<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="research-article" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt"
	xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">faeeba</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Rev. FAEEBA - Ed. e Contemp.</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e
					Contemp.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="epub">2358-0194</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.21879/faeeba2358-0194.2024.v33.n75.p32-44</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>O PROCESSO DE JUVENILIZAÇAO DA EJA NO COLÉGIO ESTADUAL PINTO DE
					AGUIAR (2020-2022)</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>THE JUVENILIZATION PROCESS OF YOUTH AND ADULT EDUCATION {EJA) AT
						PINTO DE AGUIAR STATE SCHOOL {2020-2022)</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>EL PROCESO DE JUVENILIZACION DE LA EDUCACION DE JOVENES Y ADULTOS
						(EJA) EN EL COLEGIO ESTATAL PINTO DE AGUIAR (2020-2022)</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4562-3346</contrib-id>
					<name>
						<surname>Vale</surname>
						<given-names>Rodrigo Magno dos Santos</given-names>
					</name>
					<bio>
						<p>* Mestrando do Programa Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação -
							GESTEC/UNEB. Pesquisador no Centro de Referência em Desen volvi mento e
							Human idades da Univers idade do Estado da Bahia CRDH/UNEB; Professor
							Substituto da Univers idadedo Estado da Bahia (UNEB- Campus XI).
							Salvador/BA, Brasil. E-mail: prof.rodr igo
								<email>magno@gmail.com</email>
						</p>
					</bio>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0005-2310-1749</contrib-id>
					<name>
						<surname>Rocha</surname>
						<given-names>Denise Abigail Britto Freitas</given-names>
					</name>
					<bio>
						<p>** Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
							Coordenadora e Professora do Curso de Pedagogia da Uninassau Salvador.
							Coordenadora do Centro de Referência em Desenvolvimento e Humanidades
							(CRDH/UNEB). Vice-Coordenadora dos Grupos de Pesquisa GEDH e CriaAtivos
							UNEB/CNPQ.Salvador/BA, Brasil.
								<email>E-mail:dfrochauneb@gmail.com</email>
						</p>
					</bio>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgname">Universidade do Estado da
					Bahia-UNEB</institution>
				<institution content-type="original">Universidade do Estado da
					Bahia-UNEB</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<institution content-type="orgname">Universidade do Estado da Bahia</institution>
				<institution content-type="original">Universidade do Estado da Bahia</institution>
			</aff>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>15</day>
				<month>09</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>33</volume>
			<issue>75</issue>
			<fpage>32</fpage>
			<lpage>44</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>27</day>
					<month>02</month>
					<year>2024</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>24</day>
					<month>07</month>
					<year>2024</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>A criação da modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi um marco
					importante para as políticas de acesso à educação, tendo como público-alvo os
					jovens e adu ltos que não tiveram acesso à educação por inúmeros motivos. De nt
					ro dessa perspectiva, o desenvolvimento da EJA como programa de reparação vem
					sofrendo com o processo chamado juvenilização. Oobjetivo deste artigo é discutir
					o fenômeno da juvenilização desta modalidade, trazendo como ponto de partida o
					olhar dos alunos da EJA do Colégio Estadual Pinto de Aguiar, localizada em
					Mussurunga 1, Setor C,Salvador-BA. Optou-se por discorrer sobre esta temática em
					decorrência da sua importância para o desenvolvimento social e a discussão da
					valorização do potencial que a Educação de Jo vens e Adultos proporciona para o
					educando que decidiu reiniciar sua trajetória educaciona l, trazendo como base
					teórica os estudos de Ha ddad (1991; 2002), Di Pierro (<xref ref-type="bibr"
						rid="B9">2001</xref>) e Brune! (2004), corrobora ndo para as discussões e
					definições do fenômeno da juvenilização. Trata-se de uma pesq uisa com cunho
					exploratório descritivo,trazendo uma abordagem qualitativapautada em análise
					documental, entrevistas semiestruturadas, observações e questionários.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>The creation of Youth and Adult Education (EJA) was an impor tant milestone for
					policies on access to education, targeting young people and adults who had no
					access to education for a variety of reasons. From this perspective, the
					development of the EJA as a reparation program has suffered from the process
					called juvenilization.The aim of this article is to discuss the phenomenon ofthe
					juvenilization of this modality, taking as a starting point the view of the
					students of the EJA at Colégio Estadual Pinto de Aguiar, located in Mussurunga
					1, Sector C, Salvador-BA. We chose to discuss this topic because of its
					importance for social development and the discussion of valuing the potential
					that Youth and Adult Education provides for students who have decided to restart
					their educational career, using as a theoretical basis the studies of Haddad
					(1991 and 2002), Di Pierro (<xref ref-type="bibr" rid="B9">2001</xref>) and
					Brune} (2004), corroborating the discussions and definitions of the phenomenon
					of juvenilization. This article is a descriptive exploratory studywith a
					qualitative approach based on document analysis, semi-structured interviews,
					observations and questionnaires.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<p>La creación dei programa de Educación de Jóvenes y Adultos (EJA) fue un hito
					importante para las políticas de acceso a la educación, dirigido a jóvenes y
					adultos que no tenían acceso a la educación por diversas razones. Desde esta
					perspectiva, el desarrollo de la EJA como programa de reparación ha sufrido el
					proceso denominado juvenilización. El objetivo de este artículo es discutir el
					fenómeno de la juvenilización de esta modalidad, tomando como punto de partida
					las opiniones de los alumnos de la EJA dei Colegio Estadual Pinto de Aguiar,
					ubicado en Mussurunga 1, Sector C, Salvador-BA. Elegimos discutir este tema por
					su importa ncia para el desarrollo social y la discusión de valorizar el
					potencial que la Educación de Jóvenes y Adultos proporciona a los alumnos que
					han decidido reiniciar su trayectoria educativa, utilizando como base teórica
					los estudios de Haddad (1991 y 2002), Di Pierro (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
						>2001</xref>) y Brune} (2004), corroborando las discusiones y definiciones
					dei fenómeno de la juvenilización. Este artículo es un estudio exploratorio
					descriptivo con abordaje cualitativo basado en análisis documental, entrevistas
					semiestructuradas, observaciones y cuestionarios.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Educaçãode Jove ns e Adultos</kwd>
				<kwd>Fracasso Escolar</kwd>
				<kwd>Juvenilização.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Youth and Adult Education</kwd>
				<kwd>School failure</kwd>
				<kwd>Juvenilization.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>Educación de jóvenes y adultos</kwd>
