de cunho
				qualitativo; b) prevalece a escolha pela utilização de modalidades de pesquisa do
				tipo participativa; c) a abordagem dialética se sobressai como o método mais
				empregado; d) o referencial teórico possui influência de autores/as de vários campos
				científicos, mas tendo Paulo Freire como unanimidade; e) as pesquisas, em geral,
				referem-se a estudos construídos a partir de experiências de projetos e programas
				extensionistas; f) a grande maioria dos/as pesquisadores possuem relação de
				implicação e compromisso com as experiências em questão e os seus contextos de
				realização.</p>
			<p>Com isso, pode-se depreender que as produções do PPGE/UFPB apresentam uma relevante
				variabilidade epistemológica. Nelas, presencia-se a utilização de diferentes
				fundamentos teórico-metodológicos e epistemológicos, que contribuem
				significativamente para a construção de conhecimentos. Essas produções são
				perpassadas por uma abordagem participativa, uma visão crítica e uma concepção de
				implicação política de compromisso social. Para mais, também evocam a possibilidade
				de uso de diferentes aportes teórico-metodológicos na constituição de ações e na
				produção de conhecimentos, alinhados com uma perspectiva de entendimento da pesquisa
				como um instrumento em favor da compreensão da realidade e da possível transformação
				das próprias práticas.</p>
			<p>De tal modo, espera-se que, com o presente estudo, seja possível contribuir para a
				superação das formas acríticas e espontaneístas que ainda persistem no âmbito
				acadêmicocientífico, no qual os métodos e as técnicas, muitas vezes, são empregados
				sem a necessária compreensão da imprescindibilidade da articulação lógica entre seus
				preceitos epistemológicos e metodológicos. A pesquisa científica é uma atividade que
				prescinde de liberdade e criatividade, mas também de rigorosidade metódica e de
				coerência teórico-metodológica. Por fim, sublinha-se a necessidade de ampliação do
				respectivo estudo, no sentido de abranger produções de outros programas de
				pós-graduação e também de outras bases de dados, como forma de construir um retrato
				fidedigno do panorama da pesquisa em extensão popular no contexto brasileiro.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p> Texto revisado e normalizado por Thiago Fernandes Dantas.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p> Com relação aos cuidados éticos, assinala-se que - como o presente estudo foi
					desenvolvido exclusivamente por meio de recursos bibliográficos e, em tal
					sentido, não fez uso de informações diretamente obtidas por meio da interação
					com seres humanos - não houve necessidade da anuência de um Comitê de Ética em
					Pesquisa, como estipulado pela Resolução n° 510/2016.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p> O PPGE da UFPB foi criado em 1977 e instituído, inicialmente, como Curso de
					Mestrado em Educação. Desde a sua gênese, o programa possuía a educação popular
					como eixo teórico-prático orientador de suas iniciativas, estando,
					historicamente, vinculado em suas ações a alguns trabalhos sociais realizados
					pela Arquidiocese da Paraíba, da Igreja Católica, que, à época, estava se
					destacando nacionalmente pela sua forte atuação pastoral e junto a movimentos
					sociais populares. Isso acabou atraindo para o estado paraibano vários/as
					intelectuais e militantes que queriam contribuir com os processos de luta e de
					resistência contra a ditadura militar na região, tendo estes encontrado acolhida
					na UFPB (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Vasconcelos, 2011</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p> Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
					(CNPq) pelo apoio no processo de desenvolvimento da pesquisa.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p> O Catálogo de Teses &amp; Dissertações da CAPES pode ser acessado a partir do
					seguinte link: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://catalogodeteses.capes.gov.br/catalogo-teses"
						>https://catalogodeteses.capes.gov.br/catalogo-teses</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p> O Repositório Institucional da UFPB pode ser acessado por meio do seguinte
					endereço eletrônico: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://repositorio.ufpb.br"
						>https://repositorio.ufpb.br</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p> A escolha pelo uso dessas duas bases de dados justificouse em razão de se obter
					uma maior abrangência de resultados, posto que, usualmente em tais processos de
					buscas, escapam alguns resultados, principalmente quando as pesquisas são
					efetuadas em uma única base de dados - o que pode ocorrer, às vezes, em virtude
					do período de publicação da produção, entre outros. À vista disso, por exemplo,
					constata-se que, ao realizar buscas no Catálogo de Teses &amp; Dissertações da
					CAPES, pode-se encontrar e ter acesso a produções mais antigas que, muitas
					vezes, não estão disponíveis no Repositório Institucional da UFPB ou
					vice-versa.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p> Destaca-se que nos trabalhos analisados, foi observado o emprego de duas
					denominações: abordagem dialética e materialismo histórico-dialético. Para
					efeito da discussão em questão, optou-se pela utilização apenas da expressão
					dialética, levando em consideração que as duas nomenclaturas se referiam ao
					mesmo tipo de método, pelo fato de elas apresentarem em seus fundamentos a
					influência da abordagem marxista.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>RefeRênCIAs</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ARAÚJO, Renan Soares de. Diferentes expressões da prática
					extensionista orientada pelo referencial da concepção freiriana de educação
					popular. <bold>Rev. Ed. Popular</bold>, Uberlândia, Edição Especial, p. 65-86,
					out. 2022. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.14393/REP-2022-67196"
						>https://doi.org/10.14393/REP-2022-67196</ext-link>. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/67196/34924"
						>https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/67196/34924</ext-link>.