				<kwd>Fracaso escolar</kwd>
				<kwd>Juvenilización.</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A criação da modalidade de ensino para Adultos e Idosos tem em sua origem o objetivo
				de defender uma demanda social que requeria a conscientização da classe sobre sua
				importância primordial para o desenvolvimento do país. Só em 1988a Educação de
				Adultos ganha uma nova nomenclatura que incluía também o jovem; assim surge a
				Educação de Jovens e Adultos (EJA), originada com objetivo de oportunizar uma
				educação destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no
				ensino fundamental e médio na idade apropriada. Essa modalidade de ensino ganhou
				ainda mais relevância quando passou a ser vinculada à educação básica.</p>
			<p>Na contemporaneidade, alguns sistemas de ensino vinculados a EJA vêm discutindo qual
				é a idade adequada para inserção de um adolescente nessa modalidade, a despeitoda
				Resolução <bold>N.</bold> 3/2010 (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BRASIL,
				2010</xref>), que estabeleceu o direito de todos os jovens frequentarem a EJA nas
				instituições de Ensin o Fundamental a partir dos 15 anos de idade completos e no
				Ensino Médio com 18 anos completos.</p>
			<p>No entanto, ainda é muito debatido se realmente é adequado que alunos dessa idade
				estejam inseridos nessa categoria de ensino, tendo em vista que os métodos
				educacionais aplicados dentrodas salas de aula da educação de jovens e adultos têm
				objetivos e um público-alvo totalmente diferente da educação regular.</p>
			<p>O objetivo deste estudo é analisar os efeitos que o processo de juvenilização (<xref
					ref-type="bibr" rid="B14">Haddad; Di Pier ro, 2000</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B5">Brunel, 2004</xref>) traz como possibilidades e dificuldades quanto ao
				rendimento escolar dentro do Colégio Estadual Pinto de Aguiar durante os anos
				letivos de 2020 a 2022, abordando como referência o ponto de vista desses
				alunos/adolescentes que muitas vezes são rotulados como alunos-problema ou educandos
				com dificuldades de aprendizagem na educação regular.</p>
			<p>Assim, levantaremos os motivos que levam esses educandos a optarem pela evasão
				escolar do ensino regular e a reinserção dentro da modalidade de ensino para Jovens
				e Adultos. Espera-se queo tema tratado neste artigo possa proporcionar reflexões e
				discussões de alternativas para transmutar o atual contexto da EJA em Salvador-BA,
				poisainda existe uma carência na exploração acadêmica sobre essa temática.</p>
			<p>Para uma articulação maior sobre o fenômeno debatido pelos autores mencionados,
				iremos descrever na revisão bibliográfica como o processo de juvenilização é
				compreendido pelos autores, abordando como a criação da Resolução n. 3, promulgada
				no dia 15 de junho de 2010, contribuiu para a aceleração da juvenilização da EJA,
				trazendo as concepções teóricas sobre a causa e efeito desse fenômeno.</p>
			<p>A metodologia consiste em pesquisa de campo e coleta de dados através de entrevista
				semiestruturada com os alunos da EJA do Colégio Estadual Pinto de Aguiar, trazendo
				um recorte histórico do período de 2020 a 2022. Foram utilizados instrumentos como
				questionário e entrevista semiestruturada para a realização de uma pesquisa
				investigativa, analista e discursiva sobre os resultados apresentados nas pesquisas
				de campo que foram realizadas.</p>
			<p>Os sujeitos da pesquisa foram os alunos (adolescentes, jovens e adultos) que compõem
				o corpo discente do colégio. Todos os envolvidos tiveram seus nomes preservados, sem
				identificação e/ou alteração, de acordo com autorização de forma digital do Termo de
				Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) para o registro das respostas.</p>
			<p>O proces so de coleta de dados aconteceu de forma virtualdevidoà pandemia do
				COVID-19, optando-se por utilizar uma plataforma digital em todo processo de
				entrevistas. A ferramenta possibilitou os registros do questionário e posteriormente
				a análise das repostas dos alunos do Colégio Estadual Pinto de Aguiar da cidade de
				Salvador-BA, localizado em Mussurunga I, setor C.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A juvenilização da EJA no Brasil</title>
			<p>Historicamentea Educação de Jovens e Adultos sofre por um processo de descontinuidade
				em seus programas educacionais, o qual culminou nosurgimento de muitos desafios para
				a educação que ainda se reflete m em nossa sociedade. Tais desafios apontam para a
				importância da Educação de Jovens e Ad ultos para o ensino e a sociedade, pois a
				partir dela é garantido acesso à educação para todos os indivíduos que foram
				impedidos de concluir seu ensino na idade adequada, dando-lhes oportunidade de
				desenvolverem-se como cidadãos , conforme a Lei de Diretr izes e Bases da Educação
				Nacional, capítulo II, da seção V,artigo 37 (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL,
					1996</xref>).</p>
			<p>Dentre os desafios postos à Educação de Jovens e Adultos em seu histórico, com o
				passar dos anos e a falta de um programa específico e eficiente que ampare esse
				adulto, a EJA vem enfrentando também um processo de juvenilização em seu corpo
				discente. Haddad (<xref ref-type="bibr" rid="B13">2007</xref>) salienta que esse
				processo de rejuvenilização da educação de jovens e adultos começa a ter destaque no
				final da década de <xref ref-type="bibr" rid="B4">1990</xref>, sendo fruto tanto de
				fatores históricos que norteiam a EJA no Brasil quanto do fato do ensino regular não
				apresentar práticas educacionais eficientes para reter esse adolescente e garantir a
				sua permanência na escola/colégio. O Parecer nº 23/2008 (<xref ref-type="bibr"
					rid="B2">BRASIL, 2008</xref>) informa que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Tal situação é fruto de uma espécie de migração perversa de jovens entre 15
					(quinze) e 18 (dezoito) anos que não encontram o devido acolhimento junto aos
					estabelecimentos do ensino sequencial regular da idade própria. Não é incomum se
					perceber quea população escolarizável de jovens com mais de 15 (quinze) anos
					seja vista como 'invasora' da modalidade regular da idade própria. E assim são
					induzidos a buscar a EJA, não como uma modalidade que tem sua identidade, mas
					como uma espécie de 'lavagem das mãos' sem que outras oportunidades lhes sejam
					propiciadas. Tal indução reflete uma visada do tipo: a EJA é uma espécie de
					'tapa-buraco' (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 2008</xref>).</p>
			</disp-quote>
			<p>Esse adolescente começa a ser desmotivado e influenciado a optar pela evasão escolar
				por vários motivos, vindo a escolher a EJA como uma forma de ter uma nova
				oportunidade de aprender. A existência de vários motivos que contribuíram para a
				evasão em massa dos adolescentes da escola regular, tais como a escassez de
				alimento, a inserção precoce no mercado de trabalho, questões sociais, políticas e
				familiares, dentre outros, fortaleceram um cenário propício e uma normalização da
				mudança de modalidade dessesadolescentes, em situação na quala educação de jovens e
				adultos muitas vezes é vista como algo punitivo e/ou excludente.</p>
			<p>No que tange à EJA, a criação do Parecer n. 23/2008 e posteriormente a Res olução n.
				3/2010 (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 2010</xref>), a qual estabelece
				através dos seus artigos 3º, 4º, 5º e 6º a idade mínima para matrícula na modalidade
				de Educação de Jovens e Adultos - como referido, de 15 anos completos para integrar
				o Ensino Fundamental e 18 para o Ensino Médio - contribuíram para a inte nsificação
				do processo de rejuvenilização dentro dessa modalidade.</p>
			<p>Dentro desse contexto, em seu livro <italic>Jovens Cada Vez Mais Jovens: Na Educação
					de Jovens e Adultos,</italic> Brune! (2004) salienta fatores que corroboram para
				a intensificação desse processo de juvenilização dentroda EJA, como, por
					exemplo:<bold>Fatores pedagógicos</bold> - Falta de professores capacitados para
				exercer a função de mediador no processo de aprendizagem e escassez na
				infraestruturaescolar; <bold>Fatores Estruturais</bold> - O histórico de fracasso
				escolar desses alunos, que se consideram incapazes de prosseguir dentro das escolas
				e veem-se como os únicos responsáveis por esse processo de insucesso; <bold>Fatores
					Legais</bold> - A construção e elaboração de leis, diretrizes e parâmetros
				legais que corroboram a facilitação da entrada desses adolescentes na modalidade de
				educação para jovens e ad ultos.</p>
			<p>Esses são alguns fatores que, segundo Brune! (2004), contribuem para que esses
				adolescentes estejam migrando cada vez mais cedo para a EJA. Porém, qual o indivíduo
				que se enquadra dentro do perfil desse ser juvenil? Através do Estatuto da Criança e
				do Adolescente (ECA) é estabelecido que todos os indivíduos na faixa etária de 12 a
				18 anos são compreendidos como adolescentes, sendo que em 2005 a idade delimitada
				para a juventude brasileira ficou estabelecida entre 15 a 29 anos. A faixa etária
				que envolve o início e fim da adolescência dentro do contexto do ensino regular
				abrange o fundamental 2 e todo o ensino médio.</p>
			<p>A fase da juventude é um período muito complexo e de constr ução. Segundo Janice
					<xref ref-type="bibr" rid="B19">Sousa (2006)</xref>, esse período é uma fase de
				transição entre a infância e a fase adulta; assim, esse indivíduo sofre grandes
				influências sociais em seu desenvolvimento para a vida adulta, tornando-se reflexo
				das ações sociais da sociedade.</p>
			<p>Dentro dessa percepção de construção, todo o processo de segregação e as condições de
				acessibilidade às escolas no início do século XX tornaram-se um campo fértil para a
				migração perversa desses adolescentes para as escolas noturnas que eram direcionadas
				aos adultos.</p>
			<p>Cabe ressaltar quea juventude é um processo único e não deve ser mensurado somente
				pela faixa etária, mas também pelos fatores socioeconômicos e socioculturais. Melo e
				Santos citam o documento do Conselho Nacional da juventude (<xref ref-type="bibr"
					rid="B8">2006</xref>), afirmando que:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>A</italic> juventude é uma condição social, parametrizada por uma faixa
					etária, a qual no Brasil congrega cidadãos e cidadãs com idade compreendida
					entre os15 eos 29anos. Por outrolado,a UNES- CO utiliza a faixa etária de 15 a
					24 anos para demarcar o período da juventude, por sua veza Organização Mundial
					de Saúde (OMS) considera as pessoas de 15 a 19 anos como adolescentes jovens e
					as pessoas de 20a 24 anos comoadultos jovens. (<xref ref-type="bibr" rid="B17"
						>Me lo; Santos, 2013</xref>, p.1).</p>
			</disp-quote>
			<p>Os autores, bem como <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fernandes (2008)</xref> e Rumert
					(<xref ref-type="bibr" rid="B18">2007</xref>) em suas respectivas obras,
				argumentam que a criação das resoluções, leis e normas que tem por objetivo
				oportunizar a esse adolescente uma possível correção do seu desvio escolar, pois é
				necessário discutir os anseios desses alunos através de diálogos efetivos, tendo em
				vista que em como todo processo de aprendizagem o meio social é um fator
				predominante para a formação desse indivíduo. Cabe estabelecer um processo efetivo
				que transmute o contexto social desse adolescente.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">Haddad e Siqueira (2015</xref>, p. 99-100)
				destacam:</p>
			<disp-quote>
				<p>Esta situação está cada vez mais desafiando as políticas de EJA em função do
					crescente envio de jovens, muitos deles analfabetos funcionais, que recém
					fizeram 15 anos, a essa modalidade por não estarem sendo atendidos no ensino
					fundamental de forma adequada. <italic>A</italic> repetência e a evasão ainda
					são problemas paraa permanência do alunado na escola, fazendo com que muitas
					crianças desistam antes de completar o ensino fundamental. Mais de 1 milhão de
					jovens entre 15 e17 anos estão fora da escola. Éesta situação que alimenta a
					composição do enorme contingente de pessoas que, mesmo tendo passado pela
					escola, não consegue se alfabetizar com qualidade para que se mantenha autônomo
					no uso da escrita e da leitura. Apesar do aumento na oferta de vagas no ensino
					fundamental regular, e a melhoria na promoção do alunado ao longo das últimas
					décadas, o atraso acumulado na escolaridade cria uma demanda potencial
					significativa por políticas de educação de jovens e adultos (EJA) (<xref
						ref-type="bibr" rid="B15">Haddad; Siqueira, 2015</xref>).</p>
			</disp-quote>
			<p>Nesse sentido, existem vários fatores que contribuem para que esses adolescentes
				optem por migrar para a EJA como uma alternativa viável para a conclusão do seu
				ensino básico, buscando um reconhecimento social e a construção por sua
				identidade.</p>
			<p>A diferença de abordagem educacional torna-se um dos motivos que contribuem para o
				crescimento desse fenômeno, pois no que tange à EJA e ao seu público-alvo, é
				importante que os alunos já tenham uma experiência de vida que permeia seu cotidiano
				e isso sempre terá importância no processo de aprendizagem. Vale ressaltar também
				que o processo de ensino na EJA só terá umaverdadeira significância quando for
				levada em consideração a importância das experiências e do pensamento popular desse
				indivíduo em sala de aula, e não somente um ensino mecânico, que só visa à produção
				de conteúdo. Esse fato demonstra a complexidade e as diferenças educativas da EJA em
				comparação com o ensino regular, com demandas educacionais e objetivos
				distintos.</p>
			<p>Dentro desse contexto existente na modalidadeda EJA no Brasil, cabe ainda a
				construção e realização de uma ação eficiente para que esse processo de
				juvenilização não ocorra com tanta frequência e por mais tempo, trazendo uma
				proposta educacional que permita e criemeios dos adolescentes não optarem pelo
				abandono escolar e/ou migrarem para a EJA, tornando-os protagonistas do seu
				desenvolvimentocidadão e educacional, atribuin do-lh es uma função social impo rtant
				e que influencie nos seus comportamentos e atitudes. <xref ref-type="bibr" rid="B6"
					>Carrano (2007)</xref> colabora afirmando que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Tais aspectos relativos àpresença do jovem são incipientes no campo da EJA e para
					enfrentar essedesafio de 'juvenilizaçãoda EJA', deveríamos buscar alternativas
					paraa produção de espaços culturalmente significativos para atendimento dessa