					Acesso em: 25 abr. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ARAÚJO</surname>
							<given-names>Renan Soares de.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Diferentes expressões da prática extensionista orientada pelo
						referencial da concepção freiriana de educação popular</article-title>
					<source>Rev. Ed. Popular</source>
					<publisher-loc>Uberlândia</publisher-loc>
					<publisher-name>Edição Especial</publisher-name>
					<fpage>65</fpage>
					<lpage>86</lpage>
					<season>out</season>
					<year>2022</year>
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						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.14393/REP-2022-67196"
							>https://doi.org/10.14393/REP-2022-67196</ext-link>
					</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/67196/34924"
							>https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/67196/34924</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 25 abr. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ARAÚJO, Renan Soares de. <bold>Extensão popular e produção de
						conhecimento:</bold> o caso do PPGE/ UFPB. 2021. 332 f. Dissertação
					(Mestrado em Educação). Centro de Educação, Universidade Federal da Paraíba,
					João Pessoa, 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ARAÚJO</surname>
							<given-names>Renan Soares de.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Extensão popular e produção de conhecimento: o caso do PPGE/
						UFPB</source>
					<year>2021</year>
					<fpage>332</fpage>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Educação)</comment>
					<publisher-name>Centro de Educação, Universidade Federal da
						Paraíba</publisher-name>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<comment>2021</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>ARAÚJO, Renan Soares de; MÉLO, Celany Teixeira de; CRUZ, Pedro José
					Santos Carneiro. Extensão popular: marcos históricos. <bold>Revista Temas em
						Educação</bold>, João Pessoa, v. 30, n. 1, p. 138-163, jan./abr. 2021. DOI:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2021v30n1.54113"
						>https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2021v30n1.54113</ext-link>.
					Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/54113/32738"
						>https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/54113/32738</ext-link>.
					Acesso em: 15 abr. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ARAÚJO</surname>
							<given-names>Renan Soares de</given-names>
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							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Pedro José Santos Carneiro.</given-names>
						</name>
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					<article-title>Extensão popular: marcos históricos</article-title>
					<source>Revista Temas em Educação</source>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<volume>30</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>138</fpage>
					<lpage>163</lpage>
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					<year>2021</year>
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							>https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2021v30n1.54113</ext-link>
					</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
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							>https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/54113/32738</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 15 abr. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BOTELhO, Bruno Oliveira de. <bold>Extensão popular:</bold> debatendo
					autonomia e participação em hortas urbanas no PINAB/UFPB. 2017. 180 f.
					Dissertação (Mestrado em Educação). Centro de Educação, Universidade Federal da
					Paraíba, João Pessoa, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BOTELhO</surname>
							<given-names>Bruno Oliveira de.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Extensão popular: debatendo autonomia e participação em hortas urbanas
						no PINAB/UFPB</source>
					<year>2017</year>
					<fpage>180</fpage>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Educação)</comment>
					<publisher-name>Centro de Educação, Universidade Federal da
						Paraíba</publisher-name>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<comment>2017</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BRANDÃO, Carlos Rodrigues; BORGES, Maristela Correa. A pesquisa
					participante: um momento da educação popular. <bold>Rev. Ed. Popular</bold>,
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						ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.14393/REP-2007-19988"
						>https://doi.org/10.14393/REP-2007-19988</ext-link>. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/19988/10662"
						>https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/19988/10662</ext-link>.