					diversidade de sujeitos jovens - não apenasalunos. Oque propicia a reflexão
					sobrequem é esse sujeito, porque ingressou numa sala de EJAe como desenvolver um
					trabalho que atenda de forma mais adequada suas especificidades. (<xref
						ref-type="bibr" rid="B6">Carrano, 2007</xref>, p.1).</p>
			</disp-quote>
			<p>O processo de vulnerabilidade social que esses adolescentes passam e a constante
				busca por um emprego para a sua sobrevivência torna-se um fator extremo para que a
				presença dessa juventude ganhe forças ao longo dos anos. O Brasil carece de ações e
				políticas educacionais públicas que amparem os anseios desses indivíduos e
				permitam-lhes concluir os estudos no tempo e idade certos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Procedimentos metodológicos: o caminho investigativo da pesquisa</title>
			<p>O <italic>lócus</italic> da pesquisa é o Colégio Estadual Pintos de Aguiar (CEPA),
				localizado em Mussurunga I, Setor C, Rua Doutor Artur Co uto, s/n,Salvador - BA, uma
				instituição de ensino público que oferece o Ensino Fundamental II (anos finais - do
				6º ao 9º ano - Regular e EJA) e Ensino Médio (Regular e EJA), com o intuito de
				atender as demandas da comunidade. O Colégio Pinto de Aguiar funciona nos três
				turnos (manhã, tarde e noite), tendo um total de 12 turmas voltadas à modalidade de
				ensino para jovens e adultos.</p>
			<p>O foco deste artigo são as turmas dos Eixos VI (1 º e 2º Ano de Ensino Médio) e o
				Eixo VII (3º Ano do Ensino Médio), que compõem o ensino médio da EJA. Todo o ciclo
				de entrevistas, que iniciou em 2020 e terminou em 2022, teve como registro de
				matrículas cerca de 537 alunos regularmente matriculados na EJA (<xref
					ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Gráfico 1</label>
					<caption>
						<title>Alunos Matriculados na E<italic>A</italic></title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-75-0032-gf01.tif"/>
				</fig>
			</p>
			<p>O questionário foi aplicado aos estudantes regularmente matriculados da EJA através
				de uma plataforma digital, pois em 2020 a pandemia do novo coronavírus (COVID-19)
				impôs mudanças ao funcionamento de todas as atividades acadêmicas. Foi necessário
				realizar diversas ações preventivas visando a garantir uma coleta de dados segura e
				eficiente, bem como contribuir para o enfrentamento à pandemia.</p>
			<p>Segundo registro da secretaria de educação (SEC-BA) e a secretaria do Colégio
				Estadual Pinto de Aguiar, foram registradas as seguintes quantidades de matrículas
				para a Educação de Jovens e Adultos durante os anos de 2020-2022, seguindo o gráfico
				abaixo (<xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>):</p>
			<p>Essas informações demostram que durante o período da entrevista a demanda por vagas
				para a EJA no colégio não sofreu alteração. Note-se, porém, que estava em curso uma
				reestruturação para fazer com que os alunos se interessassem e permanecessem
				frequentando as aulas, com realização de várias campanhas de matrículas e incentivos
				para esses alunos.</p>
			<p>O processo de coleta de dados aconteceu de forma virtual, utilizando instrumentos
				como questionário e entrevista semiestru turada. Optou-se por utilizar uma
				plataforma digital em todo o processo de entrevistas. A ferramenta possibilitou os
				registros do questionário e posteriormente a análise documental das repostas dos
				alunos do Colégio Estadual Pinto de Aguiar, da cidade de Salvador-BA.</p>
			<p>Os sujeitos da pesquisa foram os alunos (adolescentes, jovens e adultos) que compõem
				o corpo discente do colégio e frequentam a modalidade da EJA. Todos os envolvidos
				tiveram seus nomes preservados sem identificação e/ou alterados de acordo com
				autorização, de forma digital, do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE)
				para o registro das respostas. O procedimento seguiu as orientações e comitê de
				ética, que autorizou as entrevistas e registro das respostas dos indivíduos
				entrevistados.</p>
			<p>Como o foco da pesquisa é discutir o processo de juvenilização da EJA, foi necessário
				realizar uma seleção dos respondentes, tendo como principal foco os alunos que não
				se enquadravam na Resolução n. 3/2010 (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil,
					2010</xref>). Tendo isso em vista, realizamos as entrevistas com todos os alunos
				da EJA que se colocaram à disposição para tanto. Dos 315 alunos que frequentaram a
				EJA no CEPA, conseguimos entrevistar 142, o que corresponde a 45% dos alunos
				matriculados durante 2020-2022.</p>
			<p>Dentro do recorte de 142 alunos que aceitaram a participar da entrevista, foi
				realizado um segundo recorte de acordo com a faixa etária dos alunos, seguindo os
				critérios abaixo (<xref ref-type="table" rid="t1">TABELA 1</xref>):</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Faixa Etária dos Alunos Entrevistados</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">1 IDADE</th>
							<th align="center" valign="top">QUANTIDADE</th>
							<th align="center" valign="top">PORCENTAGEM</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Até 17 anos</td>
							<td align="center" valign="top">30</td>
							<td align="center" valign="top">21%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">18-40 anos</td>
							<td align="center" valign="top">62</td>
							<td align="center" valign="top">44%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">41-60 anos</td>
							<td align="center" valign="top">45</td>
							<td align="center" valign="top">31%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">60 ou mais</td>
							<td align="center" valign="top">5</td>
							<td align="center" valign="top">4%</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> elaboraçao propria</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Apesquisa foi desenvolvida utilizando-se metodologia qualitativa; assim, foi feito um
				recorte das 30 respostas dos alunos que se enquadram no processo de juvenilização da
				EJA, apontado pelos autores <xref ref-type="bibr" rid="B12">Haddad (2002)</xref>, Di
				Pierro (<xref ref-type="bibr" rid="B9">2001</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B7"
					>Carvalho (2009)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B5">Brunel (2004)</xref>.
				Todavia, muito das respostas que os outros alunos apresentaram suplementam um ideal
				de como a EJA funciona no contexto do colégio estadual.</p>
			<p>Salientamos que consideramos os dados da pesquisa uma base de iniciação cientifica,
				então, será necessária uma complementação, pois não são apresentados dados
				municipais e nem regionais concretos, cabendo ampliação do número de escolas e
				colégios colaboradores, principalmentena participação dos alunos, tendo em vista as
				dificuldades de acesso à internet dos estudantes do colégio. Portanto, os dados
				atuais são insuficientes para generalizações que traduzam de forma objetiva todo o
				processo de juvenilização que fundamenta os estudos dos autores mencionados
				anteriormente, e que ocorre também nas escolas municipais e colégios estaduais de
				Salvador-BA, leva ndo em conta sua temática abrangente e complexa.</p>
			<p>Ainda assim, essa pesquisa espelha como o processo de juvenilização vem acontecendo
				durante toda a construção da EJA e ganhando força no cenário atual da educação.
				Dentro desse contexto, escutar os alunos e encontrar um caminho novo faz-se
				necessário para um novo olhar na Educação de Jovens e Adultos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>O caminho da pesquisa</title>
			<p>Com a coleta de informações através de uma plataforma digital e, posteriormente, a
				análise de dados das 30 respostas dos alunos do Colégio Estad ual Pinto de Aguiar,
				tivemos algumas informações que corroboram os estudos de Brune! (2004). Um dos
				primeiros pontos é a predominância das mulheres dentro da modalidade de ensino da
				EJA: conforme demonstrado no <xref ref-type="fig" rid="f2">Gráfico 2</xref>
				(abaixo), as mulheres são um público massivo no que diz respeito aos alunos da EJA
				no C.E.P.A.</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Gráfico 2</label>
					<caption>
						<title>Perfil Alunos da EJA do C.E.P.A</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-75-0032-gf02.tif"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> elaboração própria</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>O aumento do público feminino na EJA aponta alguns questionamentos sobre o incentivo
				à permanência das mulheres na educação regular, tendo em vista que ao longo de sua
				jornada educacional elas enfrentam barreiras para permanecerem em sala de aula
				(Brune!, 2004). Esse fator complementa o entendimento de que com o passar dos anos o
				público feminino reingressa na EJA, sendo queo maior índice de desistência durante o
				ano letivo é do público masculino. Essas desistências acontecem por fatores externos
				à sala de aula, mas que contribuem massivamente para o baixo desempenho dos
				alunos.</p>
			<p>Nesse recorte, realizamos a entrevistas com 63,9% das mulheres e 36,1% dos homens que
				frequentaram o colégio dentro dos critérios estabelecidos. Esses dados evidenciam
				que existem vários fatores que levam essas mulheres a optarem pela EJA em alguma
				fase da vida, tendo em vista a dinâmica social que permeia a sua saída do ensino
				regular, ou o fato de que apenas tiveram a oportunidade de frequentar as
				instituições de ensino tardiamente.</p>
			<p>Sobre esse aspecto, Brune! (2004) afirma que existem vários fatores que atraem os
				jovens para a EJA, especialmente no que diz respeito à agilidade e à rapidez na
				conclusão dos cursos; ao convívio mais diretocom diferentes sujeitos; à
				flexibilidade de seus horários e currículos e à liberdade na relação entre
				professores e alunos, bem como à mudança na abordagem pelo corpo educacional.</p>
			<p>Com a tabulação dos dados, foi evidenciado que no Colégio Estadual Pinto de Aguiar os
				fatores que mais contribuíram para a evasão desse adolescente do ensino regular e
				sua inserção na educação de jovens e adultos são: <bold>Fator Econômico, Fator
					Familiar e o Fator Pedagógico.</bold> Brune! salienta que:</p>
			<disp-quote>
				<p>O mercado de trabalho instável, as relações familiares frequentemente
					fragilizadas, a falta de confiança no futuro são fatores que perturbam esses
					jovens, levando-os, muitas vezes, ao envolvimento com drogas, a comportamentos
					violentos ou a uma atitude de apatia e desânimo (Brune!, 2004, p. 36).</p>
			</disp-quote>
			<p>Esses fatores estão atrelados diretamente aos motivos que levara m alguns alunos a
				optarem pela EJA como modalidade de ensino para concluir o seu ensino básico. A
					<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> mostra os múltiplos motivos que
				contribuem o isentivo desses alunos a volta r para concluir seus estudos na educação
				de jovens e adultos no C.E.P.A:</p>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Tabela 2</label>
				<caption>
					<title>Quadro de Perguntas 1</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">NOME DO<break/>ALUNO (A)</th>
							<th align="center" valign="top">SEXO</th>
							<th align="center" valign="top">QUE MOTIVOS LEVARAM VOCÊ A ESTUDAR À
								NOITE, NA EJA?<break/>1</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>BSS</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Homem</td>
							<td align="center" valign="top">A família e meus amigos me motivaram a
								concluir os estudos.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>ES</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Homem</td>
							<td align="center" valign="top">Concluir os estudos e procurar um
								emprego de carteira assinada.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>LJAP</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Homem</td>
							<td align="center" valign="top">Foi o único horário que encontrei para
								estudar e trabalhar.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>MOJ</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">O mercado de trabalho hoje em dia obriga
								os trabalhadores terem no mínimo o ensino médio.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CB</td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Tive que ajudar a minha mãe no trabalho
								e estou fazendo um curso, esse foi o único horário que encontramos
								para eu continuar estudando.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>MLAJ</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>Mulher</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Teve vários motivos, mas o principal é
								ajudar a minha mãe a cuidar da casa e dos meus irmãos.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>NSV</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Trabalho pelo turno da manhã e tarde,
								sendo que a EJA ajuda a concluir mais rápido.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>PC</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Tenho uma filha e preciso cuidar dela,
								pois não tenho ninguém.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">cs</td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Sou mãe de suas crianças, preciso
								trabalhar e cuidar delas. Esse foi o único horário que conseguir
								encontrar.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>LCS</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Engravidei muito nova e tive que parar
								de estudar para trabalhar e cuidar da casa. Só voltei por conta do
								incentivo dos professores.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
			</table-wrap>
			<p>O relato dos alunos reflete os desafios enfrentados por esses adolescentes fora da
				instituição escolar. Tais fatores pautam as discussões sobre os erros cometidos pelo
				ensino regular e a falta de políticasde permanência educacionais efetivas que
				contribuam para que esses adolescentes permaneçam e concluam seus estudos.</p>
			<p>Esse retrato que pontua a realidade da educação brasileira é referenciado nos estudos
				de <xref ref-type="bibr" rid="B5">Brunel (2004)</xref>, onde o autor fatores que
				corroboram para o crescente desenvolvimento do processo de juvenilização da EJA.