					Acesso em: 19 abr. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRANDÃO</surname>
							<given-names>Carlos Rodrigues</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BORGES</surname>
							<given-names>Maristela Correa.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A pesquisa participante: um momento da educação
						popular</article-title>
					<source>Rev. Ed. Popular</source>
					<publisher-loc>Uberlândia</publisher-loc>
					<volume>6</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>51</fpage>
					<lpage>62</lpage>
					<season>jan./dez</season>
					<year>2007</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
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							>https://doi.org/10.14393/REP-2007-19988</ext-link>
					</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/19988/10662"
							>https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/19988/10662</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 19 abr. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>BRANDÃO, Carlos Rodrigues; STRECk, Danilo Romeu. A pesquisa
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRANDÃO</surname>
							<given-names>Carlos Rodrigues</given-names>
						</name>
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					</person-group>
					<chapter-title>A pesquisa participante e a partilha do saber: uma
						introdução</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
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							<surname>BRANDÃO</surname>
							<given-names>Carlos Rodrigues</given-names>
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							<surname>STRECk</surname>
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					</person-group>
					<source>Pesquisa participante: a partilha do saber</source>
					<publisher-loc>Aparecida</publisher-loc>
					<publisher-name>Idéias &amp; Letras</publisher-name>
					<year>2006</year>
					<fpage>7</fpage>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
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					Pessoa: Editora do CCTA/UFPB, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>COSTEIRA</surname>
							<given-names>Aldenildo Araújo de Moraes Fernandes</given-names>
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						</name>
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					</person-group>
					<source>PalhaSUS: luta que se faz com cuidado e amorosidade</source>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora do CCTA/UFPB</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Pedro José Santos Carneiro.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>A extensão em educação popular e seus significados no processo de
						reorientação da formação médica: um ensaio sobre a experiência da
						Universidade Federal da Paraíba</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
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							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Pedro José Santos Carneiro</given-names>
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							<suffix>FILhO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<source>Extensão, saúde e formação médica: caminhos de construção de
						experiências extensionistas, suas possibilidades e limites para a promoção
						da saúde e a formação médica</source>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora do CCTA/ UFPB</publisher-name>
					<year>2017</year>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<mixed-citation>CRUZ, Pedro José Santos Carneiro. <bold>Agir crítico em
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					(Doutorado em Educação) - Centro de Educação, Universidade Federal da Paraíba,
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				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CRUZ</surname>
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					<source>Agir crítico em nutrição: uma construção pela educação popular</source>
					<year>2015</year>
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					<comment>Tese (Doutorado em Educação)</comment>
					<publisher-name>Centro de Educação, Universidade Federal da
						Paraíba</publisher-name>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<comment>2015</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<mixed-citation>CRUZ, Pedro José Santos Carneiro <italic>et al</italic>. Extensão
					popular: bases teórico-metodológicas. <bold>Reflexão e Ação</bold>, Santa Cruz
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						ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.17058/rea.v29i2.16028"
						>https://doi.org/10.17058/rea.v29i2.16028</ext-link>. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
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						>https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/16028</ext-link>.
					Acesso em: 19 abr. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Pedro José Santos Carneiro</given-names>
						</name>
						<etal/>
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					<article-title>Extensão popular: bases teórico-metodológicas</article-title>
					<source>Reflexão e Ação</source>
					<publisher-loc>Santa Cruz do Sul</publisher-loc>
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					<year>2021</year>
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					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
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							>https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/16028</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 19 abr. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Pedro José Santos Carneiro</given-names>
						</name>
						<etal/>
					</person-group>
					<source>Educação popular e nutrição social: reflexões e vivências com base em
						uma experiência</source>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<publisher-name>UFPB</publisher-name>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B12">
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>CRUZ</surname>
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							<surname>BOTELhO</surname>
							<given-names>Bruno Oliveira de.</given-names>
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					</person-group>
					<chapter-title>Pesquisa em extensão popular: confrontação de saberes (uma
						leitura da educação popular)</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
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							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Pedro José Santos Carneiro</given-names>
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					<source>Extensão popular: educação e pesquisa</source>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora do CCTA/UFPB</publisher-name>
					<year>2017</year>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>CRUZ</surname>
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						</name>
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							<given-names>Eymard Mourão.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Caminhos da aprendizagem na extensão universitária: reflexões com base
						em experiência na Articulação Nacional de Extensão Popular (ANEPOP)</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>hucitec</publisher-name>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B14">
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						extensionista na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia</bold>. 2017.
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				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>DIAS</surname>
							<given-names>Jucilene Nascimento.</given-names>
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					</person-group>
					<source>Diálogos de saberes em uma prática extensionista na Universidade Federal
						do Recôncavo da Bahia</source>
					<year>2017</year>
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					<comment>Dissertação (Mestrado em Educação)</comment>
					<publisher-name>Centro de Educação, Universidade Federal da
						Paraíba</publisher-name>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>FALCÃO, Emmanuel Falcão. <bold>Vivência em comunidades:</bold> outra
					forma de ensino. 2. ed. João Pessoa: UFPB, 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FALCÃO</surname>
							<given-names>Emmanuel Falcão.</given-names>
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					<source>Vivência em comunidades: outra forma de ensino</source>
					<edition>2</edition>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>FORPROEX - FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
							PÚBLICAS BRASILEIRAS</collab>
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