				Dentro desse fenômeno já apontado, percebe-se que os fatores externos ao ambiente
				educacional formal são cruciais para o desenvolvimento desses alunos. Essa
				incidência culminou em alguns pontos que, durante a pesquisa, ficaram visíveis na
				vida de cada aluno que se enquadra no processo de juvenilização da EJA dentro do
				C.E.P.A; são eles:</p>
			<p><bold>Fator Econômico:</bold> Gira em torno da inserção precoce desse adolescente no
				mercado de trabalho (muitas vezes de modo informal e sem nenhum direito trabalhista)
				e a busca constante poralimento. Esse fator desenvolvese em torno do ambiente
				socioeconômico no qual esse adolescente vive, onde há escassez de alimentos ou falta
				de refeições completas durante o seu dia, tornando a busca por um trabalho como
				fonte de sobrevivência algo essencial; isso influencia na decisão destes
				adolescentes pela evasão ao considerarem a educação como fator não primordial para
				si e suas famílias.</p>
			<p>O a luno MOJ descreve como o fator econômico contribui fortemente para a evasão
				destes adolescentes do ensino regular; ele salienta que: &quot;Eu e minha mãe éramos
				os únicos da família que conseguiram trabalho na época. Como ela não tinha como
				cuidar dos meus irmãos, eu tive que sair da escola para ajudar também&quot;.</p>
			<p>Dent ro dessas situações, ainda existe a dificuldade de conciliar os estudos e
				trabalho, fator que pesa muito na decisão dessesalunos. Nesse contexto, a EJA é
				vista com bons olhos, poisela é disponibilizada em um turno favorável para tal
				conciliação. Todavia, durante o ano letivo a permanência e frequência desses alunos
				sofrem uma decadência significativa. A <xref ref-type="table" rid="t3">tabela
					3</xref> demonstra que o fator Econômico tem um peso na hora da decisão desses
				alunos, tanto para a sua inserção quanto para a conclusão dos seus estudos na
				EJA.</p>
			<table-wrap id="t3">
				<label>Tabela 3</label>
				<caption>
					<title>Motivos que levaram para a EJA</title>
				</caption>
				<table>
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">NOME DO ALUNO (A}</th>
							<th align="center" valign="top">SEXO</th>
							<th align="center" valign="top">POR QUAL/QUAIS MOTIVOS VOCÊ PRECISOU SE
								AFASTAR DA ESCOLA?</th>
							<th align="center" valign="top">EM SUA OPINI ÃO, QUAIS SÃO AS
								CAUSAS/MOTIVOS QUE LEVAM O ALUNO A ABANDONAR<break/>A ESCOLA E IR
								PARA A EJA?</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">ES</td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Trabalho e família.</td>
							<td align="center" valign="top">Trabalho e sustentar família.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>EJM</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Tive que trabalhar.</td>
							<td align="center" valign="top">Trabalho, família e desmotivação com o
								colégio</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<break/><bold>LJAP</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Tive que trabalhar para ajudar a minha
								família e nunca pensei em retornar, porém meu novo trabalho exigiu
								que eu tirasse o 2° Grau.</td>
							<td align="center" valign="top">São vários fatores, eu particularmente
								tive que trabalhar.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">
								<break/><bold>MOJ</bold></td>
							<td align="center" valign="top">
								<break/>Homem</td>
							<td align="center" valign="top">Eu e minha mãe éramos os únicos da
								família que conseguiram trabalho na época. Como ela não tinha como
								cuidar dos meus irmãos a noite, tive que sair da<break/>escola para
								ajudar também.</td>
							<td align="center" valign="top">Falta de incentivo na família e
								interesse da pessoa.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>FC.S</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Homem</td>
							<td align="center" valign="top">r.omecei a trahalhar.</td>
							<td align="center" valign="top"><italic>A</italic> maior dificuldade
								é<break/>conciliar o trahalho com o<break/>estudo.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>PASR</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Trabalho e fui morar em outro
								lugar.</td>
							<td align="center" valign="top">Falta de interesse e preguiça.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>MCA</bold></td>
							<td align="center" valign="top">Mulher</td>
							<td align="center" valign="top">Eu precisei trabalhar de faxineira
								muito<break/>nova então acabei ficando muito tempo sem estuda
								r.</td>
							<td align="center" valign="top">Acredito que o principal seja o trabalho
								e família.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
			</table-wrap>
			<p>A segurança econômica permite que os alunos tenham mais segurança para continuar os
				estudos, fato esse que exige uma ação mais efetiva das políticas de permanência
				estudantil. É necessário entender que os motivos externos, como a vida econômica das
				famílias, são cruciais para a permanência escolar dos estudantes da EJA, a qual
				introduz mudanças em sua história e trajetória de vida, abrindolhes novas
				perspectivas.</p>
			<p><bold>Fator Familiar:</bold> Este é um dos fatores mais recorrentes dentro da
				educação, pois nele existem vários núcleos que afetam diretamente as escolhas desse
				estudante. Um dos pontos cruciais para ogrande pesodo fator familiar no fenômeno da
				juvenilização da EJA é o aumento massivo da gravidez na adolescência.</p>
			<p>Esse fator atinge diretamente as mulheres. Segundo os dados disponibilizados pelo
				IBGE, em 2018, cerca de 610 mil mulheres estavam fora da escola ou colégio, das
				quais 35% já eram mães. <italic>A</italic> aluna LCS informa que: &quot;Engravidei
				muito nova e tive que parar de estudar para trabalhar e cuidar da casa.&quot;. Esses
				fatores também contribuem para os altos índices de participação das mulheres na EJA.
				É importante salientar que a gravidez precoce na adolescência não é o único motivo
				que faz do fator familiar o que mais influência adolescentes a optarem pela EJA, mas
				é um dos mais recorrentes na sociedade.</p>
			<p>Outra questão frequente navida desses adolescentes é a responsabilidade precoce, pois
				têm que cuidar da casa e dosseus irmãos muito cedo. Esse &quot;amadurecimento&quot;
				faz com que os adolescentes sempre coloquem a família em primeiro lugar, muitas
				vezes sacrificando seu próprio desenvolvimento para se responsabilizarem por algo
				que não é compatível com a sua faixa etária.</p>
			<p>Este núcleo é decorrente das novas dinâmicas familiares, onde a estrutura familiar
				não apresenta autoridades que proporcionem segurança para essa família; assim,
				esseadolescente torna-se esse &quot;adulto&quot; pela ausência dos pais.</p>
			<p><bold>Fator Pedagógico:</bold> Muitos dos adolescentes que compõem a EJA e que foram
				alunos da educação regular eram tidos como alunos-problema dentro da escola/colégio
				no período diurno. Tais adolescentes acabam ficando desmotivados com o modelo
				educacional do ensino regular, situação agravada pelas inúmeras repetências, muitas
				vezes de forma traumática, que complicam o seu processo de aprendizagem e
				desencorajam esse adolescente de continuar frequentando a educação regular. Outro
				ponto import ante que compõe o fator pedagógico é a falta de infraestrutura
				curricular, programas de incentivos educacionais para a permanência desses alunos ea
				falta de coordenação e gestão educacional que os auxiliem em suas dificuldades.</p>
			<p><italic>A</italic> aluna AMC evidência em sua resposta como existe uma diferença de
				abordagem pedagógica entre os professores da educação regular e os professores da
				EJA, ao salientar que: &quot;Sim, muito. Acredito que a maior diferença é a forma
				que os professores lidam com a gente, pois eles ajudam bastan te e não ficam falando
				que a pessoa perdeu de ano&quot;. O fato desse adolescente se reconhecer dentro
				dessa classe e ser amparado por esses professores influencia bastante para a mudança
				de modalidade de ensino. <italic>A</italic> aluna continua argumentando que:
				&quot;Acho que o professor da tarde poderia aprender bastante sobre como lidar com
				os alunos com os professores da noite.&quot;.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Evidencia-se que as entrevistas realizadas com os estudantes do Colégio Estadual
				Pinto de Aguiar durante a produção desse projeto permitiram reforçar que oprocesso
				de juvenilização da EJA ainda é atual e ocorre de maneira bem explícita, sendo que
				muitas vezes não são levados em consideração os anseios e dificuldades que esses
				adolescentes enfrentam para estarem na sala de aula e os processos que nos levam a
				optar pela Educação de Jovens e Adultos como forma de finalizar o ensino básico. Os
				estudos de Sérgio Hadda d, apresentados ao longo deste artigo, fomentaram
				teoricamente a base de construção da pesquisa, e comparamos essa teoria usando como
				base empírica a vivência dessesalunos quevivem o referido fenômeno, assim fazendo
				uma comparação entre a teoria e a realidade prática.</p>
			<p>Os dados expostos ao longo deste estudo trazem um alerta sobre o fracasso da educação
				regular em incentivar a permanência desses adolescentes em sua modalidade, tendo em
				vista que existe a necessidade da criação de um programa educacional que auxilie no
				desenvolvimento desse aluno e contribua para o combate da distorção idade-série que
				acontece dentrodas escolas/colégios.É necessário olhar também para a juventude que
				já está inserid a dentro da modalidade de ensino EJA, tendo como objetivo a sua
				permanência e conclusão do ensino básico, assim adaptando o currículo escolar e as
				diretrizes educacionais visando aos anseios e características desses adolescentes,
				para que eles consigam se desenvolver dentro da sua realidade e executar de maneira
				formidável o seu papel de cidadão.</p>
			<p>Espera mos que os dados apresentados ao longo deste artigo sejam usados para análise
				e reflexão sobre a importância que a EJA tem dentro do contexto educacional e
				social, e que sejam elaboradas estratégias educacionais que amparem essa juventud e,
				pois os números de adolescentes frequentadores dessa modalidade crescem a cada ano
					(<xref ref-type="bibr" rid="B16">IBGE, 2018</xref>). A falta de programas
				educacionais, políticas públicas eficientes, falta de acesso a cultura/lazer, a
				desigualdade social e econômica ainda são fatores que contribuem para a desordem
				histórica da EJA e o surgimento do fenômeno de juvenilização.</p>
			<p>A EJA tem uma importância fundamental dentro da sociedade, pois garante a esse
				indivíduo o direito à educação, porém, é necessário refletir que os objetivos
				educacionais da EJA são diferentes dos da educação regular. Com a frequência
				desseadolescente dentro da sala de aula, deve-se criar um projeto de longo prazo que
				auxilie o adolescente nesse processo de transição entre as modalidades, fazendo com
				que ele consiga se desenvolver e aprender sem nenhuma interferência.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>BRASIL. <bold>Lei 9.394,</bold> de 20 de dezembro de 1996. Es ta be
					lece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm"
						>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm</ext-link>. Acesso em:
					10 ago. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Lei 9.394, de 20 de dezembro de</article-title>
					<year>1996</year>
					<source>Es ta be lece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional</source>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm"
							>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 10 ago. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BRASIL. Ministério da Educação. <bold>Parecer CNE/CEB nº
						23/2008,</bold> de8 deoutubrode 2008b. Institui Diretrizes Operacionais para
					a Educação de Jovens e Adultos - EJA nos aspectos relativos à duração dos cursos
					e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos
					exames de EJA; e Educação de Jo vens e Adultos desenvolvida por meio da Educação
					a Distância. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://portal.mec.gov.br/cne/arquivosp/df/2008/pceb023_08.pdf"
						>http://portal.mec.gov.br/cne/arquivosp/df/2008/pceb023_08.pdf</ext-link>.
					Acesso em: 10 de nov. 2022.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Ministério da Educação. Parecer CNE/CEB nº 23/2008, de8
						deoutubrode 2008b</article-title>
					<source>Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos -
						EJA nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso
						nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação
						de Jo vens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância</source>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://portal.mec.gov.br/cne/arquivosp/df/2008/pceb023_08.pdf"
							>http://portal.mec.gov.br/cne/arquivosp/df/2008/pceb023_08.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 10 de nov. 2022</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BRASIL. Ministério da Educação. <bold>Resolução nº 3, de 15 de junho
						de 2010.</bold> Instit ui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens
					e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para
					ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nosexames de EJA; e Ed
					ucação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância.
					Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12992:diretrizespara-a-educacaobasica&amp;catid=323:orgaosvinculados"
						>http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12992:diretrizespara-a-educacaobasica&amp;catid=323:orgaosvinculados</ext-link>
					Acesso em: 20 set. 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Ministério da Educação. Resolução nº 3, de 15 de junho
						de</article-title>
					<year>2010</year>
					<source>Instit ui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos
						nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos
						cursos de EJA; idade mínima e certificação nosexames de EJA; e Ed ucação de
						Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância</source>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12992:diretrizespara-a-educacaobasica&amp;catid=323:orgaosvinculados"
							>http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12992:diretrizespara-a-educacaobasica&amp;catid=323:orgaosvinculados</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 set. 2023</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BRASIL. Ministério da Educação. <bold>Lei Federal n. 8.069,</bold>
					de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Ministério da Educação</article-title>
					<source>Lei Federal n. 8.069, de 13 de julho de</source>
					<year>1990</year>
					<comment>Estatuto da Criança e do Adolescente</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BRUNEL, Carmen. <bold>Jovens cada vez mais jovens na educação de
						jovens e adultos.</bold> Porto Alegre: Mediação, 2004.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRUNEL</surname>
							<given-names>Carmen.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Jovens cada vez mais jovens na educação de jovens e adultos</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<publisher-name>Mediação</publisher-name>
					<year>2004</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>CARRANO, P. Educação de jovens e adultos e juventude: o desafio de
					compreender os sentidos da presença dos jovens na escola da &quot;segunda
					chance&quot;. <bold>Revista de Educação de Jovens e Adultos,</bold> Belo
					Horizonte , v.1, p. 55-67, 2007.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CARRANO</surname>
							<given-names>P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Educação de jovens e adultos e juventude: o desafio de
						compreender os sentidos da presença dos jovens na escola da &quot;segunda
						chance&quot;</article-title>
					<source>Revista de Educação de Jovens e Adultos</source>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<volume>1</volume>
					<fpage>55</fpage>
					<lpage>67</lpage>
					<year>2007</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<mixed-citation>CARVALHO, Marlene. <bold>Primeiras letras:</bold> alfabetização de
					jovens e adultos em espaços populares. São Paulo: Ática, 2009.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>Marlene.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Primeiras letras: alfabetização de jovens e adultos em espaços
						populares</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Ática</publisher-name>
					<year>2009</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<mixed-citation>CONJUVE. Conselho Nacional de Juventude et ai. (Org.) <bold>Política
						nacional de juventude:</bold> diretrizes e perspectivas. São Paulo: Fundação
					Friedrich Ebert, 2006.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>CONJUVE. Conselho Nacional de Juventude et ai.</collab>
					</person-group>
					<source>Política nacional de juventude: diretrizes e perspectivas</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Fundação Friedrich Ebert</publisher-name>
					<year>2006</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<mixed-citation>DI PIERRO, Maria Clara; JOIA, Orlando; RIBEIRO, Vera Masagão. Visões
					da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. <bold>Cadernos Cede s ,</bold>
					anoXXI, n. 55, p. 58-77, 2001. Dis ponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/parte1.pdf"
						>http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/parte1.pdf</ext-link>. Acesso em:
					20 set. 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>DI PIERRO</surname>
							<given-names>Maria Clara</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>JOIA</surname>
							<given-names>Orlando</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>RIBEIRO</surname>
							<given-names>Vera Masagão</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Visões da Educação de Jovens e Adultos no Brasil</article-title>
					<source>Cadernos Cede s</source>
					<volume>XXI</volume>
					<issue>55</issue>
					<fpage>58</fpage>
					<lpage>77</lpage>
					<year>2001</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/parte1.pdf"
							>http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/parte1.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 set. 2023</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<mixed-citation>Fernandes, Cleoni Maria B. À procura da senha da vida - de - senha a
					aula dialógica? ln: Veiga, lima PassosAlencastro (Org.). <bold>Aula:</bold>
					gênese,dimensões, princípios e práticas. Campinas : Pa piru s, 2008,
					p.145-165.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>Fernandes</surname>
							<given-names>Cleoni Maria B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>À procura da senha da vida - de - senha a aula
						dialógica?</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>Veiga</surname>
							<given-names>lima PassosAlencastro</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Aula: gênese,dimensões, princípios e práticas</source>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
					<publisher-name>Pa piru s</publisher-name>
					<year>2008</year>
					<fpage>145</fpage>
					<lpage>165</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
				<mixed-citation>HADDAD, Sérgio. Estado e educação de adultos (1964/1985). Tese de
					Doutorado. Faculdade de Educação da Universidade de São
					Paulo.2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HADDAD</surname>
							<given-names>Sérgio.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Estado e educação de adultos (1964/1985)</source>
					<comment>Tese de Doutorado</comment>
					<publisher-name>Faculdade de Educação da Universidade de São
						Paulo</publisher-name>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B12">
				<mixed-citation>HADDAD, Sérgio.<bold>Educaç ão de jovens e adultos no Brasil</bold>
					(1986-1998). Brasília: MEC/INEP/COMPED, 2002, p. 25-54. Série: Estado do Conhe
					cimento.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HADDAD</surname>
							<given-names>Sérgio.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Educaç ão de jovens e adultos no Brasil (1986-1998)</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>MEC/INEP/COMPED</publisher-name>
					<year>2002</year>
					<fpage>25</fpage>
					<lpage>54</lpage>
					<publisher-loc>Série</publisher-loc>
					<publisher-name>Estado do Conhe cimento</publisher-name>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
				<mixed-citation>HADDA D, Sérgio. Por uma Nova Cultura na Ed ucação de Jo ve ns e Ad
					ultos, um Balanço de Experiências de Poder Loca l. <bold>Açã o Educativa
						GT:</bold> Educação de Pessoas Jovens e Adulta s, n. 18. 2007. Dis po n íve
					l e m : &lt;<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://pt.scribd.com/doc/22041278/Capitulo-Novos-Caminhos-emEducacao-de-]ovense-Adultos-E]A#scribd"
						>http://pt.scribd.com/doc/22041278/Capitulo-Novos-Caminhos-emEducacao-de-]ovense-Adultos-E]A#scribd</ext-link>&gt;.
					Acesso em: 10 nov. 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HADDA</surname>
							<given-names>D, Sérgio</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Por uma Nova Cultura na Ed ucação de Jo ve ns e Ad ultos, um
						Balanço de Experiências de Poder Loca l</article-title>
					<source>Açã o Educativa GT: Educação de Pessoas Jovens e Adulta s, n.
						18</source>
					<year>2007</year>
					<comment>Dis po n íve l e m : &lt;<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://pt.scribd.com/doc/22041278/Capitulo-Novos-Caminhos-emEducacao-de-]ovense-Adultos-E]A#scribd"
							>http://pt.scribd.com/doc/22041278/Capitulo-Novos-Caminhos-emEducacao-de-]ovense-Adultos-E]A#scribd</ext-link>&gt;</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 10 nov. 2023</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B14">
				<mixed-citation>HADDAD, Sérgio; DI PIERRO. <bold>A Escolarização de jovens e
						adultos.</bold> São Paulo: Revis ta Brasilei ra de Ed ucaçã o
					2000.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HADDAD</surname>
							<given-names>Sérgio</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>DI PIERRO.</surname>
							<given-names>A</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Escolarização de jovens e adultos</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Revis ta Brasilei ra de Ed ucaçã o</publisher-name>
					<year>2000</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>HADDAD,Sérgio; SIQUEIRA,F.Analfabetismo entre jovens e adultos no
					Brasil. <bold>Revista Brasile ira de Alfabetização,</bold> Vitória, v. 1, n. 2,
					p. 88 -110, jul./dez. 2015.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HADDAD</surname>
							<given-names>Sérgio</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SIQUEIRA</surname>
							<given-names>F.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Analfabetismo entre jovens e adultos no Brasil</article-title>
					<source>Revista Brasile ira de Alfabetização</source>
					<publisher-loc>Vitória</publisher-loc>
					<volume>1</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>88</fpage>
					<lpage>110</lpage>
					<season>jul./dez</season>
					<year>2015</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B16">
				<mixed-citation>IBGE. <bold>Pesquisa nacional por amostra de
						domicílioscontínua</bold>- <bold>PNAD CONTÍNUA:</bold>Educação 2017. Brasil.
					Rio de Janeiro: IBGE, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>IBGE</collab>
					</person-group>
					<source>Pesquisa nacional por amostra de domicílioscontínua- PNAD
						CONTÍNUA:Educação 2017</source>
					<publisher-loc>Brasil</publisher-loc>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>IBGE</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B17">
				<mixed-citation>MELO,Lécia Nájla dos Santos; SANTOS, Raimunda de Santana.
					Juvenilização das classes da EJA na rede pública municipal de Ilhéus. Jornada
					Baiana de Pedagogia, 1, Ilhé us, agosto 2013.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MELO</surname>
							<given-names>Lécia Nájla dos Santos</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>Raimunda de Santana</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Juvenilização das classes da EJA na rede pública municipal de
						Ilhéus</article-title>
					<source>Jornada Baiana de Pedagogia</source>
					<comment>1, Ilhé us</comment>
					<season>agosto</season>
					<year>2013</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B18">
				<mixed-citation>RUMMERT, So nia Maria. <italic>A</italic> educação de jovens e
					adultos trabalhadores. O &quot;novo&quot; que reitera antiga destituição de
					direitos. ln: RUMM ERT,S. <bold>M. Gra ms - ci, trabalho e educação:</bold>
					jovens e adultos pouco escolar iza d os no Brasil actual. Lisboa: Ed uca/Univ e
					rsidade de Lisboa, 2007. Cadernos Sísifo 4.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>RUMMERT</surname>
							<given-names>So nia Maria.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title><italic>A</italic> educação de jovens e adultos trabalhadores. O
						&quot;novo&quot; que reitera antiga destituição de direitos</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>RUMMERT</surname>
							<given-names>S. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Gra ms - ci, trabalho e educação: jovens e adultos pouco escolar iza d
						os no Brasil actual</source>
					<publisher-loc>Lisboa</publisher-loc>
					<publisher-name>Ed uca/Univ e rsidade de Lisboa</publisher-name>
					<year>2007</year>
					<comment>Cadernos Sísifo 4</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B19">
				<mixed-citation>SOUSA, J. Apresentação do Dossiê: A sociedade vista pelasgerações.
						<bold>Política</bold> &amp; <bold>Sociedade. Revista de Sociologia
						Política.</bold> Florianópolis, v. 5, n. 8, p. 9-30, 2006.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOUSA</surname>
							<given-names>J.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Apresentação do Dossiê: A sociedade vista
						pelasgerações</article-title>
					<source>Política &amp; Sociedade. Revista de Sociologia Política</source>
					<publisher-loc>Florianópolis</publisher-loc>
					<volume>5</volume>
					<issue>8</issue>
					<fpage>9</fpage>
					<lpage>30</lpage>
					<year>2006</year>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